sábado, 10 de setembro de 2011

Entenda como seu cérebro aprende e estude melhor


Tipos de Aprendizagem Pessoal
Você está tendo problemas para absorver novos conteúdos nos seus estudos?
Você pode querer saber mais sobre seu estilo próprio de aprendizagem. Seu estilo de aprendizagem é a maneira que você prefere aprender. Ele não tem nada a ver com o quão inteligente você é ou quais são as habilidades que você desenvolveu. Tem a ver com a forma como o seu cérebro funciona de forma mais eficiente de apreender novas informações. Seu estilo de aprendizagem tem estado com você desde que você nasceu.
Não há tal coisa como um estilo de aprendizagem ser “bom” ou ser “ruim”. O sucesso vem com muitos estilos de aprendizagem diferentes. Não há uma abordagem “direita” de aprendizagem. Todos nós temos nossa própria maneira particular de aprender. O importante é estar ciente da natureza do seu estilo de aprendizagem. Se você entende de como o seu cérebro aprende melhor, você terá maior chance de estudar de uma forma produtiva.
Para você começar a pensar em seu estilo de aprendizagem, pense sobre a maneira pela qual você se lembra de um número de telefone. Você vê, no olho da sua mente, como se olhasse para o telefone? Ou você pode “ver” o número em que pedaço de papel, imaginando-o exatamente como você o escreveu? Você pode ser um aprendiz Visual. Ou, talvez você possa “ouvir” o número da mesma forma como se ouvisse alguém recitá-lo para você. Neste caso, você pode ser um aprendiz auditivo. Se você “deixar seus dedos fazerem a caminhada” no telefone, ou seja, seus dedos discarem o número sem olhar para o telefone, você pode ser um aprendiz Tátil / Cinestésico (sensível ao movimento).
Esta forma de olhar para o estilo de aprendizagem utiliza os diferentes canais de percepção (ver, ouvir, tocar / mover) como seu modelo. Esta é uma visão um pouco simplista de um assunto muito complicado (o cérebro humano). No entanto, olhando de um ponto de vista perceptivo para estilo de aprendizagem é uma forma útil para começar.

Combinar seu estilo com estratégias de aprendizagem

Embora não haja um estilo de aprendizagem “bom” ou “ruim”, pode haver uma combinação boa ou ruim entre a forma como você aprende melhor e da maneira um determinado curso é ensinado. Suponha que você é um aprendiz visual, matriculado em um curso de aula tradicional. Você sente que instrutor fica falando por horas e você não consegue prestar atenção ou ficar interessado na aula. Há uma incompatibilidade entre seu estilo de aprendizagem e do ambiente de ensino. Assim que você compreender esse descompasso, você pode encontrar maneiras de adaptar seu estilo para garantir o seu sucesso no aprendizado.
Você pode começar a gravação das palestras para que você não se preocupar em perder informações importantes. Você pode optar por desenhar diagramas que ilustram as ideias que estão sendo apresentadas. Você pode ir para o computador e encontrar um vídeo para ajudar a fornecer algumas informações adicionais. O que você está fazendo é desenvolver estratégias de aprendizagem que trabalham para você porque elas são baseadas em seu conhecimento do seu próprio estilo de aprendizagem.
Uma descrição dos Quatro Estilos de Aprendizagem e estratégias de aprendizagem.

Estilo de Aprendizagem Visual / Verbal

Você aprende melhor quando as informações são apresentadas visualmente e em um formato de linguagem escrita. Em sala de aula, você se beneficia de instrutores que utilizam o quadro negro (ou retroprojetor) para listar os pontos essenciais de uma aula, ou que fornece um esboço para acompanhar durante a palestra. Você se beneficia a partir de informações obtidas através de livros e notas de aula. Você tende a gostar de estudar sozinho em uma sala silenciosa. Muitas vezes você vê as informações “em sua mente” quando você está tentando lembrar alguma coisa.
Estratégias de aprendizagem para o aluno Visual / Verbal:
Para ajudar recordar-se, fazer uso de “código de cores” quando se estuda novas informações em livro-texto ou notas. Usando canetas marca-texto, destacar diferentes tipos de informação em cores contrastantes.
Escrever frases e frases que resumem as principais informações obtidas a partir do seu livro e aula.
Faça fichários de palavras e conceitos que precisam ser memorizados. Use canetas marca-texto para enfatizar postos-chave sobre os cartões. Limitar a quantidade de informações por cartão assim que sua mente puder formar uma “imagem” mental da informação.
Ao apreender as informações apresentadas em diagramas ou ilustrações, escrever explicações para o que foi aprendido.
Ao aprender matemática ou informações técnicas, escrever em frases e frases-chave de sua compreensão do material. Quando um problema envolve uma sequência de passos, escrever em detalhes como fazer cada etapa.
Fazer uso de processamento de texto de computador. Copiar as principais informações das suas notas e livros didáticos em um computador. Use as impressões para revisão visual.
Antes de um exame, faça você mesmo lembretes visuais de informações que devem ser memorizadas.  Ao fazê-los observar que contenham palavras-chave e conceitos e também colocá-los em locais de grande visibilidade – em seu espelho, notebook, painel do carro, etc.

O Estilo de Aprendizagem Visual / não-verbal

Você aprende melhor quando as informações são apresentadas visualmente e em uma imagem ou formato de design. Em sala de aula, você se beneficia de instrutores que usam recursos visuais, como cinema, vídeo, mapas e gráficos. Você se beneficia de informações obtidas com as imagens e diagramas em livros didáticos. Você tende a gostar de trabalhar em uma sala silenciosa e pode não gostar de trabalhar em grupos de estudo. Ao tentar lembrar de algo, muitas vezes você pode visualizar uma foto em sua mente. Você pode ter um lado artístico que gosta de atividades tendo a ver com arte visual e design.
Estratégias de aprendizagem para o aluno Visual / não-verbal:
Faça fichários de informações-chave que precisam ser memorizadas.
Desenhar símbolos e imagens sobre os cartões para facilitar relembrar.
Use canetas marca-texto para destacar as palavras-chave e imagens sobre os fichários. Limitar a quantidade de informações por cartão, assim que sua mente puder tirar uma foto “mental” da informação.
Marcar as margens do seu livro com palavras-chave, símbolos e diagramas que o ajudam a lembrar do texto. Use canetas marca-texto de cores contrastantes com “código de cor” para cada informação.
Ao aprender matemática ou informações técnicas, fazer gráficos para organizar a informação. Quando um problema matemático envolve uma sequência de passos, desenhar uma série de caixas, cada uma contendo o número apropriado de informações em dada sequência.
Use papel quadriculado grande praça para ajudar a criar gráficos e diagramas que ilustram os conceitos-chave.
Use o computador para ajudar na organização de material que precisa ser memorizado. Usando processamento de texto, criar tabelas e gráficos com gráficos que ajudam a compreender e reter o material do curso. Use planilha e software de banco de dados para organizar material que precisa ser aprendido.
Tanto quanto possível, traduzir as palavras e ideias em símbolos, imagens e diagramas.

O estilo tátil / cinestésico de Aprendizagem

Você aprende melhor quando fisicamente envolvido em uma atividade “manual”. Na sala de aula, você se beneficia de um ambiente de laboratório onde o homem possa manipular materiais para apreender novas informações. Você aprende melhor quando pode ser ativo fisicamente no ambiente de aprendizagem. Você se beneficia de instrutores em sala de aula que incentivam manifestações, “mãos-a-obra” nas experiências dos sistemas de aprendizagem do estudante e trabalho de campo fora da sala de aula.
Estratégias para o Aprendiz Tátil / Cinestésico:
Para ajudar você a manter o foco em classe, sentar-se perto da frente da sala e tomar notas durante todo o período de aula. Não se preocupe com a ortografia correta ou escrever frases completas. Anote as palavras-chave e desenhe ou faça gráficos para ajudá-lo a reter a informação que você está ouvindo.
Ao estudar, andar para trás e para frente com livros didáticos, notas ou fichários na mão e ler as informações em voz alta.
Pensar em maneiras de fazer a sua aprendizagem de algo tangível, ou seja, você pode colocar em suas mãos. Por exemplo, fazer um modelo que ilustra um conceito-chave. Gastar mais tempo em um ambiente de laboratório para aprender um procedimento importante. Passe algum tempo no campo (por exemplo, um museu, site histórico, ou local de trabalho) para ganhar experiência em primeira mão de seu assunto.
Para aprender uma sequência de passos, faça cartões 3′x5 cm para cada etapa. Organizar as cartas no topo de uma tabela para representar a sequência correta.
Colocar em palavras, símbolos ou imagens no seu fichários, qualquer coisa que ajude você a se lembrar da informação.
Use canetas marca-texto em cores contrastantes para destacar pontos importantes.
Limitar a quantidade de informações por cartão ajuda a recordar. Pratique colocar as cartas em ordem até que a sequência se torne automática.
Ao rever a nova informação, copiar postos-chave em um quadro-negro, placa de cavalete, ou superfície de escrita de grande porte.
Fazer uso do computador para reforçar a aprendizagem através do sentido do tato. Usando o software de processamento de texto, copiar as informações essenciais de suas notas e livros didáticos. Utilização de gráficos, tabelas e planilhas para organizar o material que deve ser aprendido.

Estilo de Aprendizagem Auditivo / Verbal

Você aprende melhor quando a informação é apresentada em um formato auditivo de linguagem oral. Em sala de aula, você se beneficia em ouvir palestras e participar de discussões em grupo. Você também se beneficia com a obtenção de informações a partir de fita de áudio. Ao tentar lembrar-se de algo, muitas vezes você pode “ouvir” a forma como alguém lhe disse a informação, ou a forma como você já repetiu em voz alta. Você aprende melhor quando interage com outros em uma audição.

Estratégias para aprendizagem Auditivo / Verbal:

Participar de um grupo de estudo para ajudá-lo a aprender o material do curso. Ou, trabalhar com um “professor particular” em uma base contínua para rever as informações-chave e preparar-se para os exames.
Ao estudar por si mesmo, falar em voz alta para ajudar a relembrar. Em uma sala onde você não incomodará ninguém, leia suas anotações e livro em voz alta.
Grave suas palestras. Use o ‘pause’ para evitar a gravação de informação irrelevante.
No início de cada palestra, definir o seu contador para ’000 ‘. Se um conceito discutido durante a palestra parece particularmente confuso olhar, o número balcão do tempo e anotá-lo. Depois, você pode avançar para esse número de rever o material que o confundiu durante a palestra.
Use áudio-books, ajudar a reter as informações. Ou, crie a suas próprias fitas de áudio através da leitura de notas e informações de livros em um gravador.
Ao se preparar para um exame, reveja as gravações no seu carro ou em um MP3 player sempre que você puder.
Ao aprender matemática ou informações técnicas faça o “seu caminho” através das novas informações colocando o problema em suas próprias palavras.
Para aprender uma sequência de passos, reescrevê-los em forma de frases e lê-los em voz alta.
Estas orientações irão ajuda-lo a entender o mecanismo do processamento das informações que chegam até você. As dicas que damos podem ser rearranjadas por você mesmo a medida que for conhecendo mais profundamente o processo cognitivo usado pelo seu cérebro.
Bons Estudos e Até Passar!

TJ/PI publica edital para 19 vagas


O Tribunal de Justiça do Piauí abre a partir do dia 14 de setembro as inscrições para o concurso público destinado ao provimento de 19 vagas de juiz substituto. As inscrições ficam abertas até o dia 14 de outubro e devem ser feitas pela internet, através do site do Cespe. A taxa de inscrição é de R$ 158,23.
Concursos na área jurídica costuma ser as mais procuradas pelos concurseiros, devido a boa remuneração oferecida. Para o cargo em questão o salário oferecido é de R$ 15.823,56.
Os candidatos serão avaliados por meio de provas objetiva, discursiva,sindicância da vida pregressa e investigação social, exame de sanidade física e mental, exame psicotécnico, prova oral e avaliação de títulos.
Para investidura no cargo é necessário que o candidato seja bacharel em direito há no mínimo três anos, em instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), e tenha três anos de atividade jurídica. É necessário também que o candidato comprove bons antecedentes morais e sociais - bem como saúde física e mental -, não tenha nenhuma sentença criminal condenatória transitada em julgado, não estar sendo processado criminalmente e nem ter sofrido penalidades por prática de atos desabonadores no exercício profissional.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 5 de fevereiro de 2012. As datas prováveis das demais etapas serão divulgadas posteriormente.
Emmanuel Tomaz

TRE de Santa Catarina abre inscrições para 11 vagas e cadastro


O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina abre neste sábado (10) as inscrições do concurso para 11 vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos de analista judiciário (área judiciária) e de técnico judiciário (área administrativa), de nível superior e médio, respectivamente. A remuneração inicial é de R$ 3.993,09, para nível médio, e de R$ 6.551,52, para nível superior, com auxílio-alimentação no valor de R$ 599,21.
Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina
Inscrições
De 10 a 24 de setembro
Vagas
11 e cadastro
Salário
R$ 3.993,09 e R$ 6.551,52
Taxa
R$ 60 e R$ 80
Provas
30 de outubro
Entre as atribuições do cargo de técnico judiciário estão executar atividades de pesquisa, organização e armazenamento de legislação, jurisprudência e doutrina; instruir procedimentos administrativos e elaborar relatórios, documentos internos e externos e outros instrumentos de suporte gerencial, de acordo com a área de atuação; executar atividades relacionadas com o planejamento operacional e à execução de projetos, programas e planos de ação, entre outras.
Entre as atribuições do cargo de analista judiciário estão executar atividades de análise processual; pesquisar e analisar legislação, jurisprudência e doutrina; elaborar pareceres jurídicos, atos administrativos, informações, relatórios e outros documentos de informação técnico-jurídica, entre outras.
As inscrições podem ser feitas de 10 a 24 de setembro através do site www.pontuaconcursos.com.br. As taxas de inscrição são de R$ 60 (nível médio) e R$ 80 (nível superior).
As provas objetivas para ambos os cargos serão aplicadas dia 30 de outubro, em Florianópolis. No mesmo dia também será aplicada prova discursiva sobre direito eleitoral e direito administrativo para o cargo de analista judiciário.
Do G1, em São Paulo

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A primavera traz boas novas para os concurseiros em 2012


A primavera está para chegar, e com ela chega também uma boa notícia para quem faz parte do mundo dos concursos: o Orçamento da União de 2012, segundo o projeto enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional no fim de agosto, prevê a criação de 141.142 cargos públicos, funções e cargos comissionados.

Pela proposta orçamentária, o maior número de cargos a ser criados se destinará ao Poder Executivo: 136.795. Outros 3.699 vão para o Judiciário, 576 para o Ministério Público da União e 72 para o Legislativo. Os concursos que serão abertos devem preencher quase a metade desse quadro, podendo chegar a quase 60 mil vagas, conforme as necessidades de contratação dos diversos órgãos e entidades públicos.

Os números são os seguintes, de acordo com o Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), elaborado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão:

Poder Legislativo
Tribunal de Contas da União – 72
Total – 72    

Poder Judiciário
Justiça Federal – 263
Justiça Militar da União – 2
Justiça do Trabalho – 2.741
Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – 693
Total – 3.699

Ministério Público da União – 576
Total – 576

Poder Executivo
Ministério da Justiça – 244
Ministério da Integração Nacional, Sudene, Sudam e Dnit – 172
Ministério da Defesa – 100
Ministério do Esporte – 24
Ministérios diversos – 2.190
Ministério da Saúde – 118
Presidência da República – 98
Ministérios da Fazenda e da Integração Nacional e Banco Central – 36
Agências reguladoras – 400
Comissão Nacional da Verdade * – 14
Ministério da Ciência e Tecnologia – 83
Ministério das Relações Exteriores – 1.293
Advocacia-Geral da União – 560
Ministério do Desenvolvimento – 488
Secretaria de Micro e Pequena Empresa * – 68
Ministério da Educação – 94.032
Exército – 29.358
Universidade Federal da Bahia – 1.261
Universidade Federal da Região do Cariri – 1.213
Universidade Federal do Sul da Bahia – 1.755
Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará – 1.657
Diversos – 789
Substituição de terceirizados – 842
Total – 136.795

Total geral – 141.142
(*) Órgãos a ser criados

Depois do susto que o governo deu no início do ano, ao suspender concursos e contratações, medida que fazia parte da economia de R$ 50 bilhões no Orçamento, esses dados representam a injeção de ânimo que muita gente precisava para mergulhar imediatamente nos estudos para os concursos que vêm por aí, como o do TSE, o do TCU e o do Senado Federal, entre outros. Para os que já estão estudando, as novidades reforçam a determinação pela conquista de uma vaga nas próximas seleções que vão ocorrer ainda este ano ou, no mais tardar, em 2012.

Esses números representam um crescimento extraordinário de 457% em relação a 2011, quando a previsão orçamentária cobria apenas 25.334 novos cargos. E também superam em muito os de 2010, quando o Orçamento previa apenas 76.100 contratações de novos servidores por concurso público.

Como se observa no quadro para 2012, o Executivo mais uma vez ficará com o maior número de cargos a ser criados, num total de 136.795. Ao Judiciário, caberão 3.699; ao Ministério Público da União, 576; e, ao Legislativo, 72. De acordo com o projeto encaminhado ao Congresso Nacional, a Administração Pública poderá chamar 57.159 pessoas, o que representará despesa da ordem de R$ 1,9 bilhão com contratações, a depender de autorização do Ministério do Planejamento.

Como reconhece a ministra Miriam Belchior, uma das necessidades urgentes será a substituição de servidores aposentados. Até 2015, 40% do número atual de servidores federais, hoje em torno de 1 milhão, terão condições de requerer o benefício. Mas há outros fatores que reforçam a necessidade de novas contratações. Grandes eventos promovidos pelo poder público, como a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016, além da execução programas de investimento social do governo, como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, são bons exemplos.

É hora, portanto, de sair na frente e se matricular logo em um dos cursos abertos para preparar os candidatos às milhares de vagas previstas para 2012. Depois, é só comemorar o ingresso no seu

FELIZ CARGO NOVO!

J. W. GRANJEIRO

Diretor-Presidente do Gran Cursos

COMO MONTAR UM PLANO DE ESTUDOS

Rogerio Neiva é juiz do trabalho desde 2002. Além disso, é psicopedagogo e possui pós-graduação em administração financeira. Atua como professor de nível superior e de cursos preparatórios para concursos




Há um consenso atualmente sobre a importância do planejamento de estudos. E existem fundamentos para esta compreensão tanto a partir das ciências que estudam a aprendizagem humana, quanto dos campos do conhecimento voltados ao estudo da gestão.

O objetivo do presente texto consiste na apresentação de uma proposta de planejamento de estudos e na articulação de conceitos relevantes para a montagem do seu próprio planejamento. A intenção é que aqueles que já contam com um plano estruturado possam refletir sobre a sua eficiência e a conveniência de promover algum ajuste, bem como aqueles que não contam com um plano montado identifiquem caminhos voltados à sua estruturação.

Para a montagem de um planejamento de estudos uma primeira premissa relevante consiste na idéia de que a preparação deve contar com dois objetivos principais, sendo um mediato e outro imediato. O objetivo mediato, correspondente ao fim último, consiste na aprovação, sendo que o objetivo imediato e mais direto consiste na apropriação intelectual e cognitiva do conjunto de informações e conhecimentos passíveis de cobrança no momento da prova.

Tais compreensões decorrem da idéia de que para passar existem duas condições a serem atendidas, sendo uma formal e a outra material. A condição formal consiste no alcance da pontuação necessária considerando os parâmetros do edital, ao passo que a condição material consiste na disponibilidade intelectual e cognitiva das informações cobradas na prova. Obviamente que a segunda condição viabiliza a primeira.

Infelizmente, muitos candidatos iniciam o processo de preparação para o concurso público sem a compreensão e clareza destas premissas, isto é, não contam com devida compreensão do sentido do processo ao qual estão se submetendo.

A proposta de estruturação e execução do planejamento de estudos que venho apresentando exige a compreensão e desenvolvimento da preparação em duas fases. A primeira fase tem como fim a apropriação primária do objeto de conhecimento a ser estudado. Já a segunda fase tem por objetivo a apropriação secundária, o que corresponde à manutenção e aperfeiçoamento das informações apropriadas intelectualmente na primeira fase.

A primeira fase termina com a conclusão da execução do planejamento estabelecido. A segunda fase termina com a aprovação no concurso público.

O planejamento da primeira fase da preparação se estrutura em torno de quatro elementos, sendo os dois primeiros correspondentes ao planejamento estratégico e o terceiro e quarto ao planejamento tático. O planejamento estratégico envolve aspectos decisórios fundamentais a serem estabelecidos pelo candidato, ao passo que o planejamento tático consiste nos meios eleitos para a implementação do planejamento estratégico.

O primeiro elemento estratégico consiste na definição de objetivo, correspondendo ao cargo ou cargos almejados. Este objetivo pode ser específico, envolvendo uma carreira ou cargo público único e específico, ou genérico, envolvendo um conjunto de cargos ou carreiras. O preço do objetivo genérico é assumido pelo candidato na definição do segundo elemento estratégico, ou seja, o programa.

O programa, em termos conceituais, consiste no objeto de conhecimento a ser intelectualmente apropriado pelo candidato. Em termos concretos, trata-se das matérias e conteúdos correspondentes. Se o candidato estabeleceu um objetivo específico, o programa será aquele previsto no último edital do concurso público realizado para o referido cargo, ou seja, o programa será específico. Se o objetivo for genérico, o programa também será genérico, sendo que o candidato deverá avaliar as matérias e conteúdos semelhantes ou não, conforme os editais dos concursos de cada um dos cargos, e estruturar o seu próprio programa, ou seja, o conjunto de matérias e conteúdos a serem intelectualmente apropriados.

O terceiro elemento que compõe a estruturação do planejamento, o qual se relaciona com o planejamento tático, consiste na definição das fontes de estudo. Naturalmente que tal decisão também envolve a definição dos processos cognitivos a serem adotados. Se as fontes de estudos forem bibliográficas, o processo cognitivo será a leitura, a qual pode contar com alguma técnica de estudo agregada ou não. Se o candidato vai cursar um curso preparatório, a fonte será as aulas, sendo outro o processo cognitivo, o qual pode variar conforme a modalidade do curso (presencial, satelitário ou web) e mesmo a forma como o candidato participa, por exemplo realizando ou não anotações.

O quarto elemento da estruturação do planejamento da primeira fase de preparação consiste no levantamento do tempo e alocação de matérias. O levantamento do tempo consiste na montagem da grade de horário, o que envolve a apuração de quantas horas e quais as horas o candidato irá disponibilizar aos estudos. Também é importante que o candidato apure o potencial de disponibilidade intelectual para cada uma destas janelas a serem disponibilizadas.

O passo seguinte consiste na montagem da grade de matérias, o que corresponde à alocação das matérias e fontes de estudo na grade de horários. Para isto é importante contar com critérios racionais de otimização de esforços intelectuais e cognitivos. Um exemplo, que considero uma típica aplicação do Princípio de Pareto à preparação para concursos públicos, consiste em alocar as matérias tidas por mais relevantes ou de maior dificuldade nos momentos de maior disposição intelectual e física.

Cumpridas as etapas propostas, ou seja, definição de objetivo, programa, fontes de estudo, levantamento do tempo e alocação de matérias ou fontes, o candidato tem estruturado o seu planejamento da preparação para o concurso público. A partir daí é importante contar com mecanismos de monitoramento e controle da execução.

Esta preocupação com o monitoramento e controle, por um lado, deve ter o sentido de acompanhar os avanços na execução do planejamento estabelecido, o que traz repercussões inclusive no plano motivacional, no sentido de mostrar que os esforços implementados estão levando ao objetivo pretendido. Por outro lado, permite a construção de metas de curto prazo, o que é fundamental para que o candidato tenha o foco no processo e não se angustie com a preocupação do foco no resultado.

Estas atitudes devem ser adotadas antes da publicação do edital. Ou seja, o candidato deve trabalhar focado na execução do seu plano e não no aguardo do edital. Assim, executando o plano de estudos adequadamente estruturado, a aprovação no concurso público passa a ser uma conseqüência lógica, racional, cartesiana e natural.

Depoimento do Aprovado: Juíza Rita Manzarra


Nome: Maria Rita Manzarra de Moura Garcia
Cargo: Juíza do Trabalho Substituta da 21ª Região (RN)
Idade: 30 anos
Estado civil atual: solteira.
Cidade onde mora/lotação: Resido em Natal e desde o início do ano fui designada para atuar, nesta capital, como Juíza Coordenadora da Central de Apoio à Execução – CAEX e Juíza Auxiliar do Setor de Precatórios.
Cidade de origem: São Paulo – SP.
Data da Posse: 20.10.2006 .
Cargos ocupados anteriormente: Procuradora do Estado da Paraíba, nos anos de 2005 e 2006.
Formação: Graduada em Direito (1999/2003) pela Universidade de Fortaleza e pós graduada (especialista) em processo penal, processo do trabalho e direito do trabalho.
Concursos aprovados anteriormente: Procurador do Município de Maracanaú-CE, advogado da Infraero, Procurador do Estado da PB.
Data de aprovação no cargo atual: A aprovação ocorreu no ano de 2006, mas não sei precisar o mês.
Quando começou a se preparar para o concurso atual: Colei grau no meio do ano de 2003, com 21 anos e, naquela oportunidade, ainda não sabia ao certo o que queria.  Decidi focar primeiramente o exame da OAB e parti para um estudo “horizontal” das matérias, utilizando livros mais simples e não aprofundando muito as matérias. Após a aprovação, decidi, no início de 2004, a estudar para concurso público, focando inicialmente a carreira do Ministério Público.
Fiz o primeiro concurso, do MP-RN e perdi na penúltima fase. Fiquei bastante desiludida com Direito Penal (errei a capitulação do crime na denúncia) e resolvi tentar outro concurso que não priorizasse tanto o estudo dessa matéria. Meses depois dessa reprovação, prestei concurso para Procurador do Estado da Paraíba. Estudava bastante, cheguei a estudar onze horas por dia, de segunda a sexta e, aos fins de semana, umas três horas, no máximo, em cada dia.
Quando fui aprovada na primeira fase da PGE-PB, estava trabalhando em um escritório de advocacia, no qual permaneci por apenas um mês, pois senti necessidade de mais tempo de estudo para me preparar para a segunda e terceira fase do concurso. Logrei aprovação em quinto lugar e após um ano e meio de exercício da profissão resolvi retomar os estudos e tentar a magistratura trabalhista.
Voltei a estudar, tentando trabalhar meio expediente e ficar estudando no outro, o que nem sempre foi possível em razão de audiências e volume de serviço. Em menos de três meses obtive aprovação.
O primeiro TRT que fiz foi o da Paraíba, mas perdi na prova de sentença. Tentei o TRT do CE, passei na primeira etapa e não cheguei a realizar a segunda, haja vista que a data designada para esta prova era muito próxima àquela prevista para a prova oral do TRT RN, o qual resolvi priorizar por estar em uma fase mais avançada.
Como estudou:
- montou planejamento? Sim. Tinha por meta estudar 60 páginas por turno. Se tivesse o turno da manhã livre, estudava as sessenta. Se possuísse o turno da manhã e da tarde, 120 páginas. Só parava quando atingia a meta. Não interrompia os estudos nem para atender telefonemas. A alimentação ocorria em horários pré determinados.
- fez cursinho? Fiz. Um cursinho tão logo me graduei e depois uma pós graduação que me preparou muito bem para concursos na seara trabalhista.
- estudou em grupo? Não. Sempre gostei de estudar sozinha, sublinhando com marca texto e fazendo anotações no próprio livro. Tinha por hábito ler o livro de capa a capa e dividia a semana estudando duas matérias, por exemplo, processo civil pela manhã e administrativo à tarde.
- estudava em biblioteca? Não. Sempre estudei em casa.
- estudava quantas horas por semana? Sempre fui muito disciplinada, no entanto, me guiava pela quantidade de páginas e não por horas. Evitava passar um dia inteiro sem estudar para não perder o hábito.
O que faria diferente: Como quis passar rápido (o que ocorreu, pois comecei a estudar em 2004 e obtive aprovação no concurso da PGE no mesmo ano), exagerei e não fazia sequer academia. Almoçava comidas rápidas, o que me rendeu alguns quilos a mais e aumento na taxa do colesterol… Se fosse hoje, tentaria imprimir mais descanso, disciplina alimentar e algum lazer nas rotinas de estudo.
Houve momentos de desânimo? Sim. Recordo que chorei algumas vezes em cima dos livros, perguntando se daria certo e imaginando quantos mais preparados que eu por aí existiam, no entanto, enxugava as lágrimas e continuava a leitura.
Chegou a pensar que não passaria? Muitas vezes… Nunca fui daquelas concurseiras super confiantes…
Principais dificuldades: algumas matérias sequer abordadas na faculdade, logo, tive que estudá-las pela primeira vez. A outra grande dificuldade era de ordem pessoal, meu pessimismo, falta de confiança. A família ajudou nessas horas, sem pressão e sem cobranças. Para mim, a disciplina foi o determinante para obter a aprovação.
O que fez para superar as dificuldades? Auto controle, tentei ser mais confiante e acreditei em mim. Conversei comigo mesma e com familiares…. É importante acreditar que esse é o único caminho para a aprovação e que obtê-la é apenas questão de tempo.
Contexto de aprovação
– como soube da notícia? Soube da aprovação pessoalmente, logo após a prova oral.
- onde estava? Estava no Plenário do TRT da 21ª Região.
– o que sentiu no momento em que recebeu a notícia? Vontade de chorar e gritar. Alegria incontida e logo depois um medo, um vazio: E agora??? Acabou?? Será que eu serei uma boa magistrada?
– o que fez em seguida? Voltei para João Pessoa-PB, de carro, com meus pais.
– como foi a comemoração? Não fiz comemoração específica. Fiquei em casa, com a família, em verdadeiro estado de euforia. Acredito que não fiz nenhuma festa porque residia em João Pessoa, em virtude da aprovação no concurso da PGE e todos os meus grandes amigos, da época da faculdade, moravam em Fortaleza, Ceará.
Conselho aos candidatos:
O que diria para alguém que estivesse começando a estudar para concursos e lhe pedisse um conselho? Trabalhar a autoconfiança e ter muita, mas muita disciplina. Encarar os estudos com seriedade, como se fosse um emprego, com horário de entrada, intervalo e saída.
O que diria para alguém que estivesse estudando há algum tempo e lhe pedisse um conselho? Estudar todos os dias, nem que sejam algumas horas. Procurar livros de leitura fácil, buscar identificação com o estilo de escrita do autor. Aconselho, também, a leitura de artigos da internet (de sites jurídicos), bem como acompanhar as notícias dos sites dos Tribunais Superiores.  Costumava fazer essa pesquisa na internet aos finais de semana, ou então durante algum dia na semana, no período da noite.
Fonte: Blog do Prof. Rogério Neiva