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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

TJ-SP: Assembleia aprova PLC que altera salário e escolaridade de oficial de justiça

A Assembleia Legislativa do estado de São Paulo (Alesp) aprovou na última quarta-feira, dia 26, o projeto que altera o requisito de ingresso e os vencimentos do cargo de oficial de justiça do tribunal de Justiça de São Paulo (PLC 56/2013). Enviado pelo ex-presidente do Tribunal, Ivan Sartori, o texto estava em tramitação na casa desde novembro de 2013 e recebeu diversos ofícios favoráveis a sua aprovação neste período. Agora o governador Geraldo Alckmin tem um prazo de 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta. Caso aprovada, a lei entrará em vigor a partir de 2018.
O PLC prevê mudança no requisito mínimo para o ingresso no quadro de oficial de justiça, passará de nível médio para superior, e nos vencimentos, que passarão a ser de R$5.545 em início de carreira, inclusos salário e gratificação judiciária. Outra mudança é a criação da gratificação referente ao Regime Especial de Trabalho Externo Judicial (Rejet), que seria de 31,74% sobre o salário-base da categoria, o que hoje representaria cerca de R$600.
Para a presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp), Yvone Barreiras Moreira, a medida é importante para valorizar a categoria. “Não é pela questão salarial, mas pela valorização da carreira. O oficial não conta com hora extra e nem com adicional noturno e, em muitos casos, usa o veículo próprio para trabalhar, e não é ressarcido por isso” apontou a sindicalista, em entrevista recente à FOLHA DIRIGIDA.
 
CARÊNCIA
Há seis anos sem concurso, o cargo de oficial de justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo é o que apresenta maior carência de servidores dentro do órgão. De acordo com o levantamento funcional do TJ-SP, publicado em maio, a carreira conta com 4.187 vagas em aberto, de um total de 9.341 possíveis, o que representa quase 45% do quadro. “Já tivemos 9 mil oficiais de justiça quando tínhamos um volume de trabalho muito menor. Hoje, com um quantidade muito maior de processos, temos um quadro de pouco mais de 5 mil”, explica Yvone. Hoje o quadro conta com um total de 5.154 servidores ativos, número menor que o existente na época da homologação do último concurso da categoria, em fevereiro de 2011, quando havia 5.220, o que mostra que as últimas contratações, além de não expandir o quadro, não foram capazes de suprir as saídas.O último concurso para oficial foi iniciado 2009, com a oferta de 200 vagas, distribuídas por todo o estado. No total, 323.071 pessoas participaram da seleção, que já teve sua validade encerrada para todas as comarcas. Em 2013 foram chamados 1.263 oficiais aprovados na seleção, mas apenas 774 foram empossados, o que representa 489 desistências.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Alesp-SP: Concurso para técnicos e analistas judiciários em breve


Remunerações invejáveis e estabilidade funcional. Estes são os principais atrativos do concurso que será realizado no decorrer do segundo semestre pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Segundo fontes do setor de seleção do órgão, a oferta prevista é de dez vagas, mas isto ainda será confirmado. Os cargos já estão definidos e o concurso será para técnico legilativo na área de enfermagem e analistas nas áreas de taquigrafia e cirurgia odontológica. Os salários iniciais são de R$4.406,08 para técnicos e R$7.220,10 para analistas, ambos com jornada de 40 horas semanais.
De acordo com responsáveis pelo setor de seleção, a intenção é publicar o edital ainda no início do segundo semestre, mais provavelmente em julho ou agosto. Um fator decisivo neste sentido já está definido: a escolha da organizadora, que será a Fundação Carlos Chagas, que também foi responsável pelo concurso anterior, realizado em 2010. Na ocasião foram oferecidas 26 vagas para o cargo de agente legislativo em diversas áreas de atuação. A contratação dos aprovados será feitas de acordo com o regime estatutário. Além das vagas iniciais, outras poderão ser preenchidas durante o prazo de validade do concurso, que costuma ser de dois anos, podendo ser prorrogado uma vez, pelo mesmo período.

FONTE: FOLHA DIRIGIDA