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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Polícia Civil-SP: Exigência mínima para concursos do órgão será de nível médio a partir da próxima série

A nova série de concursos da Polícia Civil contará com uma grande mudança para 2015. O requisito mínimo para ingresso no órgão agora será o nível médio completo e não mais o fundamental como nas últimas seleções. A alteração é decorrente da Lei Complementar 1.249 sancionada este ano pelo governador Geraldo Alckmin, que eleva a escolaridade para os cargos de carcereiro, agente policial, atendente de necrotério policial, e auxiliar de papiloscopista policial. Com exceção do cargo carcereiro, que será extinto quando tiver vacância total no quadro, todas estas carreiras farão parte do próximo pacote de seleções. Entre elas o destaque fica por conta do cargo de agente policial, que conta com pedido de concurso para o preenchimento de 249 vagas. A seleção deve ser uma das prioridades, tendo em vista que a Polícia Civil já convocou todos os aprovados da última seleção. Para as quatro carreiras que tiveram modificação na escolaridade a remuneração é de R$3.336,86, já incluso o adicional de insalubridade de R$543,26.
Além da mudança na escolaridade os novos concursos passarão a contar também com alterações no conteúdo programático, previstas pelo Decreto 60.449, que regulamenta os concursos no Estado de São Paulo. Com a nova legislação passa a ser obrigatória a avaliação de conhecimentos nas áreas de interpretação de texto, noções de Informática e noções de Administração Pública, que passa a ser a grande novidade, tendo em vista que as duas primeiras já costumam estar inclusas nas seleções do órgão.
Com base nestas alterações o planejamento dos concursos já foi iniciado com o envio de pedidos de contratação de 3.176 ao governador Geraldo Alckmin. No entanto, a oferta de novos concursos deve ser menor já que uma parte das vagas autorizadas será destinada ao aproveitamento de concursos em andamento.
Os primeiros editais devem ser publicados no segundo semestre de 2015, período no qual a Acadepol já terá concluído todos os concursos em andamento atualmente. “Nós estamos concluindo os concursos em andamento e estaremos em condições de desencadear uma nova série de concursos. Nós já temos tudo preparado para a realização dos certames da forma que a gente já vem realizando”, destacou o diretor.
Além da carência, a nova série é motivada pelo número de aposentadorias previstas para os próximos anos, decorrentes da Lei Complementar 144/2014. O texto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em maio, reduz de 70 para 65 anos a aposentadoria compulsória para o serviço policial. A lei já deve gerar um impacto no balanço de aposentadorias deste ano. De acordo com João Batista Rebouças da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do estado de São Paulo (Sipesp), somente para o cargo de investigador existem cerca de 2.500 servidores em condições de se aposentar. A lei não atinge as carreiras de oficial administrativo e técnico de laboratório, que não são consideradas atividades policiais. As carreiras passaram a integrar o cargo da Polícia Civil em 2013 e não irão fazer parte da nova série por já contarem com concursos em andamento.
Entre as carreiras que contam com pedidos de autorização estão oito de nível médio (agente policial, auxiliar de papiloscopista, atendente de necrotério, papiloscopista, desenhista, auxiliar de necropsia, agente de telecomunicações e fotógrafo) e cinco de nível superior (investigador, escrivão, perito, médico legista e delegado). Destas, apenas agente policial, auxiliar de papiloscopista, papiloscopista e agente de telecomunicações não fizeram parte da última série. As remunerações entre as funções variam de R$2.793 a R$ 8.252,59, sendo que todas ainda contam com o adicional de insalubridade, no valor de R$543,27.

 
 
 

sábado, 6 de dezembro de 2014

Polícia Civil-SP: Novos concursos confirmados para 1º, 2º e 3º graus

Um dos pontos que marcaram sua campanha à reeleição, a segurança pública está sendo colocada em pauta como uma das prioridades do governador Geraldo Alckmin que, segundo dirigentes da Acadepol, vai autorizar a realização de novos concursos para reforçar o quadro de pessoal da Polícia Civil.
“Há uma promessa, já pra o início do próximo ano, de autorização para o preenchimento de novos cargos. O governador já recebeu o número de vagas existentes (3.176) e, com base neste número, ele deve autorizar a realização dos concursos”, afirmou o diretor da Acadepol, delegado Mário Leite de Barros Filho, em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, na última semana.
A Polícia Civil informou que há 3.176 vagas em aberto, que poderão ser preenchidas pelos concursos em andamento e pelos novos concursos para 2015. O quantitativo para os próximos editais, no entanto, somente será informado após o encerramento dos concursos iniciados em 2014.
Antecedência - A exemplo dos concursos que aconteceram em 2014, a Acadepol adota a diretriz de transparência, anunciando seus concursos com antecedência. Com isso, os candidatos que desejam ingressar no quadro da Polícia Civil podem planejar seus estudos e não são apanhados de surpresa.
O delegado, entretanto, adiantou que a nova série contemplará todas as carreiras da Polícia Civil e atenderá a carência existente atualmente. “A exemplo do que aconteceu nos últimos anos, vamos realizar concurso para todas as carreiras, atendendo ao número de vagas existentes, principalmente na carreira de escrivão de polícia”, completou.
Os primeiros editais serão publicados tão logo sejam concluídas as fases burocráticas dos concursos realizados em 2014 e esse processo poderá ser agilizado. “Nós estamos concluindo os concursos em
andamento e estaremos em condições de desencadear uma nova série de concursos. Já temos tudo preparado para a realização dos certames da forma que a gente já vem realizando”, garantiu o diretor. Os cargos de agente policial e agente de telecomunicações, que não fizeram parte da última série de editais, também serão contemplados com vagas, pois dentro da política de segurança do Estado são considerados cargos estratégicos.
Para agente, a validade do concurso anterior termina no segundo semestre de 2015 e, embora ainda ainda aprovados a serem chamados, o Estado prevê novas contratações através de outro concurso. Para agente de telecomunicações, também com prazo de validade em vigor, não há mais aprovados aguardando convocação. Os últimos remanescentes foram convocados em janeiro deste ano. Além da carência de pessoal na área de segurança, a nova série de concursos leva em consideração também a previsão de aposentadorias previstas para os próximos anos, decorrentes da Lei Complementar 144/2014.
O texto, sancionado pela presidente Dilma Rousseff em maio, reduz de 70 para 65 anos a aposentadoria compulsória para o serviço policial. A lei já deve gerar um impacto no balanço de aposentadorias deste ano. De acordo com João Batista Rebouças da Silva Neto, presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), somente para o cargo de investigador existem cerca de 2.500 servidores em condições de se aposentar.
A Polícia Civil conta ao todo com 16 carreiras, sendo quatro de nível fundamental (agente policial, carcereiro, auxiliar de papiloscopista e atendente de necrotério), sete de nível médio (papiloscopista, desenhista, auxiliar de necropsia, agente de telecomunicações, fotógrafo, oficial administrativo e técnico de laboratório) e cinco de nível superior (investigador, escrivão, perito, médico legista e delegado). Destas, onze fizeram parte da última série de concursos. Somente no caso de carcereiro não serão realizadas novas seleções, pois o cargo será extinto após a vacância total do quadro de servidores. As remunerações entre as funções variam de R$1.142 a R$8.252,59, sendo que ainda contam com o adicional de insalubridade, no valor de R$543,27.

sábado, 12 de julho de 2014

Polícia Civil-SP: Lei que modifica aposentadorias deve gerar nova série de concursos

Depois de oferecer mais de 5 mil vagas este ano a Polícia Civil de São Paulo pode realizar uma nova série de concursos em 2015. Além das necessidades anuais da instituição, decorrentes de aposentadorias e exonerações, as novas seleções podem ser estimuladas pela Lei Complementar 144/2014, sancionada pela presidente Dilma Rousseff, em maio deste ano. O texto reduz de 70 para 65 anos a aposentadoria compulsória para o serviço policial, mudança que deve aumentar o número de baixas no quadro de servidores do órgão. “Vão acontecer muitos concursos, porque houve agora a redução da aposentadoria compulsória. Para suprir essas vagas teremos que realizar novos concursos. Creio em uma nova série para o ano que vem, estamos aguardando só a autorização do governador” afirmou em declaração á FOLHA DIRIGIDA o diretor da Academia de Policia, delegado Mario Leite de Barros Filho. O número de vagas e os cargos que contarão com novos concursos devem ser definidos após uma análise das aposentadorias decorrentes da Lei. “Primeiro temos que ver o impacto dessas aposentadorias na instituição, para saber qual o número de cargos e para quais carreiras. Depois vamos dimensionar isto e postular a abertura de concursos” completou o diretor da Acadepol.
A Polícia Civil conta ao todo com 16 carreiras, sendo quatro de nível fundamental (agente policial, carcereiro, auxiliar de papiloscopista e atendente de necrotério), sete de nível médio (papiloscopista, desenhista, auxiliar de necropsia, agente de telecomunicações e fotógrafo, oficial administrativo e técnico de laboratório) e cinco de nível superior (investigador, escrivão, perito, médico legista e delegado). Destas, onze fizeram parte da última série de concursos. As remunerações entre as funções variam de R$1.142 a R$ 8.252,59, sendo que algumas ainda contam com o adicional de insalubridade, no valor de R$543,27.
Apesar de a maior parte das carreiras ainda contar com concurso em andamento, não se descarta que façam parte da nova série cargos como perito, investigador e escrivão, que ainda apresentam grande necessidade de servidores. Em contrapartida, as carreiras de oficial administrativo e técnico de laboratório não devem estar entre os novos editais. Apesar de fazerem parte de Superintendência da Polícia Técnico-Científica, as funções não são consideradas carreiras policiais e não serão afetadas pela nova legislação. Já agente policial ainda conta com aprovados do último concurso, que devem ser aproveitados pela instituição. No caso de carcereiro, não serão mais realizados concursos, pois o cargo foi declarado extinto, por meio de decreto publicado dezembro do ano passado. A função deixará de existir após a vacância total do quadro.