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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Sinopse - Como passei em 15 Concursos? - Dr. José Roberto Lima

José Roberto Lima merece o mais entusiasmado aplauso pela contribuição dada a todos os concurseiros de nosso país ao compartilhar sua experiência e lições. Para fazer uma contribuição relevante é preciso uma história de sucesso, ou seja, ter algo a dizer, e um bom coração, responsável pela disposição de dizer algo que fará diferença. 
O sucesso do autor em inúmeros concursos o habilita plenamente a traçar um plano tendente ao sucesso e a esse mérito se alia a concisão de suas orientações, o que ajuda a acalmar o coração agitado de quem tem muita matéria para estudar. (William Douglas) Trata-se de obra que aborda os conhecimentos adquiridos pelo autor em sua trajetória de concurseiro, mas não estou falando aqui de conhecimento doutrinário. 
Estou me referindo à questão tão importante quanto: os aspectos que envolvem o processo de aprendizagem desse conteúdo ¿ inclusive o aspecto emocional, que é determinante para o sucesso em todo e qualquer trabalho ¿, como também todos os elementos que envolvem a preparação/realização de concursos públicos e provas em geral, tais como ambiente de estudo, material didático, postura corporal, dentre outros. 
Esses elementos podem ser, muitas vezes, corriqueiros para o concurseiro, mas o que chama a atenção no texto é a percepção apurada do autor para tratar dos temas enfrentados. Com uma clareza de ideias e ótica diferenciada, traz informações especialmente relevantes para os concurseiros ou estudantes que enfrentarão provas em geral. Vauledir Ribeiro Santos 

Dr. José Roberto Lima - Professor de Direito, delegado federal e autor do livro “Como passei em 15 concursos”, da Ed. Método.

Oferecimento:


sábado, 9 de janeiro de 2016

Aprenda a aprender


Em mais de uma década de magistério, perdi a conta dos alunos que me agradeceram por terem passado num concurso ou vestibular. Geralmente, eles não se manifestam pelo aprendizado jurídico, e sim pelas dicas de como estudar.
Minha primeira preocupação de professor não é lecionar os conteúdos do Direito. Antes disso, os alunos precisam aprender a aprender. Para tal fim, precisamos ser criteriosos nas anotações e revisões. Também precisamos resgatar o valor da audição, um pouco desprezada nestes tempos modernos.
A imagem, na maioria das vezes, é apenas um formato bonito de um conteúdo que só se revela no texto ou no áudio (no texto porque é um meio de registro para consulta; no áudio porque permite ao ouvinte construir suas imagens pessoais, em vez de receber tudo mastigado, privando-lhe da construção do seu próprio conhecimento).
Um professor pode fazer uso de mapas, tabelas etc. Contudo, na essência, uma aula é composta de áudio, isto é, uso da palavra. A exceção é para os alunos com deficiência auditiva. Nesse caso, é óbvio que a linguagem de sinais é composta de imagens. Entretanto elas têm significados gramaticais, tratando-se, pois, de mensagens que podem ser anotadas para revisão. Fora esse caso, a maioria das imagens serve apenas para nossa orientação e deslocamento no espaço, sendo descartadas em seguida.
Estima-se que, ao longo da vida, memorizamos apenas três por cento do que vemos. Por outro lado, gravamos cinquenta por cento do que ouvimos. Se fizermos anotações, saltamos para noventa por cento. Depois de três dias, caso não consultemos as anotações, esse percentual despenca para três por cento, o mesmo índice da visão. Fazendo uma revisão no prazo de três dias, gravamos, para o resto da vida, setenta por cento do que ouvimos.       
Essa técnica de ouvir, anotar e revisar me é muito útil na condição de mestrando e também de professor. Foi assim que aprendi a aprender. Foi assim que aprendi a ensinar. E é assim que ensino a meus alunos para que eles aprendam a aprender. Se você quer seguir este caminho, ouça, anote e revise.

Colaborador: Dr. José Roberto Lima - Professor de Direito, delegado federal e autor do livro “Como passei em 15 concursos”, da Ed. Método.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Guerra do concurso: quem é o inimigo?

Quem realmente quer passar num concurso sabe que entrará numa guerra. Mais ainda: sabe que lutará várias batalhas e que a aprovação pode não vir na primeira delas. Para não desistir nos momentos amargos, o “concurseiro” deve ter a mentalidade, a disciplina e persistência de um soldado. 
E qual é o inimigo nesta guerra? Num primeiro momento, o leitor pode ser levado a pensar no candidato melhor preparado, pois tem boa chance de tomar uma das vagas em disputa. Não, definitivamente não. O inimigo não é este. Identificá-lo e conhecê-lo é essencial para quem almeja a vitória.
No século VI a.C, o filósofo e militar Sun Tzu, autor de “A Arte da Guerra”, já dizia: “Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas”. Se o inimigo não é o colega que toma assento ao meu lado durante as aulas, se não é meu vizinho que tenta a mesma vaga, quem é então?
Sente-se, leitor. Sente-se que eu vou responder. O pior inimigo, o primeiro deles a ser vencido é ... é ...
- Diga! Diga! Chega de suspense!
- Você.
- Eu? Como posso ser inimigo de mim mesmo?
- Você é seu pior inimigo quando se acha incapaz de aprender um conteúdo. É seu pior inimigo quando não prioriza os estudos. Por mais atarefado que você esteja, reserve ao menos uma hora do dia para estudar. A propósito, se você associa a aprovação ao esforço de estudar muito, também se torna seu inimigo, pois o segredo do sucesso não consiste na quantidade e sim na qualidade dos estudos.
Para incrementar a qualidade, faça opção por uma boa escola preparatória. Mesmo cansado, desanimado, aborrecido ... vá assistir às aulas mesmo assim. Ao final de cada lição, você poderá se sentir animado e eufórico com o aprendizado de um conteúdo que está no programa do concurso. Agindo assim, chegará o dia em que você, olhando no espelho, terá a sensação de que sua imagem estará dizendo: “Eu era seu pior inimigo. Mas você persistir tanto que decidi ser seu melhor amigo”.


Colaborador: Dr. José Roberto Lima - Professor de Direito, delegado federal e autor do livro “Como passei em 15 concursos”, da Ed. Método.

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