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sábado, 9 de janeiro de 2016

Aprenda a aprender


Em mais de uma década de magistério, perdi a conta dos alunos que me agradeceram por terem passado num concurso ou vestibular. Geralmente, eles não se manifestam pelo aprendizado jurídico, e sim pelas dicas de como estudar.
Minha primeira preocupação de professor não é lecionar os conteúdos do Direito. Antes disso, os alunos precisam aprender a aprender. Para tal fim, precisamos ser criteriosos nas anotações e revisões. Também precisamos resgatar o valor da audição, um pouco desprezada nestes tempos modernos.
A imagem, na maioria das vezes, é apenas um formato bonito de um conteúdo que só se revela no texto ou no áudio (no texto porque é um meio de registro para consulta; no áudio porque permite ao ouvinte construir suas imagens pessoais, em vez de receber tudo mastigado, privando-lhe da construção do seu próprio conhecimento).
Um professor pode fazer uso de mapas, tabelas etc. Contudo, na essência, uma aula é composta de áudio, isto é, uso da palavra. A exceção é para os alunos com deficiência auditiva. Nesse caso, é óbvio que a linguagem de sinais é composta de imagens. Entretanto elas têm significados gramaticais, tratando-se, pois, de mensagens que podem ser anotadas para revisão. Fora esse caso, a maioria das imagens serve apenas para nossa orientação e deslocamento no espaço, sendo descartadas em seguida.
Estima-se que, ao longo da vida, memorizamos apenas três por cento do que vemos. Por outro lado, gravamos cinquenta por cento do que ouvimos. Se fizermos anotações, saltamos para noventa por cento. Depois de três dias, caso não consultemos as anotações, esse percentual despenca para três por cento, o mesmo índice da visão. Fazendo uma revisão no prazo de três dias, gravamos, para o resto da vida, setenta por cento do que ouvimos.       
Essa técnica de ouvir, anotar e revisar me é muito útil na condição de mestrando e também de professor. Foi assim que aprendi a aprender. Foi assim que aprendi a ensinar. E é assim que ensino a meus alunos para que eles aprendam a aprender. Se você quer seguir este caminho, ouça, anote e revise.

Colaborador: Dr. José Roberto Lima - Professor de Direito, delegado federal e autor do livro “Como passei em 15 concursos”, da Ed. Método.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

5 dicas para garantir o sucesso em um Concurso Público

Imagine você no meio de um deserto. Você está ali há algum tempo e sente-se abatido, e sabe que para sobreviver terá de encontrar um oásis. Encontrando-o você recuperará as energias e nunca mais será o mesmo, terá um reino, honrarias, será forte e admirado por muita gente.
Detalhe! Você não é o único nesse deserto. Existe uma multidão com o mesmo objetivo que o seu: encontrar o oásis! Alguns já estão a mais tempo que você e detêm melhor conhecimento do lugar, outros são inexperientes. Mas, todos sabem das honrarias que terão ao encontrar o oásis, por isso se arriscam a permanecer no lugar.
Sabendo disso o que você faz? Luta pela vida e pelas honrarias ou fica parado e espera que o sol do meio dia queime seus miolos?
Falar em concurso é mais ou menos isso: uma multidão desejosa de um oásis! Mas, como enfrentar a multidão?
1 – MOTIVAÇÃO:
William Douglas (2013) cita que: "O ser humano age basicamente por duas motivações primárias: obtenção de prazer ou fuga da dor".
Eu não sei qual é o teu deserto, os motivos que te levam a visar uma carreira pública, só você sabe. Possa ser que o seu interesse seja se livrar de um chefe autoritário (motivação: dor) ou simplesmente a tão sonhada estabilidade, tempo para os filhos, etc (motivação: prazer). O autor  comenta ainda que, quando motivados pela obtenção do prazer os resultados tendem a ser melhores.
2 – PLANEJAMENTO:
Para Garcia (2006): "Qualquer planejamento exige que sejam estipuladas metas parciais, pontos de checagem que ajudam a verificar se o projeto segue conforme o esperado". Aqui as palavras chaves são tempo e investimento. É preciso que você estabeleça tempo para os estudos (bibliotecas, grupo de estudos na casa de amigos, internet) e invista parte dos recursos financeiros em livros e cursinhos preparatórios.
3 – AUTOCONFIANÇA:
Acredite em você! Para tanto, comece a estudar com antecedência aos editais. Assim a multidão não lhe causará medo. E à medida que for assimilando conhecimentos, se sentirá mais confiante. Inclusive para reagir positivamente aos boatos que venham lhe contar a respeito da aprovação nos concursos (fraudes, apadrinhados, etc).
4 – MANTENHA O FOCO:
Escolha um concurso por vez. Você evita desperdício de dinheiro e emprega melhor seu tempo nos estudos.
5 – APRENDA COM SEUS ERROS:
Estudar para um concurso e não ser aprovado pode gerar em nós um sentimento de culpa e até mesmo de desistência. Mas, essa pode se mostrar uma boa oportunidade de aprendizado, avaliando os erros cometidos e não os repetindo nas provas subsequentes.  

domingo, 14 de julho de 2013

Motivar para se Concentrar e se Concentrar para Aprender!

Existem duas ideias fundamentais que precisam ser compreendidas por quem está se preparando para concursos públicos e exames, ou mesmo por qualquer pessoa que pretenda estudar com o objetivo de se apropriar intelectualmente do objeto de conhecimento estudado. A primeira é que a concentração e a atenção são fundamentais para o alcance desta finalidade. A segunda é que a motivação com o que se estuda é determinante para a atenção
Portanto, sem atenção não há apropriação da informação estudada. E sem motivação a atenção pode ficar comprometida. Daí é fundamental trabalhar estratégias para aumentar a motivação, de modo a melhorar a atenção e a concentração. 
Conforme sustenta Eric Kandel, ganhador de Premio Nobel e uma das maiores autoridades no mundo sobre o tema da memória, “…a atenção voluntária é evidentemente um processo consciente nas pessoas…prestarei atenção conscientemente quando precisar aprender o caminho da minha casa em Riverdale até a casa de meu filho Paul, em Westchester. Mas colocarei meu pé no breque automaticamente se, de repente, um carro me fechar quanto estiver dirigindo na estrada…a conversão da memória de curto prazo para memória de longo prazo requer a ativação dos genes, e em cada uma delas os transmissores modulatórios parecem carregar um sinal atencional marcando a importância de um estímulo….” (Em busca da memória. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, pá. 342).
Não é difícil constatar que esta relação entre motivação e atenção, bem como da atenção com a memória, tem um aspecto inclusive de natureza evolucionista. Ou seja, nossos ancestrais para sobreviverem aos predadores precisaram desenvolver este mecanismo.
Portanto, a primeira ideia importante é compreender e tomar consciência deste processo. Como tenho dito reiteradamente, a verdade nos liberta! Daí porque a minha preocupação e crítica com os especialistas (sem especialização) em preparação para concursos, que desenvolvem soluções com base em achismos, isto quando não estão propondo fórmulas mágicas, sem base científica e não testadas de maneira rigorosa.
além de nos libertar, a compreensão da verdade e a tomada de consciência nos ajuda a desenvolver estratégias. 
Com isso, a partir de agora, você passa a ter duas obrigações: (1) se perceber, no sentido de avaliar o nível de atenção que está tendo em relação a cada matéria, e se questionar como anda a sua motivação com esta mesma matéria; (2) constatada a dificuldade de motivação, você deve começar a pensar em estratégias para reverter este cenário. 
Quanto às estratégias, a título de sugestão, uma primeira possibilidade seria tentar minar as eventuais resistências, o que é perfeitamente compreensível e natural.
No âmbito do Direito, por diversos motivos – que não vou nem abordar, pois daria no mínimo uma dissertação de mestrado em psicologia e educação, tenho uma afinidade maior com o Direito e Processo do Trabalho, bem como com o Direito Administrativo. Mas não obstante os diversos possíveis motivos, há um determinado ângulo que permite entender facilmente esta afinidade, envolvendo o aspecto profissional, pois sou Juiz do Trabalho há alguns anos e antes fui Procurador de Estado e Advogado da União.
No entanto, quando me deparo com um tema de outra área, inclusive do Direito, quanto a qual começo perceber certa dificuldade ou resistência, minha primeira estratégia é de “ir para cima” da matéria, de modo a quebrar a resistência. Neste sentido, um primeiro passo é tentar identificar de onde vem a resistência, o que geralmente decorre da dificuldade com algum conceito importante para a compreensão da matéria.
E no caso, as vezes é preciso dar um passo atrás, e voltar ao ponto no qual há este precariedade. Recentemente passei por isto ao estudar um tema sobre orçamento público.
Mas para ajudar ainda mais, sugiro também a leitura de texto que trata exatamente de estratégias para quebrar a resistência com determinadas matérias (clique aqui para ler Aceitar para Aprender).
Por outro lado, ainda na perspectiva de aumentar a motivação com determinada matéria quanto a qual há dificuldade, outra estratégia consiste em procurar identificar os benefícios que podemos obter com este estudo, independente da preparação para o concurso. Neste sentido, é muito importante a leitura de texto que aborda o “como trabalhar o prazer em aprender” (clique aqui para ler O Prazer em Aprender).
Portanto, o mais importante é que se tome consciência da relação que há entre a motivação e a concentração e a concentração e a aprendizagem. E a partir daí, com esta tomada de consciência, procure trabalhar estes relevantes fatores para o êxito nas provas.
Boa motivação, boa concentração e boa aprendizagem!



Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


  
Oferecimento:
                          



Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Dor e Prazer em Aprender nos Estudos


Quase todas as atividades humanas exigem a mobilização de funções cognitivas e psicomotoras. Praticar esportes num contexto lúdico, como participar de uma partida de futebol, jogar um jogo eletrônico, assistir um filme ou dançar são alguns exemplos. Porém, algumas atividades são consideradas mais prazerosas que outras. E ainda existem atividades que não são consideradas nada prazerosas.
Os estudos voltados à preparação para concursos públicos e exames geralmente são enquadrados no segundo grupo. Ou seja, trata-se de atividades cognitivas que tendem a não serem percebidas como prazerosas.
Mas como trabalhar este obstáculo? Podemos fazer com que o estudo seja tão prazeroso quanto assistir um filme ou uma partida de futebol? Vale lembrar que todas estas atividades envolvem a mobilização de funções cognitivas, ainda que as emoções vivenciadas sejam distintas.
Para superar a mencionada dificuldade é preciso desenvolver estratégias voltadas a trabalhar o prazer em aprender. Tenho dedicado alguns estudos, pesquisas e reflexões a este tema, o qual inclusive já foi objeto de outro texto.
Porém, considero que o prazer em aprender pode ser compreendido em duas perspectivas, sendo uma relacionada ao contexto de estudo e outra relacionada ao processo. O texto mencionado tinha como objetivo trabalhar o contexto, sendo que agora a intenção consiste em trabalhar o processo.
Assim, para trabalhar o prazer em aprender no contexto dos estudos, é importante desenvolver e refletir sobre as estratégias articuladas no mencionado texto (clique aqui para ler Preparação para Concursos e Prazer em Aprender).
Mas quanto ao processo de aprendizagem, existem dois relevantes conceitos a serem considerados. Um se estabelece no plano da estratégia cognitiva, ao passo que outro envolveaspectos neurobiológicos-orgânicos do processo de aprender.
Em relação ao primeiro conceito, podemos trabalhar primeiramente com uma tradicional e relevante idéia sobre a compreensão do processo de aprendizagem, desenvolvida pelo emblemático Jean Piaget, um dos pais das ciências cognitivas.
Segundo Piaget, a aprendizagem passa por três etapas, as quais correspondem à assimilação, acomodação e equilibração. A assimilação consiste na checagem comparativa entre as informações que já temos apropriadas e o novo objeto de conhecimento. Aacomodação consiste na compreensão comparativa, na qual avançamos na apropriação intelectual da nova informação. Já a equilibração envolve a etapa em que alcançamos o domínio do novo conhecimento.
Vamos imaginar o aprendizado do conceito de classificação das constituições quanto à mutabilidade (rígidas, semi-rígidas e flexíveis). Num primeiro momento, checamos esta nova informação considerando o conceito de constituição e poder constituinte derivado, os quais já temos (assimilação). Depois avançamos na compreensão do novo conceito, entendendo que as espécies de constituições quanto ao referido critério, no fundo, são variações de limites à manifestação do poder constituinte derivado (acomodação). E aí, consolidando o domínio e compreensão desta nova informação, chegamos ao estado de equilibração.
É bem verdade que podemos considerar a existência de uma quarta etapa, a qual corresponderia ao desequilíbrio, ao nos depararmos com uma nova informação ou problema em relação ao qual não temos o domínio. E daí, passamos novamente pelo mesmo processo.
Mas o fato que nos interessa, considerando o objetivo do texto, é que o alcance da terceira etapa (equilibração) gera um estado de satisfação. Pense numa situação na qual você quebrava a cabeça para entender um conceito ou informação nova. Como se sentiu após o alcance do seu domínio? A emoção experimentada foi de prazer ou de insatisfação?
Por outro lado, no plano neurobiológico, existem estudos indicativos de que ao conquistarmos esta etapa na qual compreendemos e dominamos a nova informação estudada ocorre, por diversos motivos e dinâmicas bioquímicas, a liberação de um neurotransmissor denominado serotonina. Esta substância é responsável pelo estado de humor.
Ou seja, o prazer causado pela aprendizagem tem um fundamento inclusive de ordem bioquímica.
Tudo isto tem uma lógica parecida com a dialética hegeliana, envolvendo o processo de construção de tese, antítese e síntese. Isto é, nos deparamos com o novo conhecimento, surge um obstáculo para o seu domínio e compreensão, sendo que ao nos apropriarmos entramos num estado de satisfação.
Este é o prazer em aprender inerente ao processo de aprendizagem!
Portanto, saiba que ao se deslocar para o seu ambiente de estudos, estará desenvolvendo uma atividade que ao final poderá lhe proporcionar satisfação. Esta compreensão é importante inclusive para que tome consciência e mude a perspectiva com a qual encara esta atividade.
Existem pessoas que usam drogas, lícitas ou não, para buscar prazerAo invés disto, podemos estudar. O custo, do ponto de vista do esforço demandado, pode ser maior, bem como o prazer, naquele momento, não tão intenso assim. Mas o benefício será bem maior.
Curta o prazer em aprender!


Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


                                                                 Oferecimento:
 




Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!