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domingo, 7 de julho de 2013

CONCURSO PÚBLICO E A TERRA PROMETIDA - WILLIAM DOUGLAS

Podemos dizer que o concurso público é a Terra Prometida. É a chance de fazermos parte da administração pública, de ajudarmos o próximo por dever de ofício, com remuneração garantida pelo governo. Mudar nossa vida e a vida de quem for ser atendido por nós, no serviço público.                                                                         
Nesse passo, contudo, é preciso alertar: toda terra prometida tem um deserto antes, ou seja, para chegar lá vai ser preciso algum período de peregrinação. 
Acredito que você, concursando, pode aprender muito com a história dos israelitas e usar a experiência deles para passar em concursos. Comecemos pela saída do Egito. O povo de Israel vivia no Egito e lá foi transformado em escravo. Seu crescimento populacional passou a ser visto como uma ameaça aos egípcios. A solução foi simples: matar todos os recém-nascidos do sexo masculino, lançando-os ao Nilo.
A mãe de Moisés, um recém-nascido judeu, colocou-o num cesto e pediu que a irmã dele, Miriã, o vigiasse de longe. O cesto foi encontrado pela filha do Faraó e Miriã, muito esperta, apresentou-se e perguntou se não queriam uma babá. Moisés cresceu sob a marca de duas culturas. Adulto, tomou a defesa de um judeu que estava sendo açoitado, acabou matando um soldado egípcio e fugiu para o deserto.
Foi no deserto que Deus apareceu a Moisés, no meio de um arbusto que, mesmo pegando fogo, não se consumia. E ali ele recebeu a missão de levar o povo de Israel do Egito para Canaã, a Terra Prometida, onde manava leite e mel. 
Assumindo o encargo, Moisés voltou para o Egito e apresentou ao seu povo os planos de Deus. Engana-se quem imagina que ele foi bem recebido. Ao contrário, foi visto por seu povo com desconfiança. E, perante os egípcios, como traidor. Traidor... e tolo. Afinal, Moisés abriu mão dos privilégios de ser considerado filho de Faraó. Daí em diante, todos conhecem a história: vieram as dez pragas e finalmente o povo foi autorizado a sair do Egito.
Tão logo os judeus tinham saído, o Faraó muda de ideia e determina ao seu poderoso exército que persiga os judeus. Nessa hora, os retirantes estavam acampados às margens do Mar Vermelho. Ao saberem da aproximação das tropas egípcias, muitos judeus reclamaram de Moisés dizendo que se era para morrer no deserto, melhor teria sido nem sair do Egito. Outros quiseram se suicidar, outros, se render e voltar para o regime de escravidão, que tinha lá suas comodidades.
Nessa hora, pressionado por todas essas circunstâncias, Moisés começa a orar a Deus, pedindo socorro. Deus, então, dá uma “bronca” em Moisés, dizendo: “Por que clamas a mim, Moisés? Diga ao povo de Israel que marche. Estende a tua vara, toca o mar, que as águas se abrirão”. Dito e feito. Moisés passa com o povo pelo meio do mar e salva-se do exército inimigo. E a história não acabou aí. Os judeus peregrinaram quarenta anos no deserto do Sinai antes de chegar à Terra Prometida. Foi um tempo de dureza, de sofrimento, de angústia e incertezas. E ao chegar lá, ainda foi preciso conquistar a terra. 
Continuando: o que a história da páscoa pode dizer sobre passar em concursos? Muitas coisas. Separei 7 para você. 
Primeiro: É preciso ter um plano. É preciso imaginar a Terra Prometida e querer ir para lá. Sem uma meta ninguém faz nada.
Segundo: Você tem que acreditar em si mesmo e no projeto, mesmo que seja o único, ou melhor, mesmo que sejamos só nós dois: você mesmo e o autor desse artigo.
Terceiro: Você vai precisar, como Moisés, de abrir mão de alguns privilégios, de algum comodismo. É preciso muito esforço, disciplina, dedicação e, claro, estudo.
Quarto: Não aja como aqueles judeus que reclamaram de Moisés. Assim, pare de reclamar dos outros e faça alguma coisa. Assuma o papel de protagonista da própria história.
Quinto: Não aja como Moisés, jogando toda a responsabilidade para Deus. É preciso tocar o mar para que ele se abra. É preciso abrir o mar, os livros, as provas etc. Faça sua parte. Marche!
Sexto: Antes de chegar a Canaã, havia um deserto. O período de estudo, disciplina, muitos simulados etc, o próprio período de aprender a se preparar para concursos, tudo isso faz parte de um longo deserto que você precisa superar antes de chegar ao seu objetivo. Mas com um detalhe: asseguro que não será preciso quarenta anos... 
Sétimo : A Terra Prometida estava lá para os judeus, e estará lá para você. Faça sua jornada que você chega, não desanime. Calor? Cansaço? Sede? Tudo isso só vai realçar ainda mais sua vitória, que chegará se você fizer o mesmo que o povo judeu fez no deserto: caminhar. Caminhar na direção certa, caminhar com a ajuda de Deus, mas, inexoravelmente, caminhar até chegar.
Eu tenho certeza que você chegará ao seu destino, no tempo certo, após sua dose de deserto e de caminhada.

William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas, o best-seller “Como passar em provas e concursos” – www.williamdouglas.com.br.

         
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terça-feira, 23 de outubro de 2012

SER CONCURSEIRO É...

Existem diversas definições para explicar o que é ser “concurseiro”. Alguns costumam dizer que concurseiro é alguém que estuda exclusivamente para concursos públicos, como se fosse realmente uma profissão, independentemente de ter um trabalho ou não, desde que ocupe a maior parte do seu valioso tempo se preparando para os diversos certames. Outra corrente, eu diria, mais tradicional ou de um nível mais “refinado”, adota o termo “concursando” que seria uma espécie de pré-concursado, algo mais “estiloso”. 
Entretanto, pouco importa o termo utilizado para definir alguém que estuda ou pretende estudar para concurso público, o que realmente tem importância mesmo é pensar e agir como tal, sem rótulos, etiqueta, simplesmente encanar o ser “estudante” e fazer o que tem que ser feito. 
Conheci pessoas que estudaram para concursos, foram muito bem classificadas, tomaram posse nos cargos dos seus sonhos e nem sabem o que é isso, que nome estranho é esse. Essas pessoas não eram desinformadas e tampouco ignorantes, apenas não sentiram necessidade alguma de buscar uma autodefinição para o que faziam naquele momento. Apenas eram estudantes comuns e com um único propósito: estudar e serem aprovados em um concurso público.
Em minha opinião, existem apenas dois tipos de definições para aquelas pessoas que se envolvem com concursos públicos:
Concurseiro - é aquele que se propõe a estudar para prestar provas de concursos públicos, de forma séria, objetiva, com disciplina, organização e foco definido em uma área. Estuda antes do edital, sempre buscando: métodos e técnicas, bons livros, cursos preparatórios, estudo em grupo, aproveita qualquer tempo disponível para colocar a matéria em dia, não vive reclamando da falta de apoio, pois é suficientemente capaz para lutar e conseguir seus próprios recursos. 
Curioso - é aquele que faz tudo: se inscreve em cursinhos somente quando o edital é publicado, estuda “exclusivamente” por apostilas, fica esperando a segunda-feira, o inicio do ano novo, ou aquela hora “cheia” para começar a estudar, se inscreve, conta para todo mundo que vai fazer o concurso, mas desiste no dia da prova, fica contando com a sorte para ser aprovado, passa o tempo todo arrumando desculpas esfarrapadas para não estudar, tem medo da concorrência, passa a maior parte do tempo nas redes sociais, perguntado as mesmas coisas, não consegue motivação porque não sabe o que realmente quer. Como perceberam, o “curioso” faz tudo mesmo, menos se dedicar a estudar com seriedade.
Se você se enquadra na definição do tipo “concurseiro”, meus parabéns! Siga em frente e não mude, mesmo depois de aprovado, continue agindo dessa forma, essa postura vai lhe ajudar por toda a vida. Porém, se você se encaixou perfeitamente com o tipo “curioso”, calma! Nem tudo está perdido, é perfeitamente possível mudar a partir de hoje para uma atitude mais positiva e verdadeira, sem enrolação. E lembre-se: ninguém precisa de título, denominação, nomenclatura, apelido, código, para estudar e passar em provas de concursos, basta simplesmente Querer (ser aprovado) e Fazer (estudar).

"Ser Concurseiro é... aquele que chora, sente dor, fica nervoso, alegre, vibra, se apaixona pelas matérias mais difíceis, ajuda os colegas, divide material, é guerreiro, é persistente diante dos desafios. Enfim, ser concurseiro é acreditar em si mesmo e jamais desistir dos seus sonhos." [Fontenele]


Fontenele é Analista de Redes Sociais, Colunista do Blog Concurseiro Solitário, Concurseiro e coautor do Livro – “100 Respostas do Concurseiro Solitário”.



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