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sexta-feira, 15 de maio de 2015

HISTÓRIA DE CONCURSEIRO GUERREIRO: Ex-borracheiro estuda com 200 kg de resumos por 4 anos e vira juiz no DF

O juiz federal Rolando Valcir Spanholo junto a parte dos 200 quilos de resumos que usou para estudar na preparação do concurso (Foto: Rolando Valcir Spanholo/Arquivo Pessoal)O recém-empossado juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de 38 anos, afirma que disciplina e motivação foram a receita que o levaram a romper com a antiga realidade de borracheiro e alcançar o sonho de ser magistrado em Brasília. Os últimos quatro anos foram dedicados a concursos públicos, nos quais ele acumulou 200 quilos de resumos de disciplinas de direito. O advogado é de Sananduva, no Rio Grande do Sul, e foi aprovado na mesma seleção feita pela miss DF Alessandra Baldini. 
Spanholo conta que a ideia de virar juiz veio tarde, já no final da faculdade e por influência de um professor. Até então o objetivo dele era apenas “melhorar de vida”. A graduação, de acordo com o juiz, já parecia uma grande superação para ele e os quatro irmãos, que trocavam de roupa e sapatos entre si para não irem todos os dias vestidos do mesmo jeito para a instituição.
O trabalho começou cedo. Entre os 9 anos e os 15 anos, os cinco consertavam pneus e lavavam carros junto com o pai. “Durante o inverno, as mãos e os pés ficavam quase sempre congelados. Não tínhamos luvas de borracha e outros equipamentos de proteção que hoje são comuns e obrigatórios. Só restava fazer muito fogo para se aquecer, mas, com isso, os choques térmicos eram inevitáveis. Vivíamos com fissuras nas mãos e pés."
O magistrado diz que a condição levava a família a ser muito severa em relação à educação e a acreditar que só assim todos teriam melhores oportunidades. O esforçou coletivo ajudou os cinco irmãos a ingressarem em uma faculdade de direito que ficava a 250 quilômetros de casa. Para pagar os estudos, os irmãos tiveram de aprender a costurar cortinas e edredons e a fazer bordados.
“Depois, com a chegada da habilitação para dirigir, também passei a trabalhar na área de vendas. Era um desafio diário. Saía sempre cedinho, rodava o dia todo, batendo de porta em porta pelos municípios da região, oferecendo nossos produtos diretamente nas casas. Por razões de economia, meu almoço era sempre debaixo da sombra de uma árvore, dentro do carro. Cardápio? Algumas fatias de pão caseiro e um pedaço de frango empanado – e frio – ou uma torrada carinhosamente preparados pela minha mãe. Bebida? Água que levava dentro de um litro [de garrafa] pet”, lembra.
Spanholo voltava para casa no final da tarde para pegar o ônibus para ir à faculdade. Muitas vezes, por causa da distância, não conseguia tomar banho antes das aulas. As faltas também eram frequentes por causa do trabalho e aconteciam em média duas vezes por semana. Como consequência, ele ficou de exame nos dez semestres do curso.
"Na verdade só consegui levar adiante a graduação porque meus colegas conheciam minha realidade e sempre me emprestavam os cadernos para copiar ou tirar xerox das suas anotações. Confesso que, durante a graduação, estudei muito pouco por livros de doutrina, não tinha como”, explica. “Aliás, meu 'horário de estudos' era no ônibus, durante as viagens de ida e volta, e aos domingos – os sábados eu usava para fazer vendas nas cidades mais distantes. A necessidade faz a gente se reinventar."
Sem familiares e conhecidos na área, Spanholo afirma que só fez a seleção para a Escola Superior da Magistratura, aos 22 anos, por insistência de um professor. A instituição fica em Porto Alegre e oferece cursos de preparação e de aperfeiçoamento para interessados na área. A aprovação foi uma surpresa, e o jovem precisou se desdobrar entre trabalhar em escritórios aos finais de semana enquanto passava de segunda a sexta estudando a 400 quilômetros de casa.
Ao fim do curso e já casado, o juiz deu início à primeira das duas "temporadas" de concursos públicos. Ele conta que chegou perto da aprovação para promotor, procurador, juiz do trabalho e juiz estadual entre 1999 e 2003, mas precisou desistir dos certames porque a mulher havia acabado de ganhar bebê.
"Tínhamos o filho pequeno, e, em uma decisão muito difícil, conjuntamente optamos por ‘adiar’ meu sonho de ser magistrado. Em 2010, decidi retomar tal sonho, mas agora na área federal. Sofri muito para refazer a base do conhecimento que perdi durante aquela ‘parada técnica’. Levei um bom tempo para voltar a atingir um ‘nível competitivo’. Reprovei em muitos concursos. Aliás, de tanto ficar no ‘quase’, acabei ficando ‘especialista’ em calcular e antecipar as notas de cortes das provas objetivas dos nossos concursos”, brinca Spanholo.
Foram dezenas de seleções desde então. Para se preparar, o magistrado passou a estudar a vida de pessoas que já haviam alcançado aprovação no concurso que ele queria. Ele lembra que identificou o que havia de comum, em relação a estratégias e métodos de estudos, para traçar o plano de como se prepararia.
“Logo percebi que, por conta das minhas limitações – tempo, lugar, idade —, muitas delas eu não conseguiria executar, como frequentar cursos preparatórios, estudar por ‘doutrina pesada’ etc. Sentia que precisava ariscar estratégias próprias, moldadas na minha realidade. Experimentei várias. Umas deram certo, outras nem tanto”, diz.
Spanholo afirma que surgiu então a ideia de começar a fazer resumos das matérias e de grifar as principais leis para voltar a ter uma noção das principais áreas do direito. Depois, passou a estudar com base em provas antigas. Ele também fez sinopses de informativos dos tribunais superiores e usou a internet para pesquisas. Ao final, juntou mais de 200 quilos – em 34 caixas – de material de estudo. O acervo foi encaminhado para reciclagem.
Para suportar a pressão e o esgotamento emocional, o juiz conta que também via vídeos motivacionais em redes sociais. Ele lembra que a preparação o ajudou a manter a tranquilidade no dia da prova oral, depois de passar quase seis horas trancado em uma sala de confinamento para ser testado por cinco pessoas sobre conhecimentos em todos os ramos do direito.
“Naquele momento um filme da vida passa na cabeça da gente. Sem me abalar, em fração de segundos, lembrei-me de cada fase, dos meus pais e familiares, das privações, das quedas, enfim, de tudo que tinha se passado ao longo dos 38 anos de minha existência”, conta. “Entrei naquele recinto pronto para ‘lutar’ por mim e por todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, acabaram me ajudando a chegar naquele lugar. Não podia decepcioná-los.”
O resultado do certame para o Tribunal Regional Federal saiu em novembro de 2014, e Spanholo ficou entre os 60 primeiros classificados. Surpreso com a boa colocação, ele se diz orgulhoso da trajetória e atribui o resultado ao esforço e ajuda dos familiares e amigos.
“A vida sempre me ensinou que dificuldades existem para serem superadas. Aliás, dificuldades todos têm. Uns mais, outros menos, mas todos enfrentam obstáculos para alcançar seus sonhos. O que diferencia as pessoas é exatamente a forma como elas reagem diante das resistências do cotidiano. Uns se acovardam e se deixam dominar. Outros veem nas dificuldades grandes oportunidades de crescimento, de evolução pessoal”, afirma.
“No meu caso, desde criança, sempre precisei acreditar naquilo que para os outros seria motivo de dúvida. Nada nunca chegou fácil. Por necessidade, treinei minha mente para acreditar que com humildade, disciplina e motivação era possível vencer um a um os desafios da vida, mesmo não dispondo das melhores condições para enfrentá-los. Sempre fui à luta. Nunca esperei que os outros viessem me dizer o que eu poderia e o que eu não poderia ser. Definia meus objetivos e passava a identificar o que precisava ser feito para atingi-los”, completou o juiz.
Dizendo-se avesso a publicar a própria história, Spanholo conta que tem se espantado com a quantidade de pessoas que diariamente o procuram para falar que ele as inspirou. Segundo o magistrado, os relatos extrapolam o mundo dos concursos públicos e têm relação até mesmo com a vida privada de algumas delas.
“Não sei explicar direito, mas é como se as pessoas precisassem ver diante dos seus próprios olhos uma prova de que também elas podem superar seus limites pessoais e alcançar os seus sonhos”, declara. “Procuro sempre mostrar para elas que, de fato, se um ex-borracheiro e ex-lavador de carros conseguiu, é porque qualquer outro também poderá ser juiz federal ou que quiser ser na vida. Basta ter disciplina, persistência, espírito de superação e, principalmente, acreditar no nosso próprio potencial.”

FONTE: G1

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

STJ: Concurso em pauta para 2º e 3º graus

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, já se programa para realizar novo concurso na área de apoio. Segundo a coordenadora de provimento e informações funcionais, Inae Alvarenga, a seleção deverá oferecer cerca de 90 vagas, distribuídas pelos cargos de técnico judiciário (nível médio) e analista judiciário (nível superior). A previsão é de que o edital seja divulgado ainda no primeiro trimestre de 2015. "Estamos fazendo os estudos para levantar as necessidades de pessoal, para depois trabalharmos na escolha da organizadora. Como recentemente tivemos a criação de novos cargos de analista, a maior parte das vagas deverá ser para essa função", destacou.
Embora os estudos ainda estejam em andamento, a coordenadora informou que a previsão é de que sejam oferecidas vagas para técnico da área administrativa e analista nas áreas administrativa, contábil, pedagogia, engenharia e arquitetura, entre outras que não foram contempladas no edital de 2012. Segundo a Lei 12.774 de 28 de dezembro de 2012, o vencimento básico da carreira de técnico judiciário, que exige apenas o nível médio, é de R$2.824,17. No entanto, os servidores ainda terão direito à gratificação de atividade judiciária (GAJ), de R$2.541,75 (valor a partir de janeiro de 2015), e ao auxílio-alimentação, de R$751,96, o que dará uma remuneração de R$6.117,88. 
Já para analista judiciário, o vencimento básico é de R$4.633,67, segundo a Lei 12.774. No entanto, com inclusão de R$4.170,30 de GAJ (valor a partir de janeiro de 2015) e de R$751,96 de auxílio-alimentação, os rendimentos iniciais chegam a R$9.555,93. A seleção de 2012, organizada pelo Cespe/UnB, ofereceu 28 vagas, sendo três para técnico judiciário (nível médio/técnico) e 25 para analista judiciário (superior). Para a primeira função, as oportunidades foram para a área apoio especializado na especialidade telecomunicações e eletricidade. Já para a segunda, nas áreas judiciária (16), apoio especializado/biblioteconomia (cinco), apoio especializado especialidade/medicina – clínica médica (duas), apoio especializado especialidade/medicina – psiquiatria (uma) e apoio especializado/psicologia (uma).
Os candidatos enfrentaram três etapas, sendo duas provas objetivas, com conhecimentos básicos e específicos, de caráter eliminatório e classificatório, e uma terceira avaliação, que para os cargos de analista foi um exame discursivo, e para cargo técnico, uma prova prática. Já o último concurso para técnico judiciário da área administrativa aconteceu em 2008, para formação de cadastro de reserva. A seleção, que também foi organizada pelo Cespe/UnB, também contemplou a área de apoio especializado/informática desta mesma carreira, além das seguinte áreas de analista judiciário: administrativa (superior em qualquer área), apoio especializado/informática e judiciária.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Alimentação saudável para concurseiros

Existem alimentos que podem ajudar o concurseiro a aproveitar melhor o seu tempo de estudo, cooperando para a conquista do tão sonhado emprego público.
Muitas pessoas não se atentam para esse detalhe, mas é de fundamental importância que o concurseiro estabeleça uma dieta diversa com nutrientes que podem alterar de forma expressiva o processo de concentração e disposição para os estudos.
O cansaço e a falta de disposição podem interferir bastante no rendimento dos estudos e podem inclusive comprometer uma futura aprovação, os alimentos certos podem nos ajudar a vencê-los além de cooperarem para uma vida mais saudável.
O açúcar é o combustível e o alimento do cérebro, consumir açúcar simples representa aumentar a quantidade de nutrientes no sangue, mas é preciso atenção, pois o excesso pode se transformar em gordura localizada e alterar sua disposição e concentração. É preciso ingerir a quantidade correta, pois caso o consumo seja pequeno demais pode causar cansaço e irritabilidade. Para manter a quantidade ideal de açúcar no organismo para uma boa concentração é necessário consumir alimentos que tenham baixo índice glicêmico, alguns exemplos são: Aveia, Arroz Integral, Pão 100% Integral, Feijões, Grãos Integrais e vegetais. Consumindo esses alimentos regularmente seu organismo estará mantendo níveis adequados de açúcar no sangue.
Aumentar o consumo de alimentos que contenham ácidos graxos, como Peixes, Sardinha, Cavala, Atum podem colaborar efetivamente para a boa manutenção do cérebro que é formado por 60% de gordura. Para manter o cérebro na frequência correta é necessário consumir vitaminas e minerais que estão presentes em sua maioria em frutas, vegetais e alimentos integrais, que ajudam na renovação dos neurônios, é recomendável consumir diariamente pelo menos 5 porções de frutas e vegetais.

Cada pessoa tem suas peculiaridades alimentares e as intolerâncias a alguns alimentos tem que ser respeitadas, não insista em alimentos que possam comprometer a sua saúde. Beba bastante água e se atente à sua alimentação, ela pode ser fundamental para o seu êxito profissional.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Situações que fazem concurseiros desistir de passar em concursos públicos

Muitas pessoas pensam que a vida de “concurseiro” é fácil, mas estão muito enganados, os concurseiros sofrem diversas pressões  que muitas vezes levam à desistência do sonho de ser efetivado em uma instituição pública. Essas pressões estão relacionadas quase sempre à cansaço, dificuldades financeiras ou pressões familiares.
Um dos grandes motivos que fazem alguns concurseiros desistirem de seu sonho é a frustração que aparece quando não se vê resultados obtidos através de um esforço. Antes de entrar para o mundo dos concursos públicos é necessário compreender que investir tempo de estudo para passar em concursos não é do dia para noite, mas sim um projeto de médio ou longo prazo. É necessário que a persistência vença a frustração e que se entenda que é necessário continuar tentando. Essas frustrações trazem um cansaço extremo ao candidato que tem que recomeçar todo o ciclo de estudos para o próximo desafio.
O concurseiro precisa ter em mente que ele já percorreu um caminho bastante árduo e desistir agora será mais frustrante do que permanecer tentando.
Outra situação que assola o concurseiro e induz muitas vezes para a desistência são as pressões do meio em que vivemos. Pressões de familiares ou amigos que muitas vezes não entendem ao certo a falta da presença do concurseiro em reuniões ou em momentos de lazer, ou estão bastante empolgados que quando o concurseiro não passa em algum concurso jogam toda uma energia de pessimismo e chegam até a lançar frases como: ”Você vai continuar tentando? Sai fora dessa”.
Mas a campeã de todas as desculpas para uma desistência é a falta de dinheiro que traz consigo um sentimento de insegurança e até vergonha. Quando os recursos financeiros começam a se esgotar é um grande desestimulante para quem deseja continuar na vida de concursos, pois, cursos, materiais, passagens, inscrições exigem de recursos financeiros e na falta deles a situação complica.
É importante o concurseiro levar em conta que ele já estava com problemas financeiros antes desse momento e que ele está justamente lutando por uma oportunidade melhor de vida.
Procure soluções e continue persistindo no sonho de ser efetivado.

sábado, 7 de setembro de 2013

RÁDIO CONCURSEIRO GUERREIRO: O Rappa - Anjos "Pra Quem Tem Fé"

               

"A fé em Deus nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível."

Aqui encontra-se um Exército!

#AVANTEGUERREIROS!


FONTE: YOUTUBE

domingo, 18 de agosto de 2013

RÁDIO CONCURSEIRO GUERREIRO: Tema da Vitória - Ayrton Senna

Hoje o BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO, dedica a todos os OABeiros e Concurseiros que estarão logo mais no Campo de Batalha,  o inesquecível tema da vitória de um dos maiores Guerreiros que tive o privilégio de ver nesta vida: AYRTON SENNA!




                



"Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si."- Ayrton Senna



Avante OABeiros e Concurseiros! 

sábado, 17 de agosto de 2013

4ª Feira da Carreira Pública & Mercado de Trabalho: Um evento único para a vida profissional

4ª Feira da Carreira Pública & Mercado de Trabalho será realizada no Rio de Janeiro, nos dias 10, 11 e 12 de setembro, com entrada gratuita. O Centro Empresarial Firjan, que fica no coração financeiro e comercial da cidade, foi escolhido como novo local
Um evento único para a vida profissional
Feira conta com diversos palestrantes
Vem aí mais uma edição do maior evento sobre oportunidades no serviço público e na iniciativa privada do país. Nos dias 10, 11 e 12 do próximo mês, das 10h às 19h, será realizada a 4ª Feira da Carreira Pública & Mercado de Trabalho no Rio de Janeiro. Este ano, o evento acontecerá em um novo local: o Centro Empresarial Firjan, que fica no coração financeiro e comercial da cidade, facilitando o acesso dos visitantes, por meio da proximidade com uma ampla gama de transportes públicos, incluindo a estação Cinelândia do metrô. A entrada na feira permanece sendo gratuita.
Iniciativa da FOLHA DIRIGIDA, o evento reúne o que há de melhor para orientar aqueles que estão se decidindo sobre qual carreira seguir, iniciando a vida profissional ou que desejam alçar voos maiores. São expositores e palestrantes que colocarão todo o seu conhecimento e experiência em prol do sucesso profissional dos visitantes da feira. Entre os expositores estarão cursos preparatórios, livrarias e editoras especializadas, organizadoras e instituições públicas promotoras de concursos públicos, além de instituições de ensino, agentes de integração, entre outros. Nos estandes, será possível ter acesso a informações sobre carreiras e oportunidades abertas e previstas, tais como concursos públicos, programas de trainee e oportunidades de emprego e estágio.
Em todas as edições da feira, os expositores promoveram quizzes e jogos, nos quais será possível concorrer a prêmios, como material didático, bolsas de estudos e brindes diversos (na última edição houve, inclusive, o sorteio de tablets). Os visitantes poderão, ainda, participar de aulas preparatórias e simulados, podendo, também, ter contato com renomados especialistas e trocar experiências com outras pessoas que estejam em busca de um lugar ao sol na carreira pública ou no mercado de trabalho.
O time de palestrantes contará com especialistas e dirigentes de instituições públicas e privadas, abordando temas do interesse de concurseiros e profissionais e estudantes de diversas áreas. Nomes como o superintendente de Desenvolvimento de Pessoas da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Antoine Lousao; o diretor financeiro e administrativo da Transpetro, Rubens Teixeira; e os especialistas Lia Salgado e William Douglas, este aclamado como o "Guru dos Concursos", irão compor a grade de palestras que serão ministradas ao longo dos três dias de evento.
"A Feira da Carreira Pública é uma oportunidade única para aqueles que estão na luta por uma vaga no serviço público. O evento propicia uma ampla troca de experiências e conhecimentos entre concurseiros, especialistas, autoridades e servidores públicos além de proporcionar uma maior interação entre eles por meio de palestras e stands de cursos preparatórios, unindo o prático ao teórico", diz o diretor de Redação da FOLHA DIRIGIDA, Luiz Fernando Caldeira.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Como Superar o Desânimo e Desconforto para Estudar?

Sabe aquele desconforto e indisposição que temos ao estudar determinados assuntos com os quais temos dificuldade ou resistência? Sabe aquela vontade de sair correndo da frente do livro ou da aula e “jogar tudo para o alto”? Você tem alguma estratégia para lidar com este fenômeno?  
É disto que trata o presente texto, propondo algumas saídas e estratégias para superar esta situação.
O primeiro passo importante passa pela compreensão do que ocorre. E para tanto, considero de grande importância e utilidade entender o fenômeno a partir da teoria da aprendizagem desenvolvida pelo grande e emblemático Jean Piaget. Não é a toa que Piaget foi quem foi, um dos maiores nomes da história em termos de teorias da aprendizagem.
Para Piaget a aprendizagem ocorre por meio de um processo que envolve três etapas, as quais correspondem à Assimilação, Acomodação e Equilibração (PORTILHO, Evelise. Como se aprende? . Rio de Janeiro: Wak, 2009, pág 41).
A Assimilação é o primeiro momento de contato com o conteúdo a ser estudado. E nisto checamos o novo conhecimento com aquilo que temos apropriado. Afinal, nada vem do nada. Neste momento vem o desequilíbrio, a dificuldade, a angústia, o desgaste decorrente do esforço intelectual e cognitivo. No segundo momento, ou seja, na Acomodação, passamos a dominar o objeto de conhecimento e se apropriar do conteúdo, o que dá lugar à etapa seguinte, correspondente à Equilibração.
Daí podemos entender o que acontece na prática dos estudos. Quando estamos passando por aquela sensação de dificuldade e angústia, estamos na fase de Assimilação. E quando conseguimos entender o conteúdo e dominá-lo, chegamos à Acomodação, que dá lugar à Equilibração. Sabe aquela sensação de bem estar que temos quando entendemos a matéria? Então, é isto!
Inclusive esta sensação decorre de interações no plano bioquímico, envolvendo a atuação de mecanismos dopaminérgicos. Daí porque aprender pode dar prazer!
Porém, depois teremos outra experiência de Desequilibração, que se confunde com uma nova etapa de Assimilação, em relação a um novo conteúdo que precisamos dominar.
Ou seja, este processo é cíclico, dialético e interminável. Graças a Deus! Sinal de que estamos vivos!
Diante de todas estas compreensões, o primeiro aspecto importante é entender e tomar consciência do fenômeno. Quem explica não sou eu, é Piaget! E por isto digo que a verdade nos liberta, pois permite a tomada de consciência. Por isto a minha crítica aos “especialistas” em preparação para concursos (sem especialização) que trabalham fundamentados no achismo ou na autoajuda de almanaque.
É bem verdade que também podemos recorrer a outras estratégias, inclusive para minimizar esta tensão inerente à fase de Assimilação. Daí sugiro a leirura do texto sobre Como Estudar Matérias Difíceis (clique neste link).
Mas tendo a compreensão do fenômeno, nos momentos de dificuldade e angústia, devemos lembrar que isto só ocorrerá até superarmos a Assimilação. E que depois, após a Acomodação, experimentaremos uma prazerosa sensação regada a neurotransmissores geradores de satisfação.
Sempre que me vem esta sensação, a qual gera desânimo e resistência, tento seguir adiante sabendo que isto só ocorre até superar esta etapa.
E assim devemos seguir em frente e não desistir. Se desistir, estamos nos privando de passar à etapa seguinte.
Portanto, boa busca de Equilibração e superação da Assimilação!




Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


  
Oferecimento:
 



Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Senado aprova criação de 6.818 vagas para concursos

Quem sonha com a estabilidade no emprego na esfera federal já pode comemorar a criação de 6.818  vagas federais, que em breve estarão à disposição dos concurseiros. O Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº126/2012, de autoria da presidente Dilma Rousseff, foi aprovado pelo Senado na última quarta-feira, dia 15. O projeto, que iniciou seu trâmite em 2012 na Câmara dos Deputados, (cujo teor pode ser visto no anexo abaixo) seguirá agora para ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Em sua justificativa, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, afirma que os órgãos do governo têm deficit de mão de obra na área de pesquisa. A previsão é que as vagas sejam preenchidas, por meio de concursos, de forma gradual, contemplando ministérios e autarquias. Além disso, parte das oportunidades servirá para substituição de terceirizados nos órgãos do governo. 
De acordo com o projeto de lei, do total das oportunidades, 3.594 serão para os ministérios de Ciência e Tecnologia, Saúde, Exército, Marinha e órgãos como a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional do Câncer, em cargos como pesquisador, técnico e assistente. O Ministério da Saúde foi beneficiado com 755 vagas, bem como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), agraciada com 143 vagas. Foram beneficiados ainda os setores de infraestrutura, meteorologia e o Ministério da Previdência e Trabalho. Merecem destaque 500 vagas de analista em tecnologia da informação e 120 de engenheiro agrônomo. Há também oportunidades em cargos como auxiliar de saneamento, geólogo, analista em tecnologia da informação, administrador, agente administrativo, analista técnico- administrativo, contador, economista, engenheiro agrimensor, engenheiro agrônomo, engenheiro civil, engenheiro florestal, estatístico e médico-veterinário.
 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Aprovado em 32 concursos, Beto Flash dá dicas de como se preparar

BETO FLASH, SOBRE RESILIÊNCIA, EM ENTREVISTA À TV FOLHA DIRIGIDA, ENSINANDO SUAS ESTRATÉGIAS PARA PASSAR EM MAIS DE 30 CONCURSOS, SEM DEIXAR DE CURTIR A VIDA. IMPERDÍVEL !





Após mudar de vida radicalmente e em oito anos disputar 55 concursos e ser aprovado em 32, Alberto Carlos Dias, o Beto Flash, tem uma explicação para o resultado desses anos de estudo: resiliência (capacidade de resistir às adversidades e de reagir a uma nova situação). Confira as dicas do concurseiro.




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

APRENDENDO A ENGATINHAR


Caríssimo(a) amigo(a) concurseiro(a). 

A pior coisa que pode acontecer com um candidato é desconhecer seu nível de preparo em relação às matérias cobradas no concurso que pretende prestar. Pior ainda que isso aquele que acha que sabe muito, mas em verdade não sabe nada. Geralmente este, ao invés de criar a base da casa, vai logo para o telhado, aí é tempo perdido e logo tudo virá abaixo com os resultados ruins nas provas objetivas.
Pois é, já pensou nisso? Ninguém nasce falando ou andando. Isso é fato. Em matéria de concurso não é diferente. Ou você foi um exímio estudante durante a faculdade e frequentou um excelente curso (isso é exceção), ou você estudou o suficiente para passar e ainda não teve todo o retorno que esperava durante seus cinco anos de vida acadêmica.
Sei que regra geral você foi um bom aluno, mas não o suficiente para dominar com destreza o que é cobrado em concurso público.
Agora formado é hora da prova da OAB e de cumprir com seu sonho de ser aprovado em um concurso. Você olha e vê que desde os mais acessíveis (em verdade isso não existe em matéria de concurso, pois todos são difíceis) até os mais inacessíveis (divididos em fases, com maior concorrência e preparo dos candidatos) seu preparo não está à altura do nível da prova e da concorrência para ser aprovado. Se não bastasse, você ainda percebe que domina uma ou outra matéria bem, mas no geral não pode dizer o mesmo. Aí se pergunta: o que faço?
Respondo: é hora de apreender a engatinhar.
Isso mesmo.
Acho que alguns de vocês não acreditam no que estou dizendo, mas é a pura verdade. Tem que começar tudo de novo, lógico que com planejamento e meta. E não adianta querer tudo para ontem – isso é muito comum em nós brasileiros – porque tudo tem seu tempo e para você não é diferente.
Seu plano de estudo inicial tem que começar pelo simples. Não adianta querer aprender teorias rebuscadas, entendimentos estrangeiros e diversas classificações se a prova objetiva lhe cobrar um prazo da lei seca, a definição de um tema ou um entendimento dominante do STF, do STJ ou da instituição que você pretende integrar.
Sugiro isso até para aqueles que estão em um nível mais avançado de conhecimento, mas que não estejam obtendo êxito na aprovação da prova objetiva. Isso deu certo no meu caso, inclusive quando já tinha sido aprovado em concurso e resolvi prestar concursos para a magistratura.
Chega um momento que você começa a perceber que em concurso as coisas se repetem na primeira fase, de modo que se você não dominar, como um clínico geral, as matérias cobradas, com certeza não obterá êxito nesta prova.
Some-se a isso o fato de que hoje as notas de corte estão cada vez mais altas e ainda existe o limite do número de candidatos – para alguns concursos - que são habilitados para a segunda fase (a conhecida nota de corte).
Portanto, meu caro amigo concurseiro, escolha bons resumos ou sinopses e leia todos os volumes de acordo com a carreira que pretende, incluindo, se possível, compilações com as principais jurisprudências dos Tribunais Superiores. Se tiver seus resumos de aulas, inclua-os neste primeiro momento de formação de sua base. Garanto que não demorará muito para terminar a leitura de uma coleção de sinopses ou de resumos, em especial das matérias que integram a espinha dorsal da maioria dos concursos (constitucional, administrativo etc.). Só não se esqueça de ler a lei seca. Não adianta saber a doutrina e jurisprudência se você não sabe a lei seca.
Esse é o seu primeiro passo e garanto que estará mais bem preparado para essa primeira prova. O aprofundamento das matérias para as próximas fases vem depois. Lembre que primeiro você tem que gatinhar, depois andar e assim sucessivamente. Não adianta atropelar a ordem natural do seu aprendizado.
Faça isso e confira como serão seus próximos resultados.
Fica aqui a minha dica.


Boa sorte e conte comigo em sua caminhada.



Ricardo Damasceno de Almeida: Juiz Federal Substituto do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Ex-Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Ex-Juiz de Direito Substituto do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Ex-Delegado de Polícia do Distrito Federal e Territórios. Ex-Delegado de Polícia do Estado de Goiás. Aprovado na OAB/MS. Pós-Graduado Lato Sensu em Direito Processual Civil pela Universidade Anhanguera-Uniderp.




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                                             Leis Especiais para Concursos - v.13 - Direito Financeiro 
http://www.editorajuspodivm.com.br/produtos/ricardo-damasceno-de-almeida/leis-especiais-para-concursos---v13---direito-financeiro/835 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Como prever o que vai cair na prova


Havia um intelectual que veio a ser membro da banca examinadora de um concurso dificílimo. Autor de vários livros e com currículo brilhante, ele era o terror dos candidatos. Suas perguntas eram ainda mais difíceis do que o próprio concurso. Um dia, contudo, um professor inteligentíssimo percebeu que todas as perguntas eram tiradas das notas de rodapé de determinados livros que, por muito apreciados pelo examinador em questão, acabavam sendo fonte constante das questões de concurso que formulava. Então, uma apostila de poucas páginas, só com as notas de rodapé, passou a ser o suficiente para todo mundo ser aprovado naquela disciplina. 
Muito bem, este artigo é baseado em fatos reais! Agora vou contar dois casos meus. Dei aula para um grupo de alunos que se preparava para o concurso de Delegado de Polícia/RJ. Na véspera da prova específica discursiva, acertei 4 de 5 questões. Meus alunos achavam que eu era oráculo, mágico, ou coisa parecida. Mas não era isso, eu apenas fiz a pergunta: "Se eu fosse examinador desse concurso, o que eu perguntaria?" Basta observação, pragmatismo e o desejo de fazer alguma coisa funcionar. Isso incomoda a muitos, pois há uma tendência a querer que todos sigam os padrões tradicionais. A Academia, a Universidade e os intelectuais não gostam do que chamam de "listas", "receitas" e do que é rotulado como "autoajuda". O problema é que há horas para ser acadêmico, e horas para ser pragmático (como no caso dos concursos). Somos criticados apenas porque seguimos outro padrão. Não existe um padrão certo e outro errado, eles apenas são diferentes. Isso vale para aulas, livros, cursos, projetos, preferências sexuais etc.
Outro caso sobre padrões. Minha apostila de Medicina Legal, hoje livro, foi feita por um sistema muito simples. Eu me perguntava o que seria importante para um Delegado de Polícia saber nessa disciplina. Isso bastou para a então apostila ser considerada "ouro em pó", pois matava todas, ou quase todas, as questões dos concursos. Isso só deixou de funcionar no Estado do Rio de Janeiro quando a banca mudou o padrão, deixando de perguntar o que um Delegado precisa saber e passou a indagar, numa decisão lamentável, coisas que nem quem faz o concurso para perito é capaz de responder. A funesta decisão da banca não matou minha apostila, pois hoje é um livro com outros autores e muito bem recebido. Mas matou a lógica racional no concurso, prejudicou muita gente e fez a Polícia Civil perder ótimos Delegados, reprovados numa matéria importante, mas que não devia ser cobrada dessa maneira.
Muito bem, o fato é que a técnica utilizada pelo professor que citei, e por mim, nos dois casos anteriores, é muito simples. Primeiro, a gente observa ou se indaga o que seria razoável cair ou o que está caindo nas provas. Segundo, traça-se um padrão que o examinador esteja seguindo. Em suma, o que mais comumente ele usa. Aí, por fim, anota-se tudo que, estando dentro do Programa do Edital, se encaixa no padrão. Tudo que estiver no padrão, a gente anota. A técnica nada mais é que se antecipar ao examinador. Para fazer isso é preciso ter muito conhecimento e estudo, e usar a inteligência. Vale citar que aquele examinador citado no primeiro caso é um gênio, tem muito a dar, mas na hora de perguntar, ele seguia um padrão simples, que foi plotado por olhos que o observavam. Eu fazia isso quando concurseiro, depois como professor.
As pessoas que às vezes criticam essas técnicas, a meu ver, não compreendem a ideia ou, pior, se sentem ameaçadas por quem não segue os padrões que elas elegeram. Descobrir o que vai cair e estudar o assunto é atividade inteligente. Saber "chutar", embora criticado por tantos, tem seu lugar também. Minha aula sobre "chute" que está na Área de Ciência e Tecnologia do YouTube, já tem mais de 250.000 exibições. Muitos criticam as técnicas, mas se esquecem do meu pragmatismo e das orientações que dou no livro ao tratar do assunto. Repare que o pessoal do Google, um time genial, classificou o "chute" em Ciência e Tecnologia, o que não é correto, mas mostra que nem todo mundo acha o "chute" uma fraude. Saber a hora de chutar, e como, e bem, é inteligência posta a serviço do sonho. Digo que o ideal é saber a respostas, mas se isso não acontecer...
Além da previsão do futuro e do "chute", o modelo de livros para concursos também foi criado a partir da análise de padrões. Ao criar os livros para concursos, eu quis ajudar os concurseiros que, como eu, sofriam por falta de material adequado. Sem saber, estava quebrando um paradigma e criando um novo nicho editorial. Na minha época, só havia apostilas e livros espessos - as primeiras com menos do que o candidato precisava; os livros, com muito mais que o necessário para passar. Então, sugeri ao Sylvio Motta que incluísse uma nova parte no livro de questões de Direito Constitucional que ele estava preparando. Sugeri que ele fizesse uma teoria resumida, do tamanho adequado para concurseiros. Em resposta, ele disse que topava a proposta se eu participasse do projeto da parte teórica. Aceitei, e dali saiu um livro em co-autoria que foi aquele que começou a série "Provas & Concursos", que revolucionou o mercado. Até o dia em que paramos de publicar aquela obra juntos, mais de 50.000 livros já tinham sido vendidos. Mais que isso, chamamos os amigos professores e saiu dali toda uma série. Claro que apareceu gente para criticar a "indústria dos concursos", mas o fato é que, até aquela época, ninguém se preocupava com os concurseiros. Hoje, o cenário mudou e até as editoras jurídicas já estão cuidando de ter séries para concursos públicos. Mais uma vez, tudo aconteceu a partir da identificação de um padrão e de uma simplificação, qual seja, atender não a tudo, mas apenas ao padrão. Isto é muito eficiente.
Descobrir o padrão simplifica o trabalho e isso não serve apenas para concursos. A técnica funcionará tanto melhor quanto mais razoável for quem estiver do "outro lado". O macete é: identifique o padrão utilizado pela outra pessoa e você saberá o futuro. O que vai cair na prova, o que uma pessoa fará amanhã, como ela reagirá a uma dada situação, como ela se sairá em um negócio. Prever comportamento só não funciona muito com os loucos. Eles não seguem necessariamente um padrão. Mas, se definirmos que o sujeito é maluco, então já teremos um padrão para ele: nesse caso, não se pode usar os padrões anteriores porque ele não segue padrões. Felizmente, não é o caso da maior parte dos examinadores e humanos. Somos uma raça de padrões. Muitos padrões diferentes, mas padrões. Infelizmente, contudo, existem pessoas e bancas, e alguns governos, loucos.
O desafio é descobrir o padrão. Se a banca, o sócio, o cônjuge, o cliente etc. não seguir um padrão, seguirá outro. Descubra qual é o padrão e você poderá prever o futuro. O resultado só vai mudar se a pessoa mudar o padrão, mas para isso ela tem que estar observando, querendo mudanças, precisa estudar, ou fazer terapia, ou sofrer muito, ou se converter a algum credo, ou ver a morte de perto... Por falar em mudar padrões, se você está sendo reprovado em concursos, veja o que precisa fazer para mudar seu padrão de atitudes-pensamentos-comportamentos e, assim, poderá mudar o padrão dos resultados também.
Descobrir o que vai cair na prova pode ser feito de várias formas. Isso inclui estudar o Programa todo, fazer as provas anteriores, entender como cada instituição trabalha (Cespe/Unb, Esaf, FCC, por exemplo), desenvolver e analisar estatísticas, reparar o que está acontecendo na época da prova, ouvir os professores especializados (acessíveis nos livros, cursos e na internet)... Falo sobre isso nos meus livros para concurso e no meu site, e há muito material disponível sobre o tema.
Fazer provas não tem tanto a ver com saber a matéria, quanto tem com saber fazer provas, saber estudar com foco. Por enquanto, claro. Um dia, os examinadores evoluirão e aglutinarão os conceitos de "saber" com "saber fazer provas". Enquanto eles não aprendem a fazer isso, estamos diante de dois assuntos diferentes. De minha parte, quero ajudar a educação a evoluir e a melhorar as provas, mas, até lá, quero ver meus alunos, leitores e amigos conseguindo resultados. E, para isso, precisamos aprender a jogar o jogo e a dançar a música que está tocando. Um dia, quebraremos o disco e poremos música melhor, advirto.
Quando intelectuais criticam os livros para concursos, se esquecem que tais livros são perfeitos para o fim a que se destinam. Se querem mudar os livros para concursos, basta mudar a forma de se indagar nas provas. Nós, concurseiros, alunos e professores, somos muito adaptáveis. Para concluir, assim como a academia tem muito a aprender com os concursos, o serviço público tem muito a aprender com a iniciativa privada. Mas este já é outro assunto. Precisamos melhorar o serviço público e minha maior esperança é contar com você, concurseiro.
Por fim, outra pergunta ótima é, além de "qual é o padrão?", indagar "o que é o mais importante?". E, se o tema for administração do tempo, "o que é de fato importante, é urgente?" Essas reflexões, mais do que "apenas" fazer você passar em concurso, pode nos ajudar a melhorar o país, a nossa vida, o amanhã. Com esforço e inteligência, é possível produzir um hoje mais saudável e um amanhã bem melhor para todos.

William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas o best-seller “Como passar em provas e concursos” – www.williamdouglas.com.br.


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