Mostrando postagens com marcador eficiência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eficiência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de setembro de 2015

RESENHA: LIVRO EFICIÊNCIA ADMINISTRATIVA E ATIVISMO JUDICIAL - HELTON KRAMER LUSTOZA

O escritor Olavo Bilac certa vez afirmou que o objetivo da “educação não é preparar eruditos frios, nem sábios secos, nem ideólogos impassíveis, indiferentes às lutas sociais: é preparar homens de pensamento e ação, a um tempo compassivos e enérgicos, corajosos e hábeis...”. É neste momento que nos perguntarmos se depois de tantas revoluções e conquistas sociais, existe uma preocupação de nossos governantes para com a qualidade dos serviços públicos. De tantas propostas eleitorais que presenciamos na atualidade é raro encontrar um projeto de governabilidade a longo prazo (mais de 04 anos), a fim de tornar as atividades administrativas mais eficientes e atender os cidadãos com qualidade.
Os direitos sociais são efetivamente assegurados no nosso Estado atual? Será isso suficiente para garantir a igualdade material e uma ordem social justa?
A obra “Eficiência Administrativa e Ativismo Judicial” traz uma análise das principais questões que giram em torno da reserva do possível e a delimitação da garantia ao mínimo existencial "social", bem como a repercussão destes elementos no controle das escolhas orçamentárias.
Como se pode notar, o tema é extremamente polêmico, pois falar em direitos sociais e políticas públicas é se deparar com um dos maiores dilemas que a sociedade enfrenta, tendo em vista que a possibilidade de uma sociedade mais justa e igualitária se torna cada vez mais incerta. A falta de discussões concretistas sobre os direitos sociais levou a um descrédito da noção de “direitos”, sendo que a justiça e igualdade dão lugar as desigualdades e exclusão social. Apesar da existência de um rol significativo de direitos na Carta Constitucional, as políticas sociais praticadas no Brasil ainda estão muito precárias, longe de atingir todos os cidadãos de forma eficiente. Isso retrata uma profunda desigualdade social e dominação por parte de elites econômicas, o que levou a Ministra do Supremo Tribunal Federal, Càrmem Lúcia Antunes Rocha, afirmar que embora o Brasil possua uma ótima Constituição, o país tem uma péssima prática constitucional.
Frente à ineficiência do Estado, o Poder Judiciário tem assumido a missão de determinar condutas ao Poder Público, como concessão de remédios, tratamento médicos, reforma de penitenciárias, por exemplo, o que vem se denominando como “ativismo judicial”. A missão não é fácil! Se de um lado a implementação dos direitos fundamentais é impulsionada pelo princípio da eficiência administrativa, do outro, existem limitações orçamentárias e controle de gastos públicos (Lei Responsabilidade Fiscal). Mas não se deve esquecer que o Estado assumiu o compromisso, como agente protagonista, de implementar os direitos sociais, sendo que somente a partir da concretização mínima dos direitos básicos é que os cidadãos teriam condições de exercer seus direitos civis e de ver reconhecida sua dignidade social.
Nesta linha, a obra provocará nos leitores uma reflexão no sentido de que a eficiência administrativa não se resume em algo inatingível ou utópico, pelo contrário, mostra-se ser o resultado de um processo de planejamento governamental e uma releitura no princípio da Separação dos Poderes.

Autor:
HELTON KRAMER LUSTOZA
Mestre em Direito Constitucional pela UNIBRASIL, com estudos na UFPR; 
Procurador do Município de São José dos Pinhais-PR; 
Professor do curso de Direito da PUC-PR;

Site: www.heltonkramer.com 

Oferecimento:


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Como Montar a Bibliografia de Estudos para o Concurso


Você sabe como estruturar uma bibliografia de estudos? Você tem a compreensão da importância e das conseqüências da montagem adequada da sua bibliografia? Pois bem, esta preocupação é fundamental para a implementação estratégica, eficiente e racional do seu planejamento da preparação, bem como assegura a otimização do processo de aprendizagem.    
Para a montagem da bibliografia o candidato deve ter três preocupações fundamentais, quais sejam: os aspectos qualitativos das fontes de estudo, a eficiência e o fator tempo.
Portanto, a primeira preocupação corresponde aos aspectos qualitativos. Neste sentido, o candidato deve considerar os seguintes fatores: qualificação e credenciais intelectuais do autor da fonte de estudos, editora responsável pela produção, perfil adequado ao concurso e atualização da obra. Ou seja, o candidato deve avaliar e promover uma reflexão a partir do enfrentamento das seguintes perguntas: quem é o autor deste livro ou manual? Se eu o citar numa redação ou questão dissertativa, qual será a receptividade da banca? Que editora publicou este material? Tem tradição editorial? Esta editora publica qualquer tipo de assunto, escrito por qualquer pessoa? Este livro, manual ou apostila é adequado ao concurso ou conta com uma abordagem mais acadêmica? Esta obra é atualizada? Está de acordo com as alterações legislativas e jurisprudenciais recentes?
As referidas perguntas devem ser analisadas pelo candidato ao definir suas fontes de estudos. Consistem em elementos que de forma intrínseca e qualitativa precisam ser considerados.
Além dos aspectos qualitativos, o candidato precisa se preocupar com a eficiência da bibliografia adotada.
Neste sentido, inicialmente é preciso compreender que existem livros e manuais com perfil mais sintético e outros com o perfil mais analítico. Os manuais sintéticos contam com uma abordagem de conceitos de forma mais superficial, resumida e objetiva. Já os manuais mais analíticos contam com uma abordagem mais profunda, muitas vezes densa, e também analítica.
Naturalmente que os manuais sintéticos contam com uma quantidade de páginas menor, bem como demandam um tempo por página mais limitado. Já os manuais analíticos contam com uma quantidade de páginas maior, bem como exigem um tempo por página mais elevado. O sistema TUCTOR mostra matematicamente a diferença entre o manual sintético e analítico, em termos de investimento de tempo ao longo da preparação.
Assim, o ideal é que as matérias mais importantes sejam estudadas por manuais mais analíticos, ao passo que as matérias de menor importância sejam estudadas por manuais mais sintéticos. A importância da matéria pode se refletir por meio da quantidade de questões, do peso atribuído a estas questões, bem como pela complexidade das questões, de forma cumulativa ou alternada.
Existe um princípio tradicionalmente concebido no âmbito da Teoria Geral da Administração, denominado Princípio de Pareto, segundo o qual em muitos empreendimentos e projetos 80% dos esforços tendem a responder por 20% dos resultados, sendo que 20% dos esforços respondem por 80% dos resultados. Esta constatação se relaciona com uma lógica de falta de otimização na implementação de recursos e esforços. Vale lembrar que, inegavelmente, a preparação para o concurso consiste e deve ser encarada como um verdadeiro empreendimento de natureza cognitivo-intelectual.
Ao ter a mencionada preocupação com a eficiência, o candidato está a adotar o referido princípio.
Mas também é preciso ter uma preocupação em relação ao tempo. Esta decorre de dois elementos fundamentais: qual tempo será demandado por cada fonte de estudos em relação a cada matéria e qual o tempo o candidato tem disponível até a data da prova. Ou seja, o candidato precisa avaliar a viabilidade de conclusão do seu plano de estudos.
O sistema TUCTOR também tem como uma de suas funcionalidades mostrar para o candidato a estimativa de data de conclusão do seu programa. Assim, pode ser que o candidato, adotando uma bibliografia composta apenas por manuais mais analíticos, chegue à conclusão de que não seria viável o mencionado programa, o que exigiria a mudança para a adoção de manuais mais sintéticos.
Mas o fundamental é ter muito cuidado no momento da montagem de sua blibliografia. Trata-se de uma parte de grande importância para o planejamento de estudos, o que produz reflexos sobre a eficiência do processo de preparação, bem como pode contribuir de maneira determinante para a conquista da aprovação.

Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;

  
Oferecimento:
 




Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!