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sexta-feira, 5 de junho de 2015

HISTÓRIA DE UM GUERREIRO: Para passar, Thales teve que vencer um câncer raro

Com muita honra que o BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO, republica a entrevista concedida a FOLHA DIRIGIDA, deste Guerreiro, chamado Thales Bezerra, que hoje é minha maior referência em  preparação para Concursos Públicos, e da qual tenho maior admiração, não somente pelo simples motivo de sermos concurseiros, mas também no que refere-se ao enfrentamento da qual estamos vivenciando: "A batalha contra o câncer" - espero que todos os meus seguidores curtam esta entrevista, que é um grande exemplo de superação! Em breve o Guerreiro Thales, estará publicando textos aqui! AVANTE GUERREIROS! 

Não há dúvidas sobre o quanto é recompensadora a carreira pública - fato comprovado pelos milhões de brasileiros que, a cada ano, disputam milhares de vagas abertas em diferentes esferas. O caminho até a classificação é constituído por horas de dedicação aos estudos, dúvidas e aflições. Reprovações. Para alguns, verdadeiras provações. Este é o caso de Thales Bezerra, que acaba de lançar Tudo que Passei para Passar - Quando desistir não é uma opção, editado pela Impetus. No livro, relata a superação de dificuldades enfrentadas pela maioria dos concurseiros. E narra em público seu drama particular.  
Maio de 2008. Thales estava casado há quase um ano e morava na pequena Floriano, no estado do Piauí, onde já exercia o cargo de analista tributário da Receita Federal do Brasil. "Comecei a sentir dores no final da coluna, no cóccix. No início, pensei que fosse algo simples, mas as dores não passavam. Então, resolvi ir a Fortaleza, minha cidade natal, para poder ser melhor acompanhado. Com os exames, foi detectado algo anormal no reto. Por isso, os médicos optaram por uma abordagem cirúrgica. Essa, por si só, já foi uma notícia difícil de receber, pois sou portador da Von Willebrand, uma doença hemorrágica semelhante à hemofilia. Feita a cirurgia, em agosto de 2008, o material foi retirado e enviado para biópsia. Tempos depois veio a má notícia". Receber o diagnóstico de câncer sem dúvida foi o momento mais difícil, garante Thales. 
"Fomos ao hospital eu, minha esposa Cris e, como não podia dirigir, por ainda estar em recuperação da cirurgia, pedi para meu pai nos levar. Entramos no consultório para falar com o médico apenas eu e minha esposa e, quando ele disse que era um câncer, ela desabou a chorar sem parar. Tive que me controlar naquele instante para ter força e poder ajudá-la, pois, naquele momento, ela precisava mais do que eu. De imediato, também fiquei muito preocupado com meu pai, tinha medo de como ele poderia reagir à notícia. Tirei o pouco de força que me restava e pedi ao médico para ir falar com ele e dizer que estava tudo bem comigo. E assim o médico fez. Chegando em casa, chamei minha mãe no quarto e contei tudo para ela, pedi para que não contasse para meu pai nem para meus irmãos, pois não queria vê-los sofrendo por mim. Neste momento, ouvi as sábias palavras dela: disse-me que eu já estava carregando um peso muito grande nas costas para ter que me preocupar também com isso. E que todos deveriam saber, justamente para poderem me ajudar. Assim teve início minha luta contra o câncer."

Um quadro médico preocupante
Thales tinha um Tumor Estromal Gastrointestinal, um caso raro que envolve estômago e intestinos - responsável por apenas 4% do total de tumores nesses órgãos. Além disso, apenas 5% deles ocorrem no reto, e geralmente atingem pessoas com mais de 50 anos de idade. Nas palavras do oncologista, era um tumor raro, em um local raro e com uma idade rara. No total, entre 2008 e 2010, Thales passou por quatro cirurgias, onde foram retirados três tumores, todos classificados como de alta malignidade. As cirurgias eram bastante complicadas por conta da doença hematológica. Após o procedimento, o paciente tinha que fazer uso de medicação específica para conter o sangramento. As aplicações eram intravenosas e, na maioria das vezes, foram feitas pela Cris. Ela também fazia todas as trocas de curativo. Em pouco tempo, além de esposa, virou enfermeira. 
Todo esse cenário se apresentou justamente quando Thales se preparava para dar um passo decisivo na carreira pública. Ele, que já havia prestado 13 concursos, e somava cerca de oito anos de preparação, mirava em um novos desafios. "Assumi o cargo de analista em junho de 2006 e, já no início de 2007 resolvi voltar a estudar, mas meu foco mudou. Passei a me interessar pela área de controladoria e tinha como objetivo o Tribunal de Contas da União e, por tabela, a Controladoria Geral da União. Primeiro veio a prova do TCU. Como era de se esperar, não passei no de 2007, mas até que fui bem, pois consegui ser habilitado, algo a se comemorar já que a prova era no estilo uma questão certa anula uma errada. Pouco depois foi aberto o concurso para a CGU, já me sentia preparado para conquistar uma vaga, mas tive a infelicidade de contrair dengue duas semanas antes da prova. No final das contas, fiquei classificado em 146° e chamaram até o 133°. Faltou pouco para eu ser nomeado".
Logo depois, como o planejado, passou a focar no concurso do TCU de 2008. "Eu realmente acreditava que poderia passar, pois estava com um ótimo ritmo de estudo, contando com uma certa experiência na área de controladoria, mas foi nesse contexto que fui diagnosticado com câncer. Em 2008, passei por duas cirurgias e sequer consegui fazer a prova do TCU. Lembro que elas estavam marcadas para os dias 2 e 3 de agosto e minha cirurgia foi agendada para o dia 4. No final de 2008, minha lotação na Receita foi transferida para Fortaleza para que eu pudesse ter um melhor acompanhamento médico. Com isso, fiquei na minha cidade e ocupando um bom cargo público. Mas, mesmo assim, o desejo de passar em outro concurso era muito grande. Falei com meus pais e com a Cris sobre a vontade que tinha em voltar a estudar e todos foram contra, pois diziam que eu deveria me preocupar com a saúde, já que eu continuava sentindo muitas dores. Mas depois que viram o quanto aquilo era importante para mim, eles resolveram me apoiar. Como o concurso do TCU de 2009 já estava muito próximo, resolvi mudar o foco e voltar a estudar para a Receita Federal, almejando o cargo de auditor-fiscal. E assim fiz".

Entre tratamentos e estudos


Mesmo sentindo muitas dores, Thales passou a estudar quatro horas por dia, no seguinte esquema: uma no intervalo do almoço e outras três em casa, quando chegava do trabalho à noite. "Nesse período, fiz aplicações de botox por três vezes para tentar diminuir as dores. Costumo brincar com meus amigos dizendo que fiz mais aplicações de botox do que muitas artistas famosas... Em setembro de 2009, foi aberto o concurso para auditor da Receita. Fiquei todo empolgado, pois, apesar de terem muitas novidades em relação ao edital passado, não tinha nenhuma disciplina que fosse inédita para mim, já que havia estudado todas quando me preparava para a área de controladoria. Cheguei a comentar com alguns amigos que esse era 'meu concurso' e que tinha tudo para passar. Engano meu, pois uma semana depois tive diagnosticado outro tumor na mesma região. Um balde de água fria nos meus planos, até cheguei a fazer a prova, mas já não tinha mais chance. Mais uma vez meu sonho foi adiado por motivo de saúde".
No período de 2008 a 2010, Thales sofreu exaustivamente com as dores. Mas houve, ao menos nessa fase, uma pausa para a felicidade. Também concurseira, Cris foi aprovada no cargo de analista de controle externo do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Ceará. "Ela foi uma guerreira, pois conseguiu estudar e cuidar de mim ao mesmo tempo. Lembro que fui para a posse dela ainda me recuperando da terceira cirurgia. Em 2010, fiz a última intervenção cirúrgica e, graças a Deus, a dores sumiram, mas havia outro problema a ser enfrentado. Foram retirados dois tumores e os dois classificados com de alta malignidade. Por isso, tive que iniciar logo um tratamento e no meu caso o mais indicado era quimioterapia por comprimido. Por consequência, passei a ter diversos efeitos colaterais. Tive que aprender a conviver com crises de labirintites, enjoos e dores musculares. E ainda teve um fato inusitado, comecei a mudar de cor da pele e ficar branco. Costumo brincar dizendo que estou virando o Michael Jackson...", satiriza ele.

Novo diagnóstico na família


No final de 2011, enquanto ainda enfrentava os efeitos da quimioterapia, Thales resolveu voltar a estudar para o próximo concurso de auditor. Mas as coisas, novamente, não seriam fáceis. "A doença da Cris veio justamente nessa fase da minha vida. Aconteceu em maio de 2012, faltando dois meses para a abertura do edital da Receita. Eu estava em casa quando ela me ligou do trabalho, chorando muito, pois já havia conversado com o médico e ele disse que havia sido detectado um carcinoma papilífero na tireoide, um tipo de câncer. Lembro-me dela chegando a casa já com o rosto inchado de tanto chorar, me abraçando e perguntando: 'e agora, o que vamos fazer?'. Nesse momento, senti as mesmas dores da impotência que ela tanto sentiu. No mesmo mês ela fez a cirurgia, que foi um sucesso. Um ano depois, teve que fazer a Iodo terapia, e hoje está curada". 
Mesmo nesta fase conturbada, Thales insistiu, persistiu. Ele não se esquece do dia em que soube do êxito na disputa pelas vagas de auditor da Receita. "Estava em casa quando vi o resultado, mas não acreditei, fiquei paralisado sem atitude para nada, até que a Cris viu e começou a vibrar comigo. Foi fantástico, passei a ter sentimentos aparentemente antagônicos e difíceis de explicar, mas era algo como uma infinita paz interior caminhando lado a lado com uma explosão de euforia. Lembro que nesse dia coloquei para tocar no volume máximo, por várias vezes, o Tema da Vitória, a vinheta da Fórmula 1, que embalava na tv nas vitórias do Ayrton Senna. Sempre gostei muito dessa música, mas um ano antes havia prometido para mim mesmo que só voltaria a escutá-la quando fosse aprovado. Finalmente, o momento havia chegado. Parece trocadilho, mas nessa ocasião olhei para o passado e vi tudo que passei para passar. Nesse instante, fiz o balanço e percebi que valeu a pena todo o esforço e dedicação."
Hoje, Thales exerce o cargo de auditor e trabalha na Superintendência Regional da Receita Federal da 3ª Região Fiscal, em Fortaleza, como chefe da Divisão de Gestão de Pessoas. Também é instrutor da Escola de Administração Fazendária. "A carreira pública possui diversas vantagens que já são de conhecimento de todos, como estabilidade, boa remuneração e qualidade de vida. Mas, sem dúvida, um grande privilégio de ser servidor público é poder servir à sociedade, afinal esse nome tem sua razão de ser. Acredito que todo servidor público tem a obrigação de conhecer e cooperar com a missão e os valores de seu órgão e assim acabar de vez com aquela imagem negativa que algumas pessoas ainda possuem da administração pública."

Compartilhar para ajudar

Ao longo desta jornada, marcada por dificuldades naturais, e muitas outras extras, Thales confessa que, por pouco, muito pouco, não fraquejou. "Pensei em desistir diversas vezes. Frequentemente me perguntava se todos os reveses eram mensagens de Deus para eu parar de estudar. Mas, agora sei que não. Ele estava na verdade esperando o momento certo. Sem dúvida, o período mais crítico foi o problema da Cris. De certa forma, eu estava psicologicamente preparado para enfrentar os meus problemas, mas nesse caso era diferente. Tinha medo de como ela iria encarar o desafio. E tudo isso em um momento muito delicado para minha preparação da Receita. Foi difícil 'equilibrar os pratos' entre os cuidados com a Cris e os estudos, mas felizmente deu certo". 
A inspiração para contar sua história em livro veio de um programa de tv. E da própria esposa. "Lembro de um caso de superação a que assisti no programa do Caldeirão do Huck no quadro Lar Doce Lar, que reforma as casas das pessoas. Essa história foi contada justamente em um momento difícil na minha vida, logo no início da doença, e ela foi fundamental para eu criar coragem e voltar a lutar. Depois disso, falei para mim mesmo que quando superasse meus problemas iria contar minha história para poder ajudar as pessoas como eu também fui ajudado. Assim foi como nasceu o desejo de escrever a obra, mas a ação mesmo só veio graças aos estímulos da Cris, pois ela sempre dizia: 'nós dois sabemos tudo que você passou, mas as pessoas lá fora não. Você precisa contar sua história, ela pode vir a ajudar muita gente'. Essa foi minha maior motivação para o livro, que conta com o prefácio do juiz federal William Douglas".
No livro, Thales conta detalhes de seu método de preparação. Aqui, deixa uma mensagem de estímulo aos concurseiros de todo o país. "Estudar para concurso é também se preparar para eventuais insucessos, pois possivelmente eles virão. Esse é o momento para rever o planejamento e tentar melhorá-lo, pois pequenos detalhes podem fazer a diferença. Acho que o candidato deve lembrar-se daquele popular ditado que diz: 'a fila anda'. Por isso, se ele continuar firme no propósito, terá sua vez. Sua hora vai chegar. Além disso, acredito que é fundamental ter força de vontade e dedicação, mas, principalmente, é fundamental acreditar. Esse verbo faz toda a diferença em nossas vidas. Como diz na música 'Mais Alguém', interpretada pela cantora Roberta Sá, 'não deixe ideia de não ou talvez, que talvez atrapalha'. É preciso acreditar", conclui. 
Aos 33 anos, completados em 23 de maio, Thales Vinícius Santiago Bezerra continua em tratamento, sem prazo para concluí-lo. "A medicina não sabe responder se a quimioterapia apenas inibe que o tumor volte ou se um dia irá me curar. Infelizmente é uma dúvida com a qual tenho que aprender a conviver. Mesmo assim, graças a Deus, estou bem e vivendo uma ótima fase na minha vida. Recentemente, recebi o dom da paternidade com a chegada de uma linda menina, que, sem dúvida, veio para abençoar ainda mais nossa união". Apesar da dúvida em relação aos recursos da medicina, Thales não hesita em apostar no futuro. Seu exemplo de vida faz lembrar a máxima de outro ditado: "vamos em frente, que atrás vem gente". Faz todo o sentido. Alguém aí discorda?



Oferecimento:



 

sábado, 16 de maio de 2015

NA BATALHA CONTRA CÂNCER: DEPOIMENTO ESPECIAL DE UMA SEGUIDORA PARA "EVANDRO CONCURSEIRO GUERREIRO"

EVANDRO,
Ele é assim: IMPREVISÍVEL E APAIXONADO PELA VIDA.

Poderia falar desse homem singular e da luta que ele está enfrentando com muita tristeza, porque a batalha que está travando contra o CÂNCER e grande e muito difícil.
Mas não vou relatar seu sofrimento nem é isso que ele quer.


ESSA É FORMA COMO ELE PASSA PELA DOR:
"Obrigado de Coração mesmo Guerreira! Isto me fortalece muito! Você pode divulgar no facebook... fazer depoimentos. Sou super aberto sobre esta luta contra câncer, pois tenho que repassar isto a outras pessoas! AVANTE GUERREIRA!"

É...Ele é assim. Vive pra fazer todos vencerem, anima, diz que o impossível não existe, procura e divide oportunidades com todos. 
Está na luta e ESTÁ PENSANDO NOS OUTROS, para que eles sejam fortalecidos e não percam a .
Ele me deu TOTAL LIBERDADE para expor os detalhes de sua difícil luta, mas sinceramente... não consigo me concentrar e falar de algo tão ruim olhando pra esse sorriso TÃO VERDADEIRO E CHEIO DE VIDA, como ele é, e CONTINUARÁ SENDO.
Então deixo aqui meu AGRADECIMENTO a DEUS por ter me concedido a honra de conhecer pelo facebook esse GUERREIRO que me animou a continuar na luta pelo meus sonhos quando eu estava decidida a desistir de tudo. ELE É O RESPONSÁVEL POR EU TER IDO ATÉ O FIM NO FIEIS E HOJE PODER CURSAR MINHA FACULDADE.
Peço algo MUITO ESPECIAL A TI MEU DEUS. OUVE NOSSAS ORAÇÕES POR ESSE TEU filho e quero dividir com ele minha vitoria quando eu me formar.
*É pra isso esse depoimento: OREM POR NOSSO AMIGO!! NÃO EXISTE MUITOS IGUAIS A ELE NESSE MUNDO QUE VIVE PRA FAZER FRACOS ACREDITAREM QUE SÃO GUERREIROS E VENCEDORES COM FÉ EM DEUS E LUTA.

Termino com a mesma expressão que ele costuma falar com todos: 
Evandro, AVANTE GUERREIRO!!! Oramos por ti e cremos que DEUS te FARÁ mais que vencedor.

DEUS É CONTIGO NESTA LUTA.
AVANTE GUERREIRO!!!

domingo, 4 de janeiro de 2015

Acredite que você é capaz de passar em concursos públicos

Que tal acreditar em você para conseguir a aprovação em qualquer concurso público? Experimente pensar positivo e que você é capaz de conquistar qualquer vaga no serviço público, inclusive para os concursos tops. Ao pensar negativo, você atrai muitas coisas ruis e, além disso, perde a capacidade de confiar em si e no seu potencial. Que tal mudar a sua atitude agora mesmo?
O concurso que você quer só tem uma vaga? Então estude para merecê-la, simples assim. Mas, mantenha a confiança em si e no seu potencial para conquistar a classificação que almeja.
Se o certame tem apenas uma vaga, então faça o que estiver ao seu alcance para conquistá-la. Você só precisa de uma, lembre-se disso. Estude durante todo o seu tempo disponível, cumpra o cronograma que foi proposto, mantenha a sua motivação e não perca tempo ou energia com coisas desnecessárias. Mantenha a sua cabeça focada no concurso que almeja.
Durante a rotina, abdique-se de festas e distrações. Depois, da sua aprovação você vai poder curtir tudo melhor e com dinheiro no bolso. Mas, saiba ter equilíbrio, ou seja, você pode ir a um evento ou outro, sabendo conciliar e equilibrar.
Não abra mão de atividade física! Através dos exercícios é que você vai poder aliviar a tensão e o estresse.
Acredite em você e no seu potencial. Tenha autoconfiança suficiente para conquistar a vaga no concurso que almeja. Mantenha o pensamento firme e positivo, para atrair coisas boas na sua vida. O poder que você necessita para a sua aprovação está dentro de si mesmo, sabia? Você pode ser o seu melhor amigo ou o pior inimigo.
Que tal passar a acreditar em você? Experimente e você vai ver como toda a sua vida vai mudar. Lembre-se de que a principal mudança acontece no seu interior.
Que tal acreditar no seu potencial?
Boa sorte e sucesso nos seus estudos!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dicas para se tornar um concurseiro

Milhões de brasileiros sonham em deixar o emprego na iniciativa privada para assumir um cargo público. Porém, para isso, é preciso passar pelos temidos concursos, que selecionam os melhores candidatos do país para ocupar as milhares de vagas que são abertas todos os anos. E você, essa é a sua praia? Confira a seguir o que é preciso saber para tornar-se um concurseiro.
- VANTAGENS DA CARREIRA PÚBLICA:
Os altos salários pagos pelo Poder Público motivam muita gente a tentar a sorte nos concursos. Além disso, há benefícios como gratificações, licença-prêmio, aumentos salariais periódicos, estabilidade no emprego e aposentadoria. Já quem trabalha como autônomo quer garantir férias, 13º, plano de saúde e a certeza de um bom salário no final do mês.
- IGUALDADE DE ACESSO:
Engana-se quem pensa que os concursos são sempre com “cartas marcadas” e só passa quem conhece alguém importante. Claro que existem exceções, que são investigadas e punidas. Mas a principal vantagem do concurso público é a liberdade de acesso a todos os interessados, sem nenhum tipo de discriminação: basta ter as qualificações que o cargo exige para candidatar-se a uma vaga.
- VOCAÇÃO:
Passar em um concurso público exige muito tempo de estudo e também investimento financeiro. Portanto, antes de decidir dedicar-se aos estudos, pesquise sobre as carreiras disponíveis e escolha as que mais se adaptam ao seu perfil. Por exemplo, se você detesta cálculos, burocracia e papelada, trabalhar como fiscal tributário é o caminho para a frustração. Escolha um trabalho que você pode desempenhar com prazer e eficiência.
- DEDICAÇÃO E DISCIPLINA:
Se você realmente quer passar, a palavra-chave é dedicação. É preciso estudar, e muito. Tenha em mente que será necessário abrir mão de prazeres do dia a dia para alcançar seu objetivo; portanto, esqueça a novela, as redes sociais e as horas de fofoca no celular. Reserve algumas horas na semana para praticar um esporte, curtir a família, os amigos, ler um livro, mas fuja de qualquer atividade que não acrescente nada de positivo.
- ESTUDAR ATÉ PASSAR:
Não existe um tempo definido de estudo para conseguir uma vaga. O certo é que quanto mais tempo você estudar, mais depressa terá sucesso. Portanto, dedique o máximo possível de horas por dia (sim, é preciso estudar diariamente!). Com certeza seus primeiros resultados serão ruins, mas não desanime, continue estudando e fazendo as provas, pois a prática leva à perfeição; quem desiste no meio do caminho deixa a vaga para os persistentes.

E aí, vai encarar?

terça-feira, 10 de junho de 2014

Situações que fazem concurseiros desistir de passar em concursos públicos

Muitas pessoas pensam que a vida de “concurseiro” é fácil, mas estão muito enganados, os concurseiros sofrem diversas pressões  que muitas vezes levam à desistência do sonho de ser efetivado em uma instituição pública. Essas pressões estão relacionadas quase sempre à cansaço, dificuldades financeiras ou pressões familiares.
Um dos grandes motivos que fazem alguns concurseiros desistirem de seu sonho é a frustração que aparece quando não se vê resultados obtidos através de um esforço. Antes de entrar para o mundo dos concursos públicos é necessário compreender que investir tempo de estudo para passar em concursos não é do dia para noite, mas sim um projeto de médio ou longo prazo. É necessário que a persistência vença a frustração e que se entenda que é necessário continuar tentando. Essas frustrações trazem um cansaço extremo ao candidato que tem que recomeçar todo o ciclo de estudos para o próximo desafio.
O concurseiro precisa ter em mente que ele já percorreu um caminho bastante árduo e desistir agora será mais frustrante do que permanecer tentando.
Outra situação que assola o concurseiro e induz muitas vezes para a desistência são as pressões do meio em que vivemos. Pressões de familiares ou amigos que muitas vezes não entendem ao certo a falta da presença do concurseiro em reuniões ou em momentos de lazer, ou estão bastante empolgados que quando o concurseiro não passa em algum concurso jogam toda uma energia de pessimismo e chegam até a lançar frases como: ”Você vai continuar tentando? Sai fora dessa”.
Mas a campeã de todas as desculpas para uma desistência é a falta de dinheiro que traz consigo um sentimento de insegurança e até vergonha. Quando os recursos financeiros começam a se esgotar é um grande desestimulante para quem deseja continuar na vida de concursos, pois, cursos, materiais, passagens, inscrições exigem de recursos financeiros e na falta deles a situação complica.
É importante o concurseiro levar em conta que ele já estava com problemas financeiros antes desse momento e que ele está justamente lutando por uma oportunidade melhor de vida.
Procure soluções e continue persistindo no sonho de ser efetivado.

domingo, 18 de maio de 2014

Dez conselhos para você que já tentou, mas não conseguiu passar em um concurso

Meus amigos e amigas, hoje disponibilizo para vocês a nota introdutória do Livro Direito Eleitoral, Série Provas e Concursos, 11ª edição, Editora Campus/Elsevier.
Certo dia, fui fazer a terceira fase de um concurso para ingresso no Ministério Público; precisava obter nota 5,0. Dos dez mil e setecentos candidatos, havia apenas cento e vinte e oito, e eu estava entre os três primeiros colocados. Resultado: fui reprovado porque tirei a seguinte nota: 4,98.
Essa poderia ter sido uma história de fracasso, se eu não tivesse em mente:
a) um grande sonho – tornar-me Promotor de Justiça;
b) humildade para começar tudo de novo;
c) determinação e capacidade de renúncia; e
d) noção de que cada fracasso é uma bênção disfarçada, pois nos dá sempre uma lição que, de outra maneira, talvez nunca apreendêssemos. Quase todos os fracassos são apenas derrotas temporárias e, se nós somos capazes de ter o erro como aliado, vamos logo perceber que nenhum homem terá uma chance para desfrutar um triunfo permanente se não começar por olhar-se em um espelho para descobrir a causa real de todos os seus erros.
Ao repensar a prova – objeto da reprovação supramencionada –, tive uma grande surpresa: das quatro questões, simplesmente não resolvi uma questão de Direito Eleitoral, perdi dois pontos e saí reprovado por 0,02.
Os meus amigos do grupo de estudo, que puderam testemunhar o meu esforço quase sobre-humano, os anos de estudo e o tempo que passei só alimentando um ideal, foram todos unânimes: “isso não é possível”, “todo concurso é desse jeito”, “não vamos mais estudar”, e eu, naquele momento de tristeza, afirmei: “eu começo a estudar hoje mesmo e, um dia, ainda irei escrever um livro de Direito Eleitoral”.
A frase, dita como desabafo, mas em forma de brincadeira, ficou gravada no meu subconsciente e comecei a estudar, a fazer anotações e resoluções de questões que eram cobradas nos mais variados concursos jurídicos.
Tempos depois, já tendo, enfim, assumido o cargo de Promotor de Justiça, percebi que a experiência que acumulei durante os vários anos, em conjunto com a grande aprendizagem que auferi, lecionando em cursos preparatórios para ingresso nas principais carreiras jurídicas, deveria ser repassada para jovens que sonham em passar em concurso público. Surgiu assim a série de livros destinados a concursos jurídicos.
Foi assim, também, que tornei o Direito Eleitoral uma das minhas matérias favoritas; e, na lição, aprendi que quem vai prestar concurso público não pode discriminar nenhuma matéria, nem também ser especialista em uma determinada área.
Tinha especialização em duas áreas, mestrado em outra; na universidade, já havia lecionado oito disciplinas diferentes, e saí reprovado em uma matéria que achava de pouca importância. Hoje, tenho certeza de que o Direito Eleitoral não é só importante para os concursos; é também essencial para o resgate da cidadania e o aperfeiçoamento do regime democrático.
O que poderia ser uma tragédia, transformou-se em uma grande benção, hoje, o Direito Eleitoral é o mais vendido do Brasil, foi editado em sua 3ª tiragem da 11ª edição, ou seja, são mais de 50.000 (cinquenta mil livro vendidos).
Usei a mesma metodologia dos livros Direito Penal – Parte Geral, Série Universitária da Editora Campus/Elsevier. A minha intenção é fazer com que você, ao ler o livro, conheça:
a) o pensamento dos melhores doutrinadores do Direito Eleitoral;
b) as principais divergências doutrinárias eleitorais;
c) as principais divergências jurisprudenciais eleitorais;
d) e, ainda, veja como as matérias são elaboradas nos concursos.
Para atender à finalidade do item “d”, sempre ao término do capítulo, respondemos a várias questões, assim divididas:
a) questões importantes sobre o tema estudado;
b) questões objetivas comentadas;
c) questões objetivas elaboradas em concursos públicos.
São mais de quinhentas questões comentadas, incluindo as dos capítulos:
a) revisão didática com questões subjetivas respondidas;
b) dos testes objetivos (cem questões, em diferentes níveis, colhidas em vários concursos realizados no Brasil).
Foram muitos anos de estudo e pesquisa em que tentei fazer o melhor possível. É claro que a obra Direito Eleitoral  não está completa, nunca tive a pretensão do absoluto; sei que a mesma tem imperfeições que devem ser creditadas à falibilidade humana, mas com a sua contribuição, enviando sugestões, tenho certeza de que o livro pode ser melhorado, pois, como diria Paulo Freire, na festejada obra Pedagogia do oprimido, da Editora Paz e Terra, “ninguém libertará ninguém; ninguém se liberta sozinho; os homens se libertam em comunhão”.
A obra tem uma característica que é peculiar à Série Provas e Concursos: foi escrita em uma linguagem muito “leve”, “objetiva”, “simples”, “clara”. Neste sentido, registro as sábias palavras de Vicente Ráo:
[...] Nem pensei em afastar, de mim, a obsessão de ser claro, advertido, embora, de que a clareza tem o defeito de fazer parecer superficial. Não inferi desse aviso a conveniência de ser obscuro, para parecer mais profundo.
Os doutrinadores do Brasil precisam entender que o Direito não foi feito para o juiz, promotor, desembargador ou procurador; as leis são normas de condutas sociais, portanto, direcionadas para o povo. Neste sentido, entendo que a já vitoriosa Série Provas e Concursos quebrou um paradigma e mostra que é possível escrever Direito com conteúdo, afastando-se do formalismo e tecnicismo jurídico exacerbado.
Para você que já tentou, mas não conseguiu passar em um concurso, forneço-lhe dez dicas retiradas do livro Os segredos do Sucesso Nos Concursos Públicos, da Editora JH Mizuno:
1. não desista, encare os obstáculos com serenidade, como um degrau, algo que, quando superado, deixará você em um nível superior. Lembre-se de que o caminho mais fácil para não conseguir é desistir;
2. saiba que tudo tem um propósito. Se Deus demora a atender seu pedido, é porque Ele tem uma missão: fazer endurecer mais a nossa resistência espiritual por meio da espera ou, então, Ele quer fazer um milagre maior. Tudo tem seu tempo e as demoras de Deus são sempre propositadas;
3. faça como eu fiz: peça a Deus, mas faça sua parte, erga a cabeça, siga em frente, com mais garra, mais disciplina, mais determinação e com muita humildade. Afinal, toda derrota se transformará numa lição aproveitável, se tivermos humildade para reconhecer e identificar o erro e aprender com ele. A adversidade é, em geral, uma grande benção disfarçada de oportunidades. Sem fracassos e derrotas temporárias, jamais conseguiremos evoluir, não há vitória sem luta, sem dor, sem muito sacrifício, e, se não fosse a escuridão, você jamais saberia o que era luz;
4. não confunda sua mente, não fique fazendo concursos em todos os níveis, você tem que ter um objetivo claro, direcionado; não esqueça que tudo é possível à pessoa que tem um propósito definido;
5. reveja sua estratégia de estudos. Com a estratégia errada, você perde muito tempo. Veja no livro Os segredos do Sucesso Nos Concursos Públicos, o método de estudo em ciclos é uma ferramenta indispensável para que você desenvolva uma estratégia correta de estudo;
6. identifique onde você foi reprovado e se especialize em suas deficiências. É um erro grave e fatal querer estudar apenas aquilo de que se gosta; nossa mente não tem limite, nós podemos gostar e aprender de tudo;
7. o importante é passar, e não é estritamente necessário que seja da primeira vez. Você sabia que eu e até o campeão dos concursos, William Douglas, já saímos reprovados em um concurso? Imagine agora o que eu estaria escrevendo, se tivesse desistido no primeiro obstáculo. Lembre-se de que pessoas vencedoras entendem que os obstáculos são para a mente, como os exercícios são para os músculos, e desenvolvem nela a resistência e o poder da superação;
8. estude através de livros especializados em concursos jurídicos;
9. acredite, siga em frente e nunca, nunca desista do seu sonho;
10. lembre-se de que, dentro de você, há um poder ilimitado, que é ativado pela fé, na qual podemos tudo. Jesus Cristo disse: “Se tens fé, cumpre saberes que tudo é possível àquele que a tem.” Ele disse tudo; portanto, o poder da fé é tão grande, que, se seu ideal for justo, não existe obstáculo instransponível, nós podemos tudo naquele que nos fortalece. Peça com convicção e acredite na realização, pois a sentença é absoluta: “por isso, vos digo que tudo quanto pedires em oração, crede que receberás, e assim será para convosco”, afinal, o homem é tão grande quanto a medida de sua fé. Assim, se meditarmos longo tempo e com suficiente intensidade de fé em alguma coisa, essa coisa tende a materializar-se.
Tenho uma frase como um norte de minhas atitudes: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de coração” (Colossenses 3:23); e foi com o coração aberto e despido de quaisquer virtudes e pretensões prepotentes que elaborei este livro, que tem como fim precípuo ajudar meu semelhante a também consolidar o seu ideal, mesmo tendo plena consciência de que estou apenas apontando o caminho – o caminhar será feito com seus passos, pois, como Galileu dizia: “Não se pode ensinar tudo a alguém; pode-se apenas ajudá-lo a encontrar por si mesmo.”
Espero, sinceramente, que esteja contribuindo com a efetivação do seu sonho, e, se o mesmo for verdadeiro, um dia você vai realizá-lo. Seja persistente, saiba recomeçar e nunca desista do seu ideal. Afinal, como dizia Thomas Edison: “Nossa maior fraqueza está em desistir. O caminho mais certo de vencer é tentar mais uma vez.”

FRANCISCO DIRCEU BARROS - Mestre em Direito (Ordem Jurídica Constitucional). Especialista em Direito Penal e processo penal. Promotor de Justiça Criminal. Promotor de Justiça Eleitoral. Colunista da Revista Prática Consulex, seção “Casos Práticos”. Palestrante em diversos congressos no Brasil. Autor de diversos artigos em revistas especializadas. Professor.

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