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sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

CONCURSO DO INSS: Edital n° 3 - Retificação do item 3 da disciplina de Noções de Informática

INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS) 
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE VAGAS NOS CARGOS DE ANALISTA DO SEGURO SOCIAL E DE TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL 
EDITAL Nº 3 – INSS, DE 12 DE JANEIRO DE 2016

A Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) torna pública a retificação do item 3 da disciplina de Noções de Informática constante dos subitens 14.2.1.1 e 14.2.1.3 do Edital nº 1 – INSS, de 22 de dezembro de 2015, conforme a seguir especificado.

[...] 
14.2.1.1 CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CARGO DE ANALISTA DO SEGURO SOCIAL – FORMAÇÃO: SERVIÇO SOCIAL
[...] 
NOÇÕES DE INFORMÁTICA: [...] 3 Conceitos e modos de utilização de aplicativos para edição de textos, planilhas e apresentações utilizando-se a suíte de escritório LibreOffice versão 4.[...]
[...]
14.2.1.3 CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CARGO TÉCNICO DO SEGURO SOCIAL 
[...]
NOÇÕES DE INFORMÁTICA: [...] 3 Conceitos e modos de utilização de aplicativos para edição de textos, planilhas e apresentações utilizando-se a suíte de escritório LibreOffice versão 4. [...]
[...] 


ELISETE BERCHIOL DA SILVA IWAI 
Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

HISTÓRIA DE CONCURSEIRO GUERREIRO: Ex-borracheiro estuda com 200 kg de resumos por 4 anos e vira juiz no DF

O juiz federal Rolando Valcir Spanholo junto a parte dos 200 quilos de resumos que usou para estudar na preparação do concurso (Foto: Rolando Valcir Spanholo/Arquivo Pessoal)O recém-empossado juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de 38 anos, afirma que disciplina e motivação foram a receita que o levaram a romper com a antiga realidade de borracheiro e alcançar o sonho de ser magistrado em Brasília. Os últimos quatro anos foram dedicados a concursos públicos, nos quais ele acumulou 200 quilos de resumos de disciplinas de direito. O advogado é de Sananduva, no Rio Grande do Sul, e foi aprovado na mesma seleção feita pela miss DF Alessandra Baldini. 
Spanholo conta que a ideia de virar juiz veio tarde, já no final da faculdade e por influência de um professor. Até então o objetivo dele era apenas “melhorar de vida”. A graduação, de acordo com o juiz, já parecia uma grande superação para ele e os quatro irmãos, que trocavam de roupa e sapatos entre si para não irem todos os dias vestidos do mesmo jeito para a instituição.
O trabalho começou cedo. Entre os 9 anos e os 15 anos, os cinco consertavam pneus e lavavam carros junto com o pai. “Durante o inverno, as mãos e os pés ficavam quase sempre congelados. Não tínhamos luvas de borracha e outros equipamentos de proteção que hoje são comuns e obrigatórios. Só restava fazer muito fogo para se aquecer, mas, com isso, os choques térmicos eram inevitáveis. Vivíamos com fissuras nas mãos e pés."
O magistrado diz que a condição levava a família a ser muito severa em relação à educação e a acreditar que só assim todos teriam melhores oportunidades. O esforçou coletivo ajudou os cinco irmãos a ingressarem em uma faculdade de direito que ficava a 250 quilômetros de casa. Para pagar os estudos, os irmãos tiveram de aprender a costurar cortinas e edredons e a fazer bordados.
“Depois, com a chegada da habilitação para dirigir, também passei a trabalhar na área de vendas. Era um desafio diário. Saía sempre cedinho, rodava o dia todo, batendo de porta em porta pelos municípios da região, oferecendo nossos produtos diretamente nas casas. Por razões de economia, meu almoço era sempre debaixo da sombra de uma árvore, dentro do carro. Cardápio? Algumas fatias de pão caseiro e um pedaço de frango empanado – e frio – ou uma torrada carinhosamente preparados pela minha mãe. Bebida? Água que levava dentro de um litro [de garrafa] pet”, lembra.
Spanholo voltava para casa no final da tarde para pegar o ônibus para ir à faculdade. Muitas vezes, por causa da distância, não conseguia tomar banho antes das aulas. As faltas também eram frequentes por causa do trabalho e aconteciam em média duas vezes por semana. Como consequência, ele ficou de exame nos dez semestres do curso.
"Na verdade só consegui levar adiante a graduação porque meus colegas conheciam minha realidade e sempre me emprestavam os cadernos para copiar ou tirar xerox das suas anotações. Confesso que, durante a graduação, estudei muito pouco por livros de doutrina, não tinha como”, explica. “Aliás, meu 'horário de estudos' era no ônibus, durante as viagens de ida e volta, e aos domingos – os sábados eu usava para fazer vendas nas cidades mais distantes. A necessidade faz a gente se reinventar."
Sem familiares e conhecidos na área, Spanholo afirma que só fez a seleção para a Escola Superior da Magistratura, aos 22 anos, por insistência de um professor. A instituição fica em Porto Alegre e oferece cursos de preparação e de aperfeiçoamento para interessados na área. A aprovação foi uma surpresa, e o jovem precisou se desdobrar entre trabalhar em escritórios aos finais de semana enquanto passava de segunda a sexta estudando a 400 quilômetros de casa.
Ao fim do curso e já casado, o juiz deu início à primeira das duas "temporadas" de concursos públicos. Ele conta que chegou perto da aprovação para promotor, procurador, juiz do trabalho e juiz estadual entre 1999 e 2003, mas precisou desistir dos certames porque a mulher havia acabado de ganhar bebê.
"Tínhamos o filho pequeno, e, em uma decisão muito difícil, conjuntamente optamos por ‘adiar’ meu sonho de ser magistrado. Em 2010, decidi retomar tal sonho, mas agora na área federal. Sofri muito para refazer a base do conhecimento que perdi durante aquela ‘parada técnica’. Levei um bom tempo para voltar a atingir um ‘nível competitivo’. Reprovei em muitos concursos. Aliás, de tanto ficar no ‘quase’, acabei ficando ‘especialista’ em calcular e antecipar as notas de cortes das provas objetivas dos nossos concursos”, brinca Spanholo.
Foram dezenas de seleções desde então. Para se preparar, o magistrado passou a estudar a vida de pessoas que já haviam alcançado aprovação no concurso que ele queria. Ele lembra que identificou o que havia de comum, em relação a estratégias e métodos de estudos, para traçar o plano de como se prepararia.
“Logo percebi que, por conta das minhas limitações – tempo, lugar, idade —, muitas delas eu não conseguiria executar, como frequentar cursos preparatórios, estudar por ‘doutrina pesada’ etc. Sentia que precisava ariscar estratégias próprias, moldadas na minha realidade. Experimentei várias. Umas deram certo, outras nem tanto”, diz.
Spanholo afirma que surgiu então a ideia de começar a fazer resumos das matérias e de grifar as principais leis para voltar a ter uma noção das principais áreas do direito. Depois, passou a estudar com base em provas antigas. Ele também fez sinopses de informativos dos tribunais superiores e usou a internet para pesquisas. Ao final, juntou mais de 200 quilos – em 34 caixas – de material de estudo. O acervo foi encaminhado para reciclagem.
Para suportar a pressão e o esgotamento emocional, o juiz conta que também via vídeos motivacionais em redes sociais. Ele lembra que a preparação o ajudou a manter a tranquilidade no dia da prova oral, depois de passar quase seis horas trancado em uma sala de confinamento para ser testado por cinco pessoas sobre conhecimentos em todos os ramos do direito.
“Naquele momento um filme da vida passa na cabeça da gente. Sem me abalar, em fração de segundos, lembrei-me de cada fase, dos meus pais e familiares, das privações, das quedas, enfim, de tudo que tinha se passado ao longo dos 38 anos de minha existência”, conta. “Entrei naquele recinto pronto para ‘lutar’ por mim e por todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, acabaram me ajudando a chegar naquele lugar. Não podia decepcioná-los.”
O resultado do certame para o Tribunal Regional Federal saiu em novembro de 2014, e Spanholo ficou entre os 60 primeiros classificados. Surpreso com a boa colocação, ele se diz orgulhoso da trajetória e atribui o resultado ao esforço e ajuda dos familiares e amigos.
“A vida sempre me ensinou que dificuldades existem para serem superadas. Aliás, dificuldades todos têm. Uns mais, outros menos, mas todos enfrentam obstáculos para alcançar seus sonhos. O que diferencia as pessoas é exatamente a forma como elas reagem diante das resistências do cotidiano. Uns se acovardam e se deixam dominar. Outros veem nas dificuldades grandes oportunidades de crescimento, de evolução pessoal”, afirma.
“No meu caso, desde criança, sempre precisei acreditar naquilo que para os outros seria motivo de dúvida. Nada nunca chegou fácil. Por necessidade, treinei minha mente para acreditar que com humildade, disciplina e motivação era possível vencer um a um os desafios da vida, mesmo não dispondo das melhores condições para enfrentá-los. Sempre fui à luta. Nunca esperei que os outros viessem me dizer o que eu poderia e o que eu não poderia ser. Definia meus objetivos e passava a identificar o que precisava ser feito para atingi-los”, completou o juiz.
Dizendo-se avesso a publicar a própria história, Spanholo conta que tem se espantado com a quantidade de pessoas que diariamente o procuram para falar que ele as inspirou. Segundo o magistrado, os relatos extrapolam o mundo dos concursos públicos e têm relação até mesmo com a vida privada de algumas delas.
“Não sei explicar direito, mas é como se as pessoas precisassem ver diante dos seus próprios olhos uma prova de que também elas podem superar seus limites pessoais e alcançar os seus sonhos”, declara. “Procuro sempre mostrar para elas que, de fato, se um ex-borracheiro e ex-lavador de carros conseguiu, é porque qualquer outro também poderá ser juiz federal ou que quiser ser na vida. Basta ter disciplina, persistência, espírito de superação e, principalmente, acreditar no nosso próprio potencial.”

FONTE: G1

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dicas para se tornar um concurseiro

Milhões de brasileiros sonham em deixar o emprego na iniciativa privada para assumir um cargo público. Porém, para isso, é preciso passar pelos temidos concursos, que selecionam os melhores candidatos do país para ocupar as milhares de vagas que são abertas todos os anos. E você, essa é a sua praia? Confira a seguir o que é preciso saber para tornar-se um concurseiro.
- VANTAGENS DA CARREIRA PÚBLICA:
Os altos salários pagos pelo Poder Público motivam muita gente a tentar a sorte nos concursos. Além disso, há benefícios como gratificações, licença-prêmio, aumentos salariais periódicos, estabilidade no emprego e aposentadoria. Já quem trabalha como autônomo quer garantir férias, 13º, plano de saúde e a certeza de um bom salário no final do mês.
- IGUALDADE DE ACESSO:
Engana-se quem pensa que os concursos são sempre com “cartas marcadas” e só passa quem conhece alguém importante. Claro que existem exceções, que são investigadas e punidas. Mas a principal vantagem do concurso público é a liberdade de acesso a todos os interessados, sem nenhum tipo de discriminação: basta ter as qualificações que o cargo exige para candidatar-se a uma vaga.
- VOCAÇÃO:
Passar em um concurso público exige muito tempo de estudo e também investimento financeiro. Portanto, antes de decidir dedicar-se aos estudos, pesquise sobre as carreiras disponíveis e escolha as que mais se adaptam ao seu perfil. Por exemplo, se você detesta cálculos, burocracia e papelada, trabalhar como fiscal tributário é o caminho para a frustração. Escolha um trabalho que você pode desempenhar com prazer e eficiência.
- DEDICAÇÃO E DISCIPLINA:
Se você realmente quer passar, a palavra-chave é dedicação. É preciso estudar, e muito. Tenha em mente que será necessário abrir mão de prazeres do dia a dia para alcançar seu objetivo; portanto, esqueça a novela, as redes sociais e as horas de fofoca no celular. Reserve algumas horas na semana para praticar um esporte, curtir a família, os amigos, ler um livro, mas fuja de qualquer atividade que não acrescente nada de positivo.
- ESTUDAR ATÉ PASSAR:
Não existe um tempo definido de estudo para conseguir uma vaga. O certo é que quanto mais tempo você estudar, mais depressa terá sucesso. Portanto, dedique o máximo possível de horas por dia (sim, é preciso estudar diariamente!). Com certeza seus primeiros resultados serão ruins, mas não desanime, continue estudando e fazendo as provas, pois a prática leva à perfeição; quem desiste no meio do caminho deixa a vaga para os persistentes.

E aí, vai encarar?

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Como se preparar para ter bons resultados em Concursos Públicos

Estudar para concursos públicos não é fácil. É uma tarefa árdua e que exige bastante disciplina. No entanto, com um pouco de disciplina diária, é possível conseguir o que se quer e ter sucesso. Cabe salientar que o sucesso não vem de imediato e é na persistência que se separam os vencedores dos vencidos.
Quando somos crianças acreditamos que tudo é lindo e que é possível. Porém, ao chegarmos à idade adulta é possível verificar que só adquirimos o que queremos após arregaçar as mangas e trabalhar duro em prol do objetivo. O sonho de muitos é ter um bom salário, segurança e terminar o fim deste ano empregado.
O primeiro passo frente à realização do sonho é começar desde já a se preparar, pois o fator primordial e mais importante é como estamos estudando. Um bom plano de estudo pode garantir que se tenha um melhor rendimento e aprendamos em menos tempo, entendendo a matéria sem decorar.
Diante disso, outros fatores influenciam na hora da aprovação, como ler atentamente o edital; buscar uma bibliografia específica acerca da matéria a ser estudada; praticar atividades físicas para cuidar do corpo e da mente; ter uma alimentação saudável; exercitar a concentração; encontrar um bom ambiente de estudo; elaborar um roteiro, alternando as disciplinas, para não cansar a mente; encontrar o método de estudo que melhor se adapte ao seu estilo; e, por fim, o mais importante, que sem ele, é impossível ser aprovado, resolver milhares de questões da banca examinadora a fim de conhecê-la.
Ressalte-se que, a fé também faz todo o diferencial, uma vez que o concursando precisa conhecer o seu potencial. Contudo, uma boa estratégia de estudos tem de fazer parte desse plano, juntamente com foco e luta persistente de alcançar os objetivos.
Um bom planejamento diário, concentrando em apenas uma tarefa por vez, faz o rendimento melhorar, não podemos tentar agradar a todos e um bom cursinho pode ser necessário diante a imensa gama de matérias.

domingo, 4 de maio de 2014

O que fazer no dia da prova?


Chegou o dia da prova! Toda sua disciplina, estudo e dedicação durante os últimos meses serão testados agora. Realmente, é uma situação que pode gerar bastante ansiedade. Mas não há razão para estresse. Veja como se preparar de forma adequada para ter uma prova tranquila e sem grandes imprevistos.


O que comer?



As duas principais recomendações sobre o que comer antes da prova são: não faça grandes mudanças em relação aos seus hábitos alimentares e não ingira comidas pesadas. Alimentos gordurosos, como as frituras, são de difícil digestão e podem prejudicar os seus níveis de energia durante a prova.
Se a prova for de manhã, não vá de estômago vazio, mesmo que você não tenha o hábito de tomar café da manhã. Quando a prova ocorre de tarde, o almoço, que é normalmente uma refeição maior, necessita de alguns cuidados.
Novamente, evite frituras e alimentos gordurosos. Também é interessante, já que você tem tempo até chegar ao local de prova, comer com 2 horas de antecedência. Com isso, o corpo tem tempo de fazer a maior parte da digestão e você não ficará com sono durante a prova. Um cochilo pós almoço não é só permitido, como recomendável.
Também é importante comer durante a prova. Frutas e barras de cereal são boas opções, porque tem digestão mais lenta e ajudam a manter seus níveis de energia altos por mais tempo. Um chocolate para dar aquele “up” também é uma boa pedida. E, o mais importante: beba água.
Leve sua garrafinha e se mantenha hidratado. Se a água acabar, praticamente todos os locais de prova possuem bebedouros para você encher sua garrafa. Dê preferência para a água ao invés de bebidas adoçadas, que podem dar sensação de fome durante a prova.


Relaxe



Não se canse antes da prova. Alguns gostam de revisar pontos-chave. Se for fazê-lo, não gaste muita energia nesta revisão. É importante que você esteja o mais relaxado possível no momento da prova. Ouça música, faça alongamentos, medite ou faça qualquer coisa que permita que você esteja calmo e tranquilo no grande momento.
Sobre a ida para o local da prova, há duas recomendações importantes. Primeiro, programe-se para chegar com bastante antecedência. O estresse e o nervosismo que um imprevisto ocasiona podem arruinar as primeiras horas da sua prova. Mesmo que tenha que ficar um bom tempo aguardando, chegue antes, com todos os documentos que são necessários para realizar o certame. Em segundo lugar, evite pedir para que alguém lhe espere até o fim. Isso pode gerar uma ansiedade em terminar logo a prova.


Quando a prova é em dois turnos



Algumas provas, em geral de concursos mais disputados, são realizadas nos dois turnos. Elas podem ser bastante perigosas se você não souberdosar sua energia. Nesse tipo de prova é fundamental que você tire pequenos intervalos durante o exame da manhã para, sentado, alongar o pescoço, costas e braços. Caso contrário, ao fim do dia, é bem provável que você esteja com dores.

É difícil recomendar que você não dê tudo de si na primeira prova, mas é importante saber que não deve se estressar demais na primeira etapa ou estará muito cansado na parte da tarde.

O intervalo, em geral, dura de uma a duas horas. Não coma muito e, sob hipótese alguma, coma alimentos gordurosos. Eles lhe darão sono. Como o intervalo não é muito longo, você estará fazendo a digestão durante a prova. Descanse, faça alongamentos e se for possível, tire um rápido cochilo antes da segunda parte da prova. Estudar, mesmo que seja apenas uma revisão, pode ser estressante e acabar prejudicando sua prova.



Oferecimento:




segunda-feira, 31 de março de 2014

Dicas de Estudo para Concursos Públicos

Estudar para concursos públicos é um caminho bastante árduo até que se consiga ser aprovado. No entanto, após a aprovação a única certeza de que temos é que todo o esforço valeu a pena. Sendo assim, vamos abordar algumas dicas nesta matéria para que esse caminho não seja tão pesado assim e você consiga sua aprovação o mais breve possível.
Primeiramente, comece a estudar pelas matérias básicas da área escolhida. Estude todos os temas de forma paralela e as piores matérias nos horários do dia e da semana que você rende mais. Alterne as disciplinas de exatas, se houver, com as matérias de leitura, pois essa forma de estudo usa diferentes áreas do cérebro. A cada duas semanas, volte a matéria e dê uma revisada para que você não se esqueça do que estudou.
Busque através de outros concursandos que já foram aprovados ou por meio dos professores quais os melhores materiais de cada disciplina e tenha um bom material de apoio. Ressalte-se que o estudo precisa ser dinâmico para que você retenha a informação e se concentre melhor. 
Preste bastante atenção se você não está virando as folhas do livro, pois se isso está acontecendo é porque há algo de errado. Nesse caso, retome o aprendizado. Especialistas recomendam que o melhor é ler a teoria e em seguida resolver milhares de exercícios sem consulta, pois facilitam o entendimento e ajudam a fixar o conteúdo.
No início dos estudos parece que estudamos e não estamos aprendendo nada. Não se preocupe, porque isso é normal e o conhecimento precisa de algumas repetições para ser assimilado. No entanto, ao fazer os exercícios e querer passar para os próximos tópicos certifique-se de que você já sabe a teoria, pois caso contrário, volte a ela e só depois de entender a matéria passe para os próximos tópicos. Estude mais aquelas disciplinas que você sabe menos. E caso precise, use um feriado ou separe uma semana de vez em quando apenas para estudar essa disciplina.
 

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dicas para começar a estudar para Concursos Públicos

Hodiernamente é comum encontrarmos pessoas que se interessam pelo mundo dos concursos. Porém, uma grande parte delas não sabe nem por onde começar, haja vista que é um trabalho árduo, que requer muita disciplina, dedicação e paciência. Sendo assim, vamos abordar nesta matéria os principais fatores que um concurseiro tem de saber para iniciar os estudos.
Em um primeiro momento, tenha em mente que você precisa se planejar e saber qual sua melhor forma de estudar, uma vez que existem estudantes que são mais visuais, enquanto outros são mais cinestésicos ou auditivos. Na parte do planejamento é importante que você coloque primeiro em sua planilha tudo aquilo que não pode deixar de lado como, por exemplo, o trabalho, a academia (pelo menos 3x por semana), alguma consulta que já esteja marcada, e, se tiver filhos pequenos, um tempo dedicado a eles.
Em seguida, coloque no seu quadro horário todas as horas que você tem disponível para estudar e tenha disciplina. Não fique pensando muito, pois quem pensa demais não age. Opte por sentar logo na cadeira e começar a estudar. Com o tempo o seu cérebro já se acostumará com o hábito que lhe foi imposto. Outro fator de fundamental importância que muitos concurseiros abrem mão, mas não aconselho a fazer isto, é a prática de atividade física, porque oxigena o cérebro e dá mais disposição ao estudante.  Faça-a pelo menos três vezes por semana.
Reserve um dia da semana, ou um período do dia durante a semana para seu descanso. Isso fará com que você recupere suas energias e volte mais animado no dia seguinte. Se não puder tirar um dia inteiro para isso, tire ao menos parte do dia, como uma tarde inteira. Tenha em mente que esse propósito pode demorar meses e em alguns casos até anos. Todavia, a sua recompensa chegará. Não tenha pressa, faça o que tem de ser feito e mais cedo ou mais tarde a sua vitória virá.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dicas de como estudar em período integral para Concursos Públicos

Estudar para concursos não é uma tarefa muito fácil e requer um pouco de disciplina, uma vez que são várias matérias a serem estudadas e não podemos perder tempo. Contudo, é preciso ter uma visão geral do que se quer e trabalhar a motivação diariamente.
A dedicação é o principal foco dos vencedores. Para se conseguir estudar em período integral para concursos é necessário que primeiro se consiga estudar meia hora, em seguida duas horas, e ir aumentando essa quantidade sucessivamente até que se consiga estudar em período integral. Vale lembrar que o mais importante é a qualidade e não a quantidade.
Existem concurseiros que conseguem estudar por 12 horas, enquanto outros são produtivos em apenas 8 horas e outros em 6 horas. Isso depende muito de cada indivíduo. E não podemos nos comparar com os outros, até porque cada um tem uma personalidade própria, uma vida diferente, com horários diferentes. Uns tem filhos, outros não; uns trabalham, outros não; uns moram sozinhos, outros tem uma casa cheia; e assim, por diante.
Sendo assim, é importante enfatizar que tudo na vida tem um preço e para alcançar um objetivo é preciso que esteja disposto a pagar esse preço. Se você pretende ter qualidade nos estudos e estudar em período integral faça primeiro um cronograma. Tenha intervalos a cada hora ou a cada hora e meia, para que seu rendimento não caia. No decorrer da semana tenha um tempo livre, só seu, para o lazer. A pessoa que quer ficar só por conta dos estudos e não fazer mais nada, não consegue essa rotina por muito tempo e chega uma hora que ela estafa.
Por fim, tenha foco, escolha uma área que você irá gostar de trabalhar e não apenas o salário. Ao escolher a área, planeje as matérias e estude muito. Esteja certo de que é impossível estudar para um concurso de tribunais e ao mesmo tempo para outros de banco e da área policial.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

QC Cast #02 – Atualidades - Apresentação Cláudia Jones


No programa número 02, o QC Cast aborda a importância da disciplina de Atualidades para concursos. Nosso bate papo é com o renomado professor de História e Atualidades Orlando Stiebler. Você vai conhecer dicas essenciais para ter sucesso na sua prova.
A apresentação é da  jornalista especialista em concursos Cláudia Jones.  Participa desse programa: Orlando Stiebler.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Plano de Prêmios e Recompensas nos Estudos para Concurso

Você, candidato ou candidata a concursos públicos, conta com um plano de prêmios, recompensas e punições? Já havia pensado nisto? 
Pode até ser que conte com o referido plano, mas de maneira não sistematizada e organizada. Porém, se nunca havia pensado nisto, talvez seja o caso de começar a refletir, enquanto uma medida importante para garantir disciplina e motivação com os estudos.
Primeiramente, é preciso entender que um plano de recompensas e punições consiste na elaboração de um planejamento com previsão de auto-punições e auto-premiações para situações de cumprimento e não cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. Obviamente que a auto-punição cabe no caso do descumprimento e a auto-premiação no caso do cumprimento.
Fundamentos que justificam esta estratégia existem de sobra. No âmbito da psicologia do comportamento, a ideia dos prêmios e punições é a base de teorias como as desenvolvidas por Frederic Skinner, correspondente ao condicionamento operante (CORDIER, Françoise, GAONAC´H, Daniel. “Aprendizagem e memória: São Paulo, 2006, págs 17 e 19).  No caso, o prêmio ou a punição atuam como mecanismos de reforço positivos ou negativos para um determinado comportamento, com a intenção de estimular ou coibir.
Já na Administração, planos de prêmios e recompensas também são utilizados na gestão de pessoas, inclusive se relacionando com algumas teorias da motivação. Um exemplo consiste na Teoria da Expectativa, desenvolvida por Victor H. Vroom, a qual tem como um de seus componentes a ideia de “valência”, segundo a qual o ser humano é capaz de se motivar a partir da relação entre um objetivo a ser alcançado e o valor que este objetivo representa, o que, portanto, se relaciona com a noção de recompensa (VROOM, V. H. “Gestão de pessoas, não de pessoal”. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997).
No plano neurofisológico, o estabelecimento de recompensas e a sua conquista pode atuar nos mecanismos dopaminérgicos do cérebro, o que tende a proporcionar sensação de bem estar e satisfação.
Considerando os fundamentos que justificam a presente estratégia, na prática, é preciso que o candidato tenha um plano segundo o qual se a meta de horas de estudo ou do que deveria ser estudando foi cumprida, seja ao final do dia, seja ao final da semana, deveria ocorrer uma auto-premiação. E se não houve o cumprimento da meta, deveria ocorrer uma auto-punição.
Cabe a cada um definição o que vai tratar como premiação e como punição. Por exemplo,enquanto premiação, algo que proporcione satisfação, como comer ou beber algo que gosta, (desde que não seja bebida alcoólica), assistir um filme, ver determinado programa de TV ou algo semelhante. Como punição, exatamente a restrição a algo que gosta e caso a meta fosse cumprida faria. O fato é que o prêmio e a recompensa deve ser algo que faça sentido para a pessoa, em termos positivos (prêmio) ou negativos (punição).
Obviamente que a visualização do alcance da meta de curto prazo, por si só, já pode ser um mecanismo de satisfação, podendo se traduzir num verdadeiro estímulo positivo (clique aqui para ler Como Neutralizar as Angústias e Manter o Empenho).
Vale lembrar que esta ideia do plano de recompensas tem importância principalmente para o cumprimento das metas de curto prazo. E neste sentido, pode funcionar como umaimportante estratégia para que o candidato se mantenha comprometido, empenhado e disciplinado com os estudos.
Não se pode negar que nesta trajetória de preparação para concursos público é preciso cuidar do dia a dia, neutralizando aquelas dificuldades rotineiras, principalmente em função das restrições necessárias e do esforço realizado, os quais vão nos minando aquilo que gradativamente.
Portanto, pense sobre o seu plano de auto-premiações e auto-punições. E faça disto um aliado para manter o empenho e a disciplina.
PS: se você já tem um plano de prêmios e punições, ou tem sugestões de prêmios e punições, deixe nos comentários, não só para servir de fonte de pesquisa, mas também para ajudar os demais leitores. 



Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


  
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Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Disciplina e Metas de Estudo para Concursos Públicos


Afirmar que para passar em concurso público é preciso ter disciplina consiste num grande clichê, revestido de uma obviedade que torna a colocação dispensável. Porém, a grande questão é como ter disciplina. E uma das formas para alcançar esta condição consiste no estabelecimento e monitoramento de metas de estudo. 
A compreensão da importância da disciplina na preparação para concursos públicos, inegavelmente, trata-se de uma unanimidade. Apesar desta compreensão, nem todos os candidatos enxergam meios para ter esta condição fundamental.
O estabelecimento de metas em termos de estudos pode ser um importante meio para ter disciplina. Os candidatos que não contam com metas, em termos do que estudar, perdem a oportunidade de ter um grande aliado na busca de disciplina, além da falta de parâmetros de resultados a serem alcançados, bem como indicativos do esforço empreendido na execução.
Mas não apenas o estabelecimento de metas é importante, como também meios para monitoramento destas metas. E estes meios podem acabar por consistir em mecanismos de cobrança.
Conforme matéria publicada na Revista HSM, focada na área de gestão, “…o cofrinho é um exemplo de um dispositivo de compromisso: uma forma de assumir uma opção (poupar) que você normalmente recusaria…Todos procuramos a maneira de escapar de nossas fraquezas….” (Ano 13, Vol 1, no. 78, pág. 12). OU seja, precisamos trabalhar com mecanismos de cobrança, para termos algo concreto sobre o que deve ser feito.
Adotando as premissas colocadas acerca da importância do estabelecimento de metas, enquanto meio para se ter disciplina nos estudos, bem como dispor de mecanismos de cobrança, a grande questão que se coloca é: como construir e cobrar metas?
Uma possibilidade de estratégia consiste na adoção da metodologia do Sistema Tuctor, com a qual o candidato passa a trabalhar com metas relacionadas às Unidades de Estudo e às Unidades de Conteúdos. Já a cobrança fica a cargo do Extrato da Conta de Estudos (clique aqui para mais informações).
Mas ainda que não se adote esta proposta, é importante que se reflita sobre como estabelecer metas de estudo, bem como monitorar o seu cumprimento.
Vale destacar que estas considerações envolvem o plano gerencial da preparação para o concurso, ou seja, da gestão e da execução do planejamento de estudos. Do ponto de vista emocional, o que não é objeto de abordagem no presente o estabelecimento de metas também é importante (para saber mais sobre as Metas e as Condições Emocionas da Preparação Clique Aqui).
Portanto, não basta ter consciência da importância da disciplina. É preciso criar meios para manter esta condição. E um dos meios de maior importância e eficácia consiste no estabelecimento e monitoramento de metas de estudo. Isto também contribui com a reiterada ideia que tenho sustentado do Foco no Processo, a qual alivia as tensões e angústias do foco no resultado.
Bom cumprimento de metas!



Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


  
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Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Como prever o que vai cair na prova


Havia um intelectual que veio a ser membro da banca examinadora de um concurso dificílimo. Autor de vários livros e com currículo brilhante, ele era o terror dos candidatos. Suas perguntas eram ainda mais difíceis do que o próprio concurso. Um dia, contudo, um professor inteligentíssimo percebeu que todas as perguntas eram tiradas das notas de rodapé de determinados livros que, por muito apreciados pelo examinador em questão, acabavam sendo fonte constante das questões de concurso que formulava. Então, uma apostila de poucas páginas, só com as notas de rodapé, passou a ser o suficiente para todo mundo ser aprovado naquela disciplina. 
Muito bem, este artigo é baseado em fatos reais! Agora vou contar dois casos meus. Dei aula para um grupo de alunos que se preparava para o concurso de Delegado de Polícia/RJ. Na véspera da prova específica discursiva, acertei 4 de 5 questões. Meus alunos achavam que eu era oráculo, mágico, ou coisa parecida. Mas não era isso, eu apenas fiz a pergunta: "Se eu fosse examinador desse concurso, o que eu perguntaria?" Basta observação, pragmatismo e o desejo de fazer alguma coisa funcionar. Isso incomoda a muitos, pois há uma tendência a querer que todos sigam os padrões tradicionais. A Academia, a Universidade e os intelectuais não gostam do que chamam de "listas", "receitas" e do que é rotulado como "autoajuda". O problema é que há horas para ser acadêmico, e horas para ser pragmático (como no caso dos concursos). Somos criticados apenas porque seguimos outro padrão. Não existe um padrão certo e outro errado, eles apenas são diferentes. Isso vale para aulas, livros, cursos, projetos, preferências sexuais etc.
Outro caso sobre padrões. Minha apostila de Medicina Legal, hoje livro, foi feita por um sistema muito simples. Eu me perguntava o que seria importante para um Delegado de Polícia saber nessa disciplina. Isso bastou para a então apostila ser considerada "ouro em pó", pois matava todas, ou quase todas, as questões dos concursos. Isso só deixou de funcionar no Estado do Rio de Janeiro quando a banca mudou o padrão, deixando de perguntar o que um Delegado precisa saber e passou a indagar, numa decisão lamentável, coisas que nem quem faz o concurso para perito é capaz de responder. A funesta decisão da banca não matou minha apostila, pois hoje é um livro com outros autores e muito bem recebido. Mas matou a lógica racional no concurso, prejudicou muita gente e fez a Polícia Civil perder ótimos Delegados, reprovados numa matéria importante, mas que não devia ser cobrada dessa maneira.
Muito bem, o fato é que a técnica utilizada pelo professor que citei, e por mim, nos dois casos anteriores, é muito simples. Primeiro, a gente observa ou se indaga o que seria razoável cair ou o que está caindo nas provas. Segundo, traça-se um padrão que o examinador esteja seguindo. Em suma, o que mais comumente ele usa. Aí, por fim, anota-se tudo que, estando dentro do Programa do Edital, se encaixa no padrão. Tudo que estiver no padrão, a gente anota. A técnica nada mais é que se antecipar ao examinador. Para fazer isso é preciso ter muito conhecimento e estudo, e usar a inteligência. Vale citar que aquele examinador citado no primeiro caso é um gênio, tem muito a dar, mas na hora de perguntar, ele seguia um padrão simples, que foi plotado por olhos que o observavam. Eu fazia isso quando concurseiro, depois como professor.
As pessoas que às vezes criticam essas técnicas, a meu ver, não compreendem a ideia ou, pior, se sentem ameaçadas por quem não segue os padrões que elas elegeram. Descobrir o que vai cair e estudar o assunto é atividade inteligente. Saber "chutar", embora criticado por tantos, tem seu lugar também. Minha aula sobre "chute" que está na Área de Ciência e Tecnologia do YouTube, já tem mais de 250.000 exibições. Muitos criticam as técnicas, mas se esquecem do meu pragmatismo e das orientações que dou no livro ao tratar do assunto. Repare que o pessoal do Google, um time genial, classificou o "chute" em Ciência e Tecnologia, o que não é correto, mas mostra que nem todo mundo acha o "chute" uma fraude. Saber a hora de chutar, e como, e bem, é inteligência posta a serviço do sonho. Digo que o ideal é saber a respostas, mas se isso não acontecer...
Além da previsão do futuro e do "chute", o modelo de livros para concursos também foi criado a partir da análise de padrões. Ao criar os livros para concursos, eu quis ajudar os concurseiros que, como eu, sofriam por falta de material adequado. Sem saber, estava quebrando um paradigma e criando um novo nicho editorial. Na minha época, só havia apostilas e livros espessos - as primeiras com menos do que o candidato precisava; os livros, com muito mais que o necessário para passar. Então, sugeri ao Sylvio Motta que incluísse uma nova parte no livro de questões de Direito Constitucional que ele estava preparando. Sugeri que ele fizesse uma teoria resumida, do tamanho adequado para concurseiros. Em resposta, ele disse que topava a proposta se eu participasse do projeto da parte teórica. Aceitei, e dali saiu um livro em co-autoria que foi aquele que começou a série "Provas & Concursos", que revolucionou o mercado. Até o dia em que paramos de publicar aquela obra juntos, mais de 50.000 livros já tinham sido vendidos. Mais que isso, chamamos os amigos professores e saiu dali toda uma série. Claro que apareceu gente para criticar a "indústria dos concursos", mas o fato é que, até aquela época, ninguém se preocupava com os concurseiros. Hoje, o cenário mudou e até as editoras jurídicas já estão cuidando de ter séries para concursos públicos. Mais uma vez, tudo aconteceu a partir da identificação de um padrão e de uma simplificação, qual seja, atender não a tudo, mas apenas ao padrão. Isto é muito eficiente.
Descobrir o padrão simplifica o trabalho e isso não serve apenas para concursos. A técnica funcionará tanto melhor quanto mais razoável for quem estiver do "outro lado". O macete é: identifique o padrão utilizado pela outra pessoa e você saberá o futuro. O que vai cair na prova, o que uma pessoa fará amanhã, como ela reagirá a uma dada situação, como ela se sairá em um negócio. Prever comportamento só não funciona muito com os loucos. Eles não seguem necessariamente um padrão. Mas, se definirmos que o sujeito é maluco, então já teremos um padrão para ele: nesse caso, não se pode usar os padrões anteriores porque ele não segue padrões. Felizmente, não é o caso da maior parte dos examinadores e humanos. Somos uma raça de padrões. Muitos padrões diferentes, mas padrões. Infelizmente, contudo, existem pessoas e bancas, e alguns governos, loucos.
O desafio é descobrir o padrão. Se a banca, o sócio, o cônjuge, o cliente etc. não seguir um padrão, seguirá outro. Descubra qual é o padrão e você poderá prever o futuro. O resultado só vai mudar se a pessoa mudar o padrão, mas para isso ela tem que estar observando, querendo mudanças, precisa estudar, ou fazer terapia, ou sofrer muito, ou se converter a algum credo, ou ver a morte de perto... Por falar em mudar padrões, se você está sendo reprovado em concursos, veja o que precisa fazer para mudar seu padrão de atitudes-pensamentos-comportamentos e, assim, poderá mudar o padrão dos resultados também.
Descobrir o que vai cair na prova pode ser feito de várias formas. Isso inclui estudar o Programa todo, fazer as provas anteriores, entender como cada instituição trabalha (Cespe/Unb, Esaf, FCC, por exemplo), desenvolver e analisar estatísticas, reparar o que está acontecendo na época da prova, ouvir os professores especializados (acessíveis nos livros, cursos e na internet)... Falo sobre isso nos meus livros para concurso e no meu site, e há muito material disponível sobre o tema.
Fazer provas não tem tanto a ver com saber a matéria, quanto tem com saber fazer provas, saber estudar com foco. Por enquanto, claro. Um dia, os examinadores evoluirão e aglutinarão os conceitos de "saber" com "saber fazer provas". Enquanto eles não aprendem a fazer isso, estamos diante de dois assuntos diferentes. De minha parte, quero ajudar a educação a evoluir e a melhorar as provas, mas, até lá, quero ver meus alunos, leitores e amigos conseguindo resultados. E, para isso, precisamos aprender a jogar o jogo e a dançar a música que está tocando. Um dia, quebraremos o disco e poremos música melhor, advirto.
Quando intelectuais criticam os livros para concursos, se esquecem que tais livros são perfeitos para o fim a que se destinam. Se querem mudar os livros para concursos, basta mudar a forma de se indagar nas provas. Nós, concurseiros, alunos e professores, somos muito adaptáveis. Para concluir, assim como a academia tem muito a aprender com os concursos, o serviço público tem muito a aprender com a iniciativa privada. Mas este já é outro assunto. Precisamos melhorar o serviço público e minha maior esperança é contar com você, concurseiro.
Por fim, outra pergunta ótima é, além de "qual é o padrão?", indagar "o que é o mais importante?". E, se o tema for administração do tempo, "o que é de fato importante, é urgente?" Essas reflexões, mais do que "apenas" fazer você passar em concurso, pode nos ajudar a melhorar o país, a nossa vida, o amanhã. Com esforço e inteligência, é possível produzir um hoje mais saudável e um amanhã bem melhor para todos.

William Douglas é juiz federal, professor universitário, palestrante e autor de mais de 30 obras, dentre elas o best-seller “Como passar em provas e concursos” – www.williamdouglas.com.br.


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