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sexta-feira, 15 de maio de 2015

HISTÓRIA DE CONCURSEIRO GUERREIRO: Ex-borracheiro estuda com 200 kg de resumos por 4 anos e vira juiz no DF

O juiz federal Rolando Valcir Spanholo junto a parte dos 200 quilos de resumos que usou para estudar na preparação do concurso (Foto: Rolando Valcir Spanholo/Arquivo Pessoal)O recém-empossado juiz federal Rolando Valcir Spanholo, de 38 anos, afirma que disciplina e motivação foram a receita que o levaram a romper com a antiga realidade de borracheiro e alcançar o sonho de ser magistrado em Brasília. Os últimos quatro anos foram dedicados a concursos públicos, nos quais ele acumulou 200 quilos de resumos de disciplinas de direito. O advogado é de Sananduva, no Rio Grande do Sul, e foi aprovado na mesma seleção feita pela miss DF Alessandra Baldini. 
Spanholo conta que a ideia de virar juiz veio tarde, já no final da faculdade e por influência de um professor. Até então o objetivo dele era apenas “melhorar de vida”. A graduação, de acordo com o juiz, já parecia uma grande superação para ele e os quatro irmãos, que trocavam de roupa e sapatos entre si para não irem todos os dias vestidos do mesmo jeito para a instituição.
O trabalho começou cedo. Entre os 9 anos e os 15 anos, os cinco consertavam pneus e lavavam carros junto com o pai. “Durante o inverno, as mãos e os pés ficavam quase sempre congelados. Não tínhamos luvas de borracha e outros equipamentos de proteção que hoje são comuns e obrigatórios. Só restava fazer muito fogo para se aquecer, mas, com isso, os choques térmicos eram inevitáveis. Vivíamos com fissuras nas mãos e pés."
O magistrado diz que a condição levava a família a ser muito severa em relação à educação e a acreditar que só assim todos teriam melhores oportunidades. O esforçou coletivo ajudou os cinco irmãos a ingressarem em uma faculdade de direito que ficava a 250 quilômetros de casa. Para pagar os estudos, os irmãos tiveram de aprender a costurar cortinas e edredons e a fazer bordados.
“Depois, com a chegada da habilitação para dirigir, também passei a trabalhar na área de vendas. Era um desafio diário. Saía sempre cedinho, rodava o dia todo, batendo de porta em porta pelos municípios da região, oferecendo nossos produtos diretamente nas casas. Por razões de economia, meu almoço era sempre debaixo da sombra de uma árvore, dentro do carro. Cardápio? Algumas fatias de pão caseiro e um pedaço de frango empanado – e frio – ou uma torrada carinhosamente preparados pela minha mãe. Bebida? Água que levava dentro de um litro [de garrafa] pet”, lembra.
Spanholo voltava para casa no final da tarde para pegar o ônibus para ir à faculdade. Muitas vezes, por causa da distância, não conseguia tomar banho antes das aulas. As faltas também eram frequentes por causa do trabalho e aconteciam em média duas vezes por semana. Como consequência, ele ficou de exame nos dez semestres do curso.
"Na verdade só consegui levar adiante a graduação porque meus colegas conheciam minha realidade e sempre me emprestavam os cadernos para copiar ou tirar xerox das suas anotações. Confesso que, durante a graduação, estudei muito pouco por livros de doutrina, não tinha como”, explica. “Aliás, meu 'horário de estudos' era no ônibus, durante as viagens de ida e volta, e aos domingos – os sábados eu usava para fazer vendas nas cidades mais distantes. A necessidade faz a gente se reinventar."
Sem familiares e conhecidos na área, Spanholo afirma que só fez a seleção para a Escola Superior da Magistratura, aos 22 anos, por insistência de um professor. A instituição fica em Porto Alegre e oferece cursos de preparação e de aperfeiçoamento para interessados na área. A aprovação foi uma surpresa, e o jovem precisou se desdobrar entre trabalhar em escritórios aos finais de semana enquanto passava de segunda a sexta estudando a 400 quilômetros de casa.
Ao fim do curso e já casado, o juiz deu início à primeira das duas "temporadas" de concursos públicos. Ele conta que chegou perto da aprovação para promotor, procurador, juiz do trabalho e juiz estadual entre 1999 e 2003, mas precisou desistir dos certames porque a mulher havia acabado de ganhar bebê.
"Tínhamos o filho pequeno, e, em uma decisão muito difícil, conjuntamente optamos por ‘adiar’ meu sonho de ser magistrado. Em 2010, decidi retomar tal sonho, mas agora na área federal. Sofri muito para refazer a base do conhecimento que perdi durante aquela ‘parada técnica’. Levei um bom tempo para voltar a atingir um ‘nível competitivo’. Reprovei em muitos concursos. Aliás, de tanto ficar no ‘quase’, acabei ficando ‘especialista’ em calcular e antecipar as notas de cortes das provas objetivas dos nossos concursos”, brinca Spanholo.
Foram dezenas de seleções desde então. Para se preparar, o magistrado passou a estudar a vida de pessoas que já haviam alcançado aprovação no concurso que ele queria. Ele lembra que identificou o que havia de comum, em relação a estratégias e métodos de estudos, para traçar o plano de como se prepararia.
“Logo percebi que, por conta das minhas limitações – tempo, lugar, idade —, muitas delas eu não conseguiria executar, como frequentar cursos preparatórios, estudar por ‘doutrina pesada’ etc. Sentia que precisava ariscar estratégias próprias, moldadas na minha realidade. Experimentei várias. Umas deram certo, outras nem tanto”, diz.
Spanholo afirma que surgiu então a ideia de começar a fazer resumos das matérias e de grifar as principais leis para voltar a ter uma noção das principais áreas do direito. Depois, passou a estudar com base em provas antigas. Ele também fez sinopses de informativos dos tribunais superiores e usou a internet para pesquisas. Ao final, juntou mais de 200 quilos – em 34 caixas – de material de estudo. O acervo foi encaminhado para reciclagem.
Para suportar a pressão e o esgotamento emocional, o juiz conta que também via vídeos motivacionais em redes sociais. Ele lembra que a preparação o ajudou a manter a tranquilidade no dia da prova oral, depois de passar quase seis horas trancado em uma sala de confinamento para ser testado por cinco pessoas sobre conhecimentos em todos os ramos do direito.
“Naquele momento um filme da vida passa na cabeça da gente. Sem me abalar, em fração de segundos, lembrei-me de cada fase, dos meus pais e familiares, das privações, das quedas, enfim, de tudo que tinha se passado ao longo dos 38 anos de minha existência”, conta. “Entrei naquele recinto pronto para ‘lutar’ por mim e por todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, acabaram me ajudando a chegar naquele lugar. Não podia decepcioná-los.”
O resultado do certame para o Tribunal Regional Federal saiu em novembro de 2014, e Spanholo ficou entre os 60 primeiros classificados. Surpreso com a boa colocação, ele se diz orgulhoso da trajetória e atribui o resultado ao esforço e ajuda dos familiares e amigos.
“A vida sempre me ensinou que dificuldades existem para serem superadas. Aliás, dificuldades todos têm. Uns mais, outros menos, mas todos enfrentam obstáculos para alcançar seus sonhos. O que diferencia as pessoas é exatamente a forma como elas reagem diante das resistências do cotidiano. Uns se acovardam e se deixam dominar. Outros veem nas dificuldades grandes oportunidades de crescimento, de evolução pessoal”, afirma.
“No meu caso, desde criança, sempre precisei acreditar naquilo que para os outros seria motivo de dúvida. Nada nunca chegou fácil. Por necessidade, treinei minha mente para acreditar que com humildade, disciplina e motivação era possível vencer um a um os desafios da vida, mesmo não dispondo das melhores condições para enfrentá-los. Sempre fui à luta. Nunca esperei que os outros viessem me dizer o que eu poderia e o que eu não poderia ser. Definia meus objetivos e passava a identificar o que precisava ser feito para atingi-los”, completou o juiz.
Dizendo-se avesso a publicar a própria história, Spanholo conta que tem se espantado com a quantidade de pessoas que diariamente o procuram para falar que ele as inspirou. Segundo o magistrado, os relatos extrapolam o mundo dos concursos públicos e têm relação até mesmo com a vida privada de algumas delas.
“Não sei explicar direito, mas é como se as pessoas precisassem ver diante dos seus próprios olhos uma prova de que também elas podem superar seus limites pessoais e alcançar os seus sonhos”, declara. “Procuro sempre mostrar para elas que, de fato, se um ex-borracheiro e ex-lavador de carros conseguiu, é porque qualquer outro também poderá ser juiz federal ou que quiser ser na vida. Basta ter disciplina, persistência, espírito de superação e, principalmente, acreditar no nosso próprio potencial.”

FONTE: G1

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Saia da zona de conforto e tenha motivação para estudar para Concursos Públicos

Está estudando para concurso há muito tempo e não consegue a aprovação? Está cansado e com vontade de desistir? Que tal retomar o rumo do seu objetivo e sair da zona de conforto? É preciso avançar e manter a motivação até chegar aonde deseja. Qual o seu foco? Olhe para dentro de si mesmo e veja em que precisa mudar. Porém, é preciso recomeçar. Quer a vaga? Então, estude e saia da sua zona de conforto.
Na zona de conforto, tudo é “fácil”, confortável e limitado. Você não precisa se esforçar, porque permanece parado e inerte. É isso que quer? Se for, não vale reclamar que não conseguiu alcançar o seu objetivo.
Que tal repensar a maneira que está agindo? Tenha coragem de sair da zona de conforto para alcançar o seu objetivo. Você precisa fazer isso, por você mesmo. Está desmotivado? Busque dentro de si a sua motivação: estabilidade, qualidade de vida, entre outros fatores pelos quais vale a pena estudar e lutar para conseguir alcançar o cargo almejado.
Cole uma frase motivacional na sua mesa ou faça um painel dos sonhos. Como? Pegue uma cartolina e coloque nela tudo que deseja por meio de figuras. Depois, cole em algum lugar visível, ou seja, perto da sua mesa de estudo. Desta forma, toda vez que estiver cansado vai visualizar o seu painel dos sonhos.
Além disso, acredite em você e na sua capacidade para sair da zona de conforto e ir à luta. Faça um novo planejamento se achar conveniente, reajuste todo o seu cronograma da maneira que achar necessário, mas se esforce para mudar e mude. O primeiro passo é começar e depois seguir adiante.
Está cansado? Retire um ou dois dias para descansar, recarregar as energias ou fazer uma viajem curta. Mas, depois recomece os estudos mais forte, determinado e feliz.

Que tal sair da sua zona de conforto? 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Motivação para concurseiros

Passamos e vivenciamos lutas diárias que muitas vezes podem abalar as nossas estruturas e sonhos, permanecer firme e empenhado quando não se vê resultados aparentes pode ser algo bastante complicado, por isso é importante usarmos técnicas de motivação  para nos lembrarmos de que toda conquista vem de um esforço, e que uma hora o tão sonhado emprego público será uma realidade palpável.
Motivação é o sentimento que nos faz persistir em momentos que muitas vezes estão impossíveis de continuar, quando estamos com preguiça ou frustrados a motivação é a alavanca impulsionadora que nos faz estudar mais, e seguir com o objetivo. Para cultivarmos a motivação em nossas vidas é necessário que nunca rotulemos estudar como sendo algo penoso, doloroso ou chato, porque assim nós estamos educando nosso cérebro a ter uma “apatia” ao estudo, e para quem deseja ser aprovado em um concurso público isso é algo inadmissível. Procure estabelecer ligações e sentimentos bons aos estudos, dessa maneira estudar passará a ser algo agradável e mais fácil.
Pensamentos positivos devem acompanhar o concurseiro aonde quer que ele esteja, imagine-se aprovado em um concurso, estimule sua automotivação, reviva a sensação de ser aprovado várias vezes durante o dia para que esse sentimento se torne um hábito e consequentemente uma meta de vida. Elabore uma lista com 5 motivos que levaram você a se inscrever no concurso, e sempre que se sentir desmotivado pense em cada motivo colocado na lista, essa será uma forma de se lembrar que é preciso continuar, persistir e cortar todo o mal do cansaço e desânimo pela raiz.
Nunca cogite a ideia de desistência, a palavra desistir não pode fazer parte do vocabulário de um concurseiro, olhe para frente com perseverança e respire fundo e retome seus estudos ainda com mais gás.
Não se esqueça que o seu maior adversário é você mesmo, vença seus limites e conquiste seus objetivos.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Combatendo a desmotivação para enfrentar os concursos públicos

O que torna irrealizável um sonho, não é o sonho em si; é a inércia de quem sonha. (Anônimo).

Denomino de ponto de inércia ou ponto de baixa motivação o período em que por algum motivo adverso ficamos paralisados em relação ao nosso objetivo e até duvidamos se realmente somos capazes de concretizar o resultado almejado. 
 É um ponto muito perigoso que se você não superar surgirá um abismo muito grande entre você e seu objetivo.
 Diz um ditado anônimo que A maré mais baixa é a que muda o rumo das águas. A nocividade do ponto de inércia ocorre justamente porque haverá uma considerável baixa estima e que será fatal se você tomar a mais involutiva das decisões que é desistir de seu ideal.
 Como dizia Musashi, o grande samurai, Tanto em êxtase quanto em profunda tristeza, o espírito enfraquece. Evite os extremos. Não deixe o inimigo ver seu espírito. 
A única coisa mais contagiosa que o entusiasmo... É a falta de entusiasmos. Quando por alguma situação adversa, você ficar desmotivado, lembre-se que isso é normal, todos vencedores passam por momentos semelhantes, a única diferença é que o verdadeiro vencedor resiste e jamais desiste, a não ser que seja para conquistar um ideal maior.

        Ensina o amigo William Douglas que:

Leve quanto tempo quiser até decidir passar, mas, uma vez tomada a decisão, faça as coisas direito. Reúna-se consigo (rei, general, soldados), planeje, organize-se, estude, faça provas e vença!

Não tema o erro, mas sua repetição.

Não tema a derrota, mas a desistência.

Não tema nada, senão a si mesmo.

Eu também já tive vontade de chutar o balde, jogar tudo para cima, mas por saber que a motivação é sempre algo que volta, usei a seguinte técnica, vou resistir e estudar com mais intensidade, pois logo, logo, vai aparecer um fator motivador e até o ponto de inércia servirá para construção de meu ideal, pois, eu sei que o verdadeiro heroísmo consiste em persistir por mais um momento enquanto tudo parece perdido. (W. F. Grenfel).
  
E algo deve ser esclarecido, você só se tornará um vencedor se for capaz de superar o ponto de inércia, e sabe por quê? A estrada que leva à vitória tem altos e baixos e por vezes nos deparamos com uma grande parede de gelo em que toda velocidade se torna um caminhar em câmara lenta, dar vontade de desistir, mas algo está provado, todos vencedores só cortaram a fita da vitória porque foram capazes de resistir e superar o período de baixa motivação.  
Quando você desiste o objetivo almejado é automaticamente anulado, e acontece algo mais grave, atenta-se contra a própria energia que sempre será vital para alcançarmos outros sonhos.
O ponto de inércia também aparece quando enfrentamos algum problema de saúde, problema de relacionamento ou familiares, tais problemas, alia-se a pressa de resolvê-los e gera dias longos e angustiantes, é normal neste período a diminuição do ritmo de estudo, mas você deve entender que estes problemas são obstáculos temporários, logo, logo, tudo vai está bem, portanto, mantenha, mesmo diminuindo o ritmo de estudo, a direção do seu objetivo, pois se você conseguir estudar com a motivação baixa imagine o quanto você renderá quando a motivação voltar.
             William Douglas diz que   Sun Tzu deixa claro que o problema não está no problema em si, mas em quem lida com ele. Einstein já mencionou que o modo de formular uma questão é mais importante que a própria resposta. Uma pessoa organizada enfrenta com êxito um número extraordinário de dificuldades enquanto outra, desorganizada, fracassa diante de poucos ou pequenos contratempos. O que define uma pessoa de sucesso não é a quantidade ou qualidade de seus problemas, mas sua qualidade ao enfrentá-los e sua quantidade de esforço para superá-los. 

FRANCISCO DIRCEU BARROS - Mestre em Direito (Ordem Jurídica Constitucional). Especialista em Direito Penal e processo penal. Promotor de Justiça Criminal. Promotor de Justiça Eleitoral. Colunista da Revista Prática Consulex, seção “Casos Práticos”. Palestrante em diversos congressos no Brasil. Autor de diversos artigos em revistas especializadas. Professor.

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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Dicas para manter a memória em bom estado

Confira abaixo algumas dicas para te deixar com a memória afiada:
1 – Alimente-se direito: aposte em frutas, pois são alimentos antioxidantes, como o morango, o caju, o mamão e a uva, pois estão cheios dessas moléculas protetoras e são capazes de ajudam a barrar a ação de agentes que atrapalham o funcionamento dos nossos neurônios;
2 – Escute música: há quem acredita que ouvir música erudita é o principal remédio. Existem estudos que apontam que Mozart é o maior aliado do bom funcionamento das funções cognitivas. É que na verdade, os sons são capazes de alterar o ritmo cerebral, fazendo com que assimilamos melhor as informações. Mas se você curte outros tipos de música, não precisa comprar um CD de música erudita. Ouça o que você gosta, pois o emocional tem papel fundamental na estimulação do cérebro;
3 – Exercite seu cérebro: resolver palavras cruzadas e jogar xadrez colocam o cérebro para trabalhar. Mas, se nenhum dos dois te agrada, procure então o que gosta. Pode ser uma leitura de um bom livro, pois atividades assim são capazes de aumentar a atividade cerebral, pois as conexões entre as células do cérebro afastam a amnésia;
4 – Faça atividade física: os exercícios melhoram a oxigenação do cérebro, fazendo com que a captação e o armazenamento de informações seja mais rápida. Então, sempre que você puder, saia para correr, caminhar, jogar bola, ou qualquer outra atividade física;
5 – Cuide de seu sono: é no sono que a memória se consolida, e isso acontece na fase REM, conhecida como a fase dos sonhos. Portanto, não é qualquer cochilo que serve, mas, sim, uma boa noite de sono e bem dormida;
6 – Organize suas ideias com mapas mentais: use uma ferramenta do seu cérebro chamada de Mapas Mentais, ou Mind Maps, a qual é capaz de auxiliar na organização do pensamento e na melhora da motivação, da imaginação, da inteligência e da criatividade;
7 – Relaxe: nosso cérebro precisa de um descanso profundo para não perder o fôlego. Para isso, é necessário esvaziar a mente para que ideias novas possam surgir e também para que não se percam ideias importantes.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Dicas de como estudar em período integral para Concursos Públicos

Estudar para concursos não é uma tarefa muito fácil e requer um pouco de disciplina, uma vez que são várias matérias a serem estudadas e não podemos perder tempo. Contudo, é preciso ter uma visão geral do que se quer e trabalhar a motivação diariamente.
A dedicação é o principal foco dos vencedores. Para se conseguir estudar em período integral para concursos é necessário que primeiro se consiga estudar meia hora, em seguida duas horas, e ir aumentando essa quantidade sucessivamente até que se consiga estudar em período integral. Vale lembrar que o mais importante é a qualidade e não a quantidade.
Existem concurseiros que conseguem estudar por 12 horas, enquanto outros são produtivos em apenas 8 horas e outros em 6 horas. Isso depende muito de cada indivíduo. E não podemos nos comparar com os outros, até porque cada um tem uma personalidade própria, uma vida diferente, com horários diferentes. Uns tem filhos, outros não; uns trabalham, outros não; uns moram sozinhos, outros tem uma casa cheia; e assim, por diante.
Sendo assim, é importante enfatizar que tudo na vida tem um preço e para alcançar um objetivo é preciso que esteja disposto a pagar esse preço. Se você pretende ter qualidade nos estudos e estudar em período integral faça primeiro um cronograma. Tenha intervalos a cada hora ou a cada hora e meia, para que seu rendimento não caia. No decorrer da semana tenha um tempo livre, só seu, para o lazer. A pessoa que quer ficar só por conta dos estudos e não fazer mais nada, não consegue essa rotina por muito tempo e chega uma hora que ela estafa.
Por fim, tenha foco, escolha uma área que você irá gostar de trabalhar e não apenas o salário. Ao escolher a área, planeje as matérias e estude muito. Esteja certo de que é impossível estudar para um concurso de tribunais e ao mesmo tempo para outros de banco e da área policial.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

5 dicas para garantir o sucesso em um Concurso Público

Imagine você no meio de um deserto. Você está ali há algum tempo e sente-se abatido, e sabe que para sobreviver terá de encontrar um oásis. Encontrando-o você recuperará as energias e nunca mais será o mesmo, terá um reino, honrarias, será forte e admirado por muita gente.
Detalhe! Você não é o único nesse deserto. Existe uma multidão com o mesmo objetivo que o seu: encontrar o oásis! Alguns já estão a mais tempo que você e detêm melhor conhecimento do lugar, outros são inexperientes. Mas, todos sabem das honrarias que terão ao encontrar o oásis, por isso se arriscam a permanecer no lugar.
Sabendo disso o que você faz? Luta pela vida e pelas honrarias ou fica parado e espera que o sol do meio dia queime seus miolos?
Falar em concurso é mais ou menos isso: uma multidão desejosa de um oásis! Mas, como enfrentar a multidão?
1 – MOTIVAÇÃO:
William Douglas (2013) cita que: "O ser humano age basicamente por duas motivações primárias: obtenção de prazer ou fuga da dor".
Eu não sei qual é o teu deserto, os motivos que te levam a visar uma carreira pública, só você sabe. Possa ser que o seu interesse seja se livrar de um chefe autoritário (motivação: dor) ou simplesmente a tão sonhada estabilidade, tempo para os filhos, etc (motivação: prazer). O autor  comenta ainda que, quando motivados pela obtenção do prazer os resultados tendem a ser melhores.
2 – PLANEJAMENTO:
Para Garcia (2006): "Qualquer planejamento exige que sejam estipuladas metas parciais, pontos de checagem que ajudam a verificar se o projeto segue conforme o esperado". Aqui as palavras chaves são tempo e investimento. É preciso que você estabeleça tempo para os estudos (bibliotecas, grupo de estudos na casa de amigos, internet) e invista parte dos recursos financeiros em livros e cursinhos preparatórios.
3 – AUTOCONFIANÇA:
Acredite em você! Para tanto, comece a estudar com antecedência aos editais. Assim a multidão não lhe causará medo. E à medida que for assimilando conhecimentos, se sentirá mais confiante. Inclusive para reagir positivamente aos boatos que venham lhe contar a respeito da aprovação nos concursos (fraudes, apadrinhados, etc).
4 – MANTENHA O FOCO:
Escolha um concurso por vez. Você evita desperdício de dinheiro e emprega melhor seu tempo nos estudos.
5 – APRENDA COM SEUS ERROS:
Estudar para um concurso e não ser aprovado pode gerar em nós um sentimento de culpa e até mesmo de desistência. Mas, essa pode se mostrar uma boa oportunidade de aprendizado, avaliando os erros cometidos e não os repetindo nas provas subsequentes.  

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Plano de Prêmios e Recompensas nos Estudos para Concurso

Você, candidato ou candidata a concursos públicos, conta com um plano de prêmios, recompensas e punições? Já havia pensado nisto? 
Pode até ser que conte com o referido plano, mas de maneira não sistematizada e organizada. Porém, se nunca havia pensado nisto, talvez seja o caso de começar a refletir, enquanto uma medida importante para garantir disciplina e motivação com os estudos.
Primeiramente, é preciso entender que um plano de recompensas e punições consiste na elaboração de um planejamento com previsão de auto-punições e auto-premiações para situações de cumprimento e não cumprimento das metas e objetivos estabelecidos. Obviamente que a auto-punição cabe no caso do descumprimento e a auto-premiação no caso do cumprimento.
Fundamentos que justificam esta estratégia existem de sobra. No âmbito da psicologia do comportamento, a ideia dos prêmios e punições é a base de teorias como as desenvolvidas por Frederic Skinner, correspondente ao condicionamento operante (CORDIER, Françoise, GAONAC´H, Daniel. “Aprendizagem e memória: São Paulo, 2006, págs 17 e 19).  No caso, o prêmio ou a punição atuam como mecanismos de reforço positivos ou negativos para um determinado comportamento, com a intenção de estimular ou coibir.
Já na Administração, planos de prêmios e recompensas também são utilizados na gestão de pessoas, inclusive se relacionando com algumas teorias da motivação. Um exemplo consiste na Teoria da Expectativa, desenvolvida por Victor H. Vroom, a qual tem como um de seus componentes a ideia de “valência”, segundo a qual o ser humano é capaz de se motivar a partir da relação entre um objetivo a ser alcançado e o valor que este objetivo representa, o que, portanto, se relaciona com a noção de recompensa (VROOM, V. H. “Gestão de pessoas, não de pessoal”. Rio de Janeiro: Elsevier, 1997).
No plano neurofisológico, o estabelecimento de recompensas e a sua conquista pode atuar nos mecanismos dopaminérgicos do cérebro, o que tende a proporcionar sensação de bem estar e satisfação.
Considerando os fundamentos que justificam a presente estratégia, na prática, é preciso que o candidato tenha um plano segundo o qual se a meta de horas de estudo ou do que deveria ser estudando foi cumprida, seja ao final do dia, seja ao final da semana, deveria ocorrer uma auto-premiação. E se não houve o cumprimento da meta, deveria ocorrer uma auto-punição.
Cabe a cada um definição o que vai tratar como premiação e como punição. Por exemplo,enquanto premiação, algo que proporcione satisfação, como comer ou beber algo que gosta, (desde que não seja bebida alcoólica), assistir um filme, ver determinado programa de TV ou algo semelhante. Como punição, exatamente a restrição a algo que gosta e caso a meta fosse cumprida faria. O fato é que o prêmio e a recompensa deve ser algo que faça sentido para a pessoa, em termos positivos (prêmio) ou negativos (punição).
Obviamente que a visualização do alcance da meta de curto prazo, por si só, já pode ser um mecanismo de satisfação, podendo se traduzir num verdadeiro estímulo positivo (clique aqui para ler Como Neutralizar as Angústias e Manter o Empenho).
Vale lembrar que esta ideia do plano de recompensas tem importância principalmente para o cumprimento das metas de curto prazo. E neste sentido, pode funcionar como umaimportante estratégia para que o candidato se mantenha comprometido, empenhado e disciplinado com os estudos.
Não se pode negar que nesta trajetória de preparação para concursos público é preciso cuidar do dia a dia, neutralizando aquelas dificuldades rotineiras, principalmente em função das restrições necessárias e do esforço realizado, os quais vão nos minando aquilo que gradativamente.
Portanto, pense sobre o seu plano de auto-premiações e auto-punições. E faça disto um aliado para manter o empenho e a disciplina.
PS: se você já tem um plano de prêmios e punições, ou tem sugestões de prêmios e punições, deixe nos comentários, não só para servir de fonte de pesquisa, mas também para ajudar os demais leitores. 



Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • “Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


  
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Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!

domingo, 14 de julho de 2013

Motivar para se Concentrar e se Concentrar para Aprender!

Existem duas ideias fundamentais que precisam ser compreendidas por quem está se preparando para concursos públicos e exames, ou mesmo por qualquer pessoa que pretenda estudar com o objetivo de se apropriar intelectualmente do objeto de conhecimento estudado. A primeira é que a concentração e a atenção são fundamentais para o alcance desta finalidade. A segunda é que a motivação com o que se estuda é determinante para a atenção. 
Portanto, sem atenção não há apropriação da informação estudada. E sem motivação a atenção pode ficar comprometida. Daí é fundamental trabalhar estratégias para aumentar a motivação, de modo a melhorar a atenção e a concentração. 
Conforme sustenta Eric Kandel, ganhador de Premio Nobel e uma das maiores autoridades no mundo sobre o tema da memória, “…a atenção voluntária é evidentemente um processo consciente nas pessoas…prestarei atenção conscientemente quando precisar aprender o caminho da minha casa em Riverdale até a casa de meu filho Paul, em Westchester. Mas colocarei meu pé no breque automaticamente se, de repente, um carro me fechar quanto estiver dirigindo na estrada…a conversão da memória de curto prazo para memória de longo prazo requer a ativação dos genes, e em cada uma delas os transmissores modulatórios parecem carregar um sinal atencional marcando a importância de um estímulo….” (Em busca da memória. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, pá. 342).
Não é difícil constatar que esta relação entre motivação e atenção, bem como da atenção com a memória, tem um aspecto inclusive de natureza evolucionista. Ou seja, nossos ancestrais para sobreviverem aos predadores precisaram desenvolver este mecanismo.
Portanto, a primeira ideia importante é compreender e tomar consciência deste processo. Como tenho dito reiteradamente, a verdade nos liberta! Daí porque a minha preocupação e crítica com os especialistas (sem especialização) em preparação para concursos, que desenvolvem soluções com base em achismos, isto quando não estão propondo fórmulas mágicas, sem base científica e não testadas de maneira rigorosa.
E além de nos libertar, a compreensão da verdade e a tomada de consciência nos ajuda a desenvolver estratégias. 
Com isso, a partir de agora, você passa a ter duas obrigações: (1) se perceber, no sentido de avaliar o nível de atenção que está tendo em relação a cada matéria, e se questionar como anda a sua motivação com esta mesma matéria; (2) constatada a dificuldade de motivação, você deve começar a pensar em estratégias para reverter este cenário. 
Quanto às estratégias, a título de sugestão, uma primeira possibilidade seria tentar minar as eventuais resistências, o que é perfeitamente compreensível e natural.
No âmbito do Direito, por diversos motivos – que não vou nem abordar, pois daria no mínimo uma dissertação de mestrado em psicologia e educação, tenho uma afinidade maior com o Direito e Processo do Trabalho, bem como com o Direito Administrativo. Mas não obstante os diversos possíveis motivos, há um determinado ângulo que permite entender facilmente esta afinidade, envolvendo o aspecto profissional, pois sou Juiz do Trabalho há alguns anos e antes fui Procurador de Estado e Advogado da União.
No entanto, quando me deparo com um tema de outra área, inclusive do Direito, quanto a qual começo perceber certa dificuldade ou resistência, minha primeira estratégia é de “ir para cima” da matéria, de modo a quebrar a resistência. Neste sentido, um primeiro passo é tentar identificar de onde vem a resistência, o que geralmente decorre da dificuldade com algum conceito importante para a compreensão da matéria.
E no caso, as vezes é preciso dar um passo atrás, e voltar ao ponto no qual há este precariedade. Recentemente passei por isto ao estudar um tema sobre orçamento público.
Mas para ajudar ainda mais, sugiro também a leitura de texto que trata exatamente de estratégias para quebrar a resistência com determinadas matérias (clique aqui para ler Aceitar para Aprender).
Por outro lado, ainda na perspectiva de aumentar a motivação com determinada matéria quanto a qual há dificuldade, outra estratégia consiste em procurar identificar os benefícios que podemos obter com este estudo, independente da preparação para o concurso. Neste sentido, é muito importante a leitura de texto que aborda o “como trabalhar o prazer em aprender” (clique aqui para ler O Prazer em Aprender).
Portanto, o mais importante é que se tome consciência da relação que há entre a motivação e a concentração e a concentração e a aprendizagem. E a partir daí, com esta tomada de consciência, procure trabalhar estes relevantes fatores para o êxito nas provas.
Boa motivação, boa concentração e boa aprendizagem!



Prof. Rogerio Neiva:

  • Juiz do Trabalho desde 2002
  • Procurador de Estado de junho de 1999 a agosto de 2000
  • Advogado da União (AGU) de março de 2001 a agosto de 2002
  • Professor Universitário (graduação) – desde de 2000
  • Professor de Cursos Preparatórios para Concursos – desde 2000
  • Pisocopedagogo com pós graduação latu sensu em psicopedagogia clínica e institucional
  • Pós Graduado latu sensu em Direito Público – UDF
  • Pós Graduado em Administração Financeira – FGV
  • Pós Graduando em Neuroaprendizagem
  • Desenvolve orientação voltada à preparação para concursos públicos, a partir de abordagem empírica e científica, trabalhando com três eixos conceituais: Planejamento, Aprendizagem e Gestão Emocional
  • Vice-Coordenador da Escola da Magistratura do Trabalho da 10ª Região – Gestão 2005/2007 e 2009/2011
  • Membro da Comissão do Conselho Nacional de Justiça instituída para estudos sobre a Emenda Constitucional 62
  • Criador do SISTEMA TUCTOR 

Autor dos Livros:

  • “Como se preparar para Concursos Públicos com Alto Rendimento “; Ed Método; 2010;
  • “Concursos Públicos e Exames Oficiais: Preparação Estratégica, Eficiente e Racional”; Ed Atlas; 2009;
  • “Temas de Direito do Trabalho aplicado à Administração Pública e a Fazenda Pública no Processo do Trabalho”; Ed Fortium, 2005;


  
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Os nobres Guerreiros, poderão deixar perguntas em comentários aqui no "BLOG CONCURSEIRO GUERREIRO" ou se preferirem podem envia-las para o e-mail: concurseiroguerreiro@hotmail.com - destas selecionaremos uma para produção de um texto escrito pelo próprio Dr. Rogerio Neiva. Avante Guerreiros! DEUS É GRANDE!