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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Educação-SP: SEE-SP - editais para professor PEB II e diretor de escola ja têm data

Os esperados editais para os concursos de professor Educação Básica II (PEB II) e diretor de escola, da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo, serão publicados em outubro. A informação foi  confirmada com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA pelo chefe de gabinete da pasta, Fernando Padula, durante o evento para o lançamento do programa municipal "Mais Educação São Paulo", na Praça das Artes, no último dia 15. 
Padula destaca que a secretaria já deu início ao processo para a escolha das empresas que organizarão as seleções; Após isso, os documento serão finalizados. Com a contratação o órgão pretende definir detalhes como cronograma e valor da taxa de inscrição. De acordo com o chefe de gabinete a intenção é de que os aprovados iniciem as atividades já no primeiro dia do ano letivo, em fevereiro de 2014.
A seleção para professor PEB II foi autorizada pelo governador Geraldo Alckmin no dia 6 de julho e visará o preenchimento de 59 mil vagas. Concomitantemente, a coordenação de RH da pasta também realiza os estudos iniciais para a definição das instruções do concurso. "Eu acredito que em outubro deveremos publicar o edital, sendo que a intenção é fazer um edital só, regionalizado", disse Padula. 
A expectativa é que sejam convocados já no ano que vem cerca de 20 mil novos professores. Os demais devem ser chamados ao longo da validade do processo seletivo. Por este motivo, o concurso deve ser agilizado e acontecer ainda no segundo semestre deste ano. 
O salário-base dos educadores do 6º ao 9º ano, para a jornada de 30 horas semanais, é de R$1.693,38. Já no regime de dedicação integral, cuja jornada é de 40 horas, é de R$2.257,84. Nesse caso, há ainda uma gratificação inicial de R$1.693,38, somando R$3.951,22.
Esta será a maior contratação da história para o cargo. No entanto, o número de vagas anunciado ainda está abaixo da necessidade do estado. De acordo com o levantamento funcional divulgado em 30 de abril há 78.896 cargos vagos atualmente de professor PEB II. 
A previsão é que o novo concurso vise o preenchimento de vagas destinadas para todas as disciplinas da grade curricular da rede: Arte, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. 

Diretor
No caso do concurso de diretor, simultaneamente à escolha da organizadora a Secretaria está realizando, desde o último dia 9, o processo de remoção, que antecede o concurso público. Após esta etapa a expectativa é que a pasta finalize o levantamento da carência de servidores em todas as diretorias de ensino do estado para realizar a distribuição de vagas por região. Ao todo o concurso contará com uma oferta de 1.450 vagas.
Para participar da nova seleção o candidato deverá ter licenciatura em pedagogia, ou pós-graduação na área de educação, além de ter no mínimo oito anos de experiência como efetivo no exercício do magistério. Não é preciso estar em atuação na rede estadual. A remuneração inicial para diretor é de R$5.144,87, para uma jornada de 40 horas semanais, já inclusas as gratificações de representatividade, no valor de R$500, e gratificação de dedicação plena e integral, no valor de R$1.990,06.   
O anúncio da abertura do concurso foi feito pelo governador Geraldo Alckmin na última quinta-feira, 1° de agosto, durante a inauguração da Escola Estadual Vila Yolanda IV, localizada na zona leste da capital.  “Esse concurso tem uma inovação: o diretor será submetido ao conselho escolar após terminar os cursos de formação. Nós queremos professores bem preparados, que tenham vocação e se dediquem à escola”, afirmou o governador.
Os novos diretores, aprovados na seleção, deverão frequentar dois cursos de formação com duração de seis meses antes de atuar nas unidades de ensino. Após o curso, os diretores devem apresentar um plano de trabalho específico para a escola em que atuarão. A aprovação nesta etapa também será condicionada à frequência.
Simultaneamente ao período de formação, o diretor passa por um estágio probatório com duração de três anos, período em que os profissionais vão receber orientações sobre a função de gerenciamento de recursos humanos e estratégias de ensino. Após o estágio, todos os gestores passarão ainda por avaliações anuais feitas pelo conselho escolar.


sábado, 17 de agosto de 2013

Polícia Civil-SP: Divisionário de concursos diz que a intenção é realizar as provas prembulares todas em 2013

O primeiro edital de uma série de concursos para 3.007 vagas na Polícia Civil de São Paulo, pode sair até o início outubro. A oferta de 129 vagas no cargo de delegado. Na sequência serão divulgados os editais para escrivão, investigador e agente. O delegado divisionário de concursos da Acadepol, Pedro Tonelli Neto, disse à FOLHA DIRIGIDA, no último dia 7, disse que os editais já estão sendo elaborados, mas a definição da data de publicação só poderá ser confirmada após a escolha da organizadora. O delegado destacou que a intenção da polícia é aplicar as provas  preambulares para os quatro cargos ainda em 2013. 
Para que os exames sejam realizados este ano, os editais precisam ser publicados até o início de outubro, pois concursos da Polícia Civil têm prazo médio 60 dias entre o encerramento da inscrição e a data de prova.  Em entrevista recente à FOLHA DIRIGIDA, o diretor da Acadepol, Mario Leite de Barros Filho, ratificou que a série deve começar pelo cargo de delegado, único dos concursos que não conta mais com aprovados em lista de espera da seleção anterior. A sequência seguirá com escrivão, investigador, agente policial e posteriormente as funções destinadas a Superintendência do Polícia Técnico-Científica.
Das 3.007 vagas já autorizadas, 2.805 serão para a Polícia Judiciária, que cuida da investigação, e 202 para a Polícia Técnico-Científica, que trata dos laudos e perícias. “A nossa ideia é iniciar os processos de seleção para todos os cargos já neste semestre”, disse Mario Leite. O órgão ainda conta com 1.651 vagas, decorrentes da Lei 1.206/2013, que cria 1.853 cargos para a Superintendência da Polícia Técnico- Científica. A expectativa é que o quadro criado pelo texto seja preenchido com os aprovados nas próximas seleções e também com remanescentes dos concursos em andamento, durante os seus respectivos prazos de validade, assim como ocorreu com o cargo de delegado. Além disso, o órgão ainda aguarda por autorização para os cargos de oficial administrativo e técnico de laboratório, que estão incluídos na lei, mas não contam com concurso dentro do prazo de validade. 
Uma das possíveis mudanças para a nova série de concursos e a elaboração de editais regionalizados, na qual os candidatos concorrem a um determinado número de vagas em cada região do estado. “Nós queremos atender todas as regiões do estado, suprindo tanto as necessidades da capital, quanto do interior. Para isso estamos pensando na realização de concursos regionalizados, no qual se abre um número de vagas específico por região, e o candidato concorre a vagas no local onde mora” ressalta Mario Leite.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Fazenda: Coordenador de Pessoal confirma pedido de 5 mil vagas

O coordenador-geral de Gestão de Pessoas da Receita Federal, Francisco Lessa, confirmou à FOLHA DIRIGIDA, nesta quarta-feira, dia 3, que foram encaminhados ao Ministério da Fazenda pedidos de concursos para 5 mil vagas, sendo 1.600 de analista-tributário, 1.400 de auditor-fiscal e 2 mil de assistente técnico-administrativo. As solicitações já foram remetidas ao Ministério do Planejamento e a seleção para assistente, de nível médio, com remuneração inicial de R$2.927,82 (incluindo o auxílio-alimentação, de R$373), está prevista para este segundo semestre, segundo a a secretária de Gestão Pública da pasta responsável por conceder a autorização, Ana Lúcia Brito.
Ao confirmar os números que já vinham sendo divulgados pela FOLHA DIRIGIDA, Lessa ressaltou que eles correspondem à necessidade detectada pelo Receita e não necessariamente ao quantitativo que será liberado pelo Planejamento. No caso de assistente, a tramitação do processo referente à solicitação de novo concurso, e também a convocação de aprovados da seleção realizada no ano passado, está avançada e é possível que a autorização seja concedida muito em breve.
O processo encontra-se na Secretaria Executiva do Planejamento desde o último dia 28 e, sendo aprovado, deverá depender apenas de um parecer favorável da ministra da Miriam Belchior, titular da pasta. O Ministério da Fazenda já antecipou que o concurso será para as regiões fiscais não abrangidas pelo concurso do ano passado, que teve vagas apenas para o Distrito Federal e São Paulo. Na seleção de 2012, as provas (apenas objetivas) versaram sobre Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Conhecimentos de Informática, Direito Administrativo, Direito Constitucional, Arquivologia e Gestão Pública.
No caso de analista e auditor, cargos de nível superior (qualquer área), com iniciais de R$8.768,88 e R$14.653, respectivamente (já com o auxílio), o ministério informou no último mês que espera contar com a autorização a tempo de realizar o novo concurso ainda este ano. Com relação a analista, o coordenador-geral de Gestão de Pessoas da Receita, Francisco Lessa, afirmou que a tendência é que a nova seleção seja aberta somente após a convocação dos excedentes do concurso realizado no ano passado. Todos os aprovados para auditor já foram convocados.


sábado, 4 de maio de 2013

Exército abre 1.350 vagas para sargentos. R$3.200 mensais

O Exército divulgou o edital para os concursos de admissão aos seus cursos de formação de sargentos, oferecendo um total de 1.350 vagas. As inscrições já estão abertas e prosseguem até o dia 8 de julho. Os vencimentos iniciais, após curso de um ano e meio, são de R$3.200. Os pedidos de isenção da taxa de inscrição, fixada em R$70, devem ser feitos até o dia 10 de maio. As inscrições são realizadas na página eletrônica da Escola de Sargentos das Armas (ESA).
Para as áreas de combatente, logística-técnica e aviação são oferecidas 1.200 vagas, exclusivas do sexo masculino. A escolaridade exigida, nesse caso, é o ensino médio completo. Para música, há 50 vagas, também exclusivas para o sexo masculino. Para concorrer nessa especialidade é preciso ter o ensino médio completo e habilidade no instrumento musical escolhido. Já na área de saúde são oferecidas 100 vagas, que podem ser disputadas por candidatos de ambos os sexos. No entanto, para essa carreira, o Exército exige ensino médio técnico em Enfermagem. Para as áreas de combatente, logística-técnica e aviação, o interessado deve possuir no mínimo, 17 e, no máximo, 24 anos de idade, referenciados a 31 de dezembro do ano da matrícula (2014). Nas áreas de música e saúde, o participante deve possuir no mínimo, 17 e, no máximo 26 anos de idade, referenciados a 31 de dezembro do ano da matrícula no curso (2014). Os exames de escolaridade serão aplicados no dia 13 de outubro.
Serviço www.esa.ensino.eb.br
 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Petrobras: Estatal pode abrir concurso ainda este ano


Vários setores da Petrobrás continuam fazendo um levantamento para apurar as necessidades de pessoal, após o que a estatal avaliará a necessidade de concurso. Dado o histórico recente, que inclui dois concursos por ano até 2010, um em 2011 e outro em 2012, é possível que seja realizada outra seleção em 2013.  

Os cargos que deverão demandar mais funcionários são técnicos em manutenção e em mecânica, inspetor de equipamentos, elétrica, eletrônica e química, no nível médio; e engenheiro, geólogo e geofísico, para graduados. 

Na Petrobrás, técnicos de operação ou de manutenção têm o salário básico inicial de R$1.954,82, com garantia de remuneração mínima de R$3.132,34. Já os engenheiros, geólogos e geofísicos, que são cargos de nível superior, têm o salário básico de R$4.646,06, com garantia de remuneração mínima de R$7.444,71.  

Além disso, a empresa proporciona incentivos educacionais, assistência multidisciplinar de saúde e participação nos lucros, entre outros benefícios.



terça-feira, 19 de março de 2013

Mapa: Planejamento autoriza 736 vagas! Diversos cargos e até R$9.986


Acabou a espera. Desde 19 de fevereiro, os pedidos de concursos para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estavam sob análise da Secretaria-Executiva do Ministério do Planejamento. O resultado dessa avaliação foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda, dia 18 de março, com a portaria que autoriza a realização de concursos na pasta, com oferta total de 736 vagas - sendo 422 destinadas à reposição de pessoal e 314 para a substituição de terceirizados. A mesma portaria determina o prazo máximo de seis meses - ou seja, até 18 de setembro - para a divulgação dos editais de abertura.
O pedido inicial do Mapa foi de 2.931 profissionais. Contudo, a expectativa real do próprio ministério era de que o Planejamento autorizasse apenas 691 vagas - número que acabou sendo superado. O principal destaque é o cargo de fiscal agropecuário, com oferta autorizada de 172 vagas. A função exige graduação em diversas áreas (Medicina Veterinária, Agronomia, Farmácia, Química e Zootecnia), e tem vencimentos iniciais de R$9.986,59. Também foram autorizadas 100 vagas para agente de inspeção, que requer o nível médio e tem remuneração de R$5.278,26.
Outro destaque, com 184 vagas autorizadas, é a função de técnico de laboratório (médio, mais formação especializada na área, com ganhos de R$5.278,26). A portaria também autorizou a oferta de vagas para os cargos de agente de atividades agropecuárias (50), administrador (23), agente administrativo (110), bibliotecário (duas), contador (seis), economista (quatro), engenheiro (três), engenheiro agrônomo (duas), geógrafo (três), psicólogo (duas), técnico em contabilidade (cinco) e auxiliar de laboratório (70). Confira a portaria no anexo. 

domingo, 17 de março de 2013

Banco do Brasil: Prazo aberto para escriturário! Nível médio e R$2.732


Estão abertas, desde as 10h desta quinta-feira, dia 14 de março, as inscrições de um dos concursos mais aguardados, em âmbito federal: o de escriturário do Banco do Brasil. Poderão concorrer candidatos de ambos os sexos que tenham o nível médio. Embora, a seleção seja para formação de cadastro de reserva, o BB deverá efetuar um grande número de contratações. A remuneração inicial é de R$2.732,04, sendo R$1.892 de salário, R$472,12 de auxílio-refeição e R$367,92 de cesta-alimentação, para jornada de trabalho de 30 horas semanais. Ainda há outros benefícios, como possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional, participação nos lucros, plano de saúde extensivo aos dependentes, plano de previdência, auxílio-creche e auxílio para portador de deficiência.
Para se inscrever, o candidato deve acessar o site da Fundação Carlos Chagas (FCC), organizadora do concurso, até o dia 12 de abril. Quem não tem acesso à internet pode recorrer a um dos postos com computadores (veja no edital), das 9h às 12h e das 13h às 17h. Será preciso pagar uma taxa, no valor de R$40, até o fim das inscrições. Quem quiser poderá pedir isenção, somente de 11 a 13 de março, no site da FCC, sendo necessário comprovar estar inscrito no CadÚnico, ter renda familiar mensal igual ou inferior a três salários mínimos (R$2.034) ou ter renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$339).Os aprovados serão contratados sob o regime celetista. Além do Rio de Janeiro, são contemplados os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e parte do Amazonas e de Santa Catarina. Os participantes serão submetidos a uma prova objetiva e uma redação, no dia 26 de maio. Serão propostas 60 questões, sendo 30 de Conhecimentos Gerais (contendo as disciplinas de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Matemático e Atualidades do Mercado Financeiro) e 30 de Específicos (com as matérias de Cultura Organizacional, Técnica de Vendas, Atendimento, Domínio Produtivo da Informática e Conhecimentos Bancários).
Será aprovado no exame objetivo aquele que acertar 30% de Conhecimentos Básicos, ou seja, nove questões; 30% de Conhecimentos Específicos, que também correspondem a nove questões; e 40% do total de provas, que representam 24 questões. Serão corrigidas as redações dos 7.900 primeiros classificados na prova objetiva. Nesse caso, será aprovado quem conseguir, no mínimo, 50 dos 100 pontos totais.

ServiçoInscrições: www.concursosfcc.com.br

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Concursos das polícias Civil e Militar são cancelados em Goiás


A Secretaria Estadual de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan) determinou, na tarde desta segunda-feira (25), o cancelamento das provas dos concursos das polícias Civil e Militar. A decisão se baseou nos indícios de irregularidades nos gabaritos das provas, elaboradas pelo Núcleo de Seleção da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
Em nota, a Segplan informou que a Escola de Governo agendará novas datas para realização do processo seletivo. Segundo a secretaria, os candidatos devem aguardar novas orientações.
Ao G1, a diretora do Núcleo de Seleção da UEG, Eliana Nogueira, informou que estão cancelados os concursos para soldado, oficial de saúde e cadete da Polícia Militar, além das provas para escrivão e delegado substituto da Polícia Civil. "As provas para agente da Polícia Civil, marcadas para o próximo fim de semana, estão mantidas", disse Eliane.

Sobre as denúncias de irregularidades no gabarito da prova objetiva para delegado, aplicada no domingo (24), a diretora do Núcleo de Seleção disse que prefere não opinar se houve ou não algum tipo de fraude antes de uma apuração: "Foi utilizada uma metodologia para a confecção do gabarito, mas houve uma sequência muito evidente de respostas. Vamos apurar o que aconteceu".

Delegado
No domingo, mais de 15.500 pessoas, de várias partes do país, participaram da prova objetiva do concurso para delegado substituto da Polícia Civil de Goiás. De acordo com o edital, o exame seria o primeiro de oito etapas. Os classificados deveriam enfrentar ainda uma prova discursiva, avaliação médica, exame psicotécnico, avaliações de aptidão física, avaliação da vida pregressa e investigação social, avaliação de títulos e curso de formação profissional.
Com oferta de 109 vagas e salário de R$ 9.205,56, a seleção anulada teve concorrência de quase 150 candidatos por vaga. A maioria dos concorrentes, segundo a UEG, é de Goiás (6.148). Distrito Federal  tem o segundo maior número de candidatos (2.638), seguido de Minas Gerais (1.332) e São Paulo (1.050) .

FONTE: G1 CONCURSOS


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Concurso é reaberto. São 670 vagas de nível superior


Anulados em setembro de 2012 por motivo de fraude nas provas objetivas, os concursos da Polícia Civil do Pará (PC-PA), que ofereciam 620 vagas nos cargos de delegado, investigador, escrivão e perito, foram retomados. A partir de fevereiro, a corporação receberá inscrições para 150 vagas de delegado, 250 de escrivão, 250 de investigador e 20 de papiloscopista, totalizando, agora, 670 vagas.
As inscrições serão realizadas no período de 20 de fevereiro a 17 de março através do site da Universidade do Estado do Pará (UEPA), com inscrições no valor de R$47,50, para pagamento até o dia 18 de março em qualquer agência bancária. Os candidatos com deficiência ou que comprovarem baixa renda estão isentos do pagamento. A remuneração pode chegar a R$7.695,02.
Para pedir isenção, é necessário e entregar ou enviar os documentos relacionados no edital, em envelope A4, devidamente lacrado e etiquetado com o nome completo e CPF  do candidato, no Protocolo da DAA/ Uepa (Rua do Una, 156, Telégrafo, Belém, Pará), das 8h às 16h ou enviando via Sedex para o Protocolo da DAA/Uepa - Reitoria da Uepa – concurso PC-PA/Delegado (Isenção) (Rua do Una, 156, Telégrafo, CEP 66050-540, Belém, Pará), no período de 20 a 27 de fevereiro de 2013.O candidato  que encaminhar os documentos via Sedex, deverá comunicar sobre esse envio à Uepa através do email concursopc@uepa.br, dentro do mesmo prazo concedido para a entrega no protocolo da DAA/Uepa. A relação dos pedidos de isenção deferidos e indeferidos será divulgada no dia 08 de março no site da organizadora.
A prova objetiva será realizada na data provável de 28 de abril em seis municípios do estado: Altamira, Belém, Itaituba, Marabá, Redenção e Santarém.  As demais subfases da primeira etapa serão realizadas em Belém. O gabarito será divulgado dia 29. Os candidatos farão 50 questões de Língua Portuguesa, Noções de Informática, Atualidades, Direito Administrativo, Direito Constitucional, Direito  Penal e Processual Penal, entre outros conhecimentos específicos.
A segunda etapa corresponde ao curso técnico profissional, de responsabilidade da Polícia Civil do Estado do Pará, a ser realizado e ministrado pela Academia de Polícia Civil/IESP, em suas instalações em Marituba, na região metropolitana de Belém. Há ainda outras etapas, como testes físicos, exames médicos e prova oral.
Os candidatos que participaram do processo anterior e não solicitaram ressarcimento do valor da taxa estão com suas  inscrições asseguradas, sem ônus. Porém, é necessário fazer um novo cadastro para registrar o interesse do candidato em participar da seleção. O candidato pode desconsiderar o boleto emitido ao final da inscrição. O concurso anterior, realizado no dia 16 de setembro do ano passado, foi cancelado após a comprovação de irregularidades. Os candidatos que participaram do processo anterior estão com suas inscrições asseguradas. Em caso de novas inscrições ou de candidatos que solicitaram ressarcimento, deve-se fazer o procedimento normal.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE NO BRASIL








O Direito Constitucional é uma das matérias mais importantes para quem está estudando para concursos, OAB e até mesmo para acadêmicos do curso de direito, simplesmente porque está presente em TODAS as provas!!Portanto, quer você goste, quer deteste, não vai se livrar dele! Sendo assim, galera, ânimo e coragem!!

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
É a forma como, no país, é averiguada a adequação das normas infra-constitucionais com o disposto na Constituição.
De acordo com Saul Tourinho Leal, somente é possível falar em Controle de Constitucionalidade, se temos uma Constituição que ocupa o cume do ordenamento jurídico do país e que se submete a um processo mais rígido de alteração do que o imposto a todas as outras espécies normativas.Explica o jurista Calil Simão, que o Sistema de Controle de Constitucionalidade destina-se a analisar a lesão dos direitos e garantias previstos na Constituição de um país, objetivando assegurar a observância das normas constitucionais, consequentemente, a sua estabilidade e preservação.
Nos países que têm constituições do tipo escrita e rígida, a Constituição se torna o conjunto de normas supremas do ordenamento jurídico. Situando-se no topo da pirâmide normativa, ela recebe nomes como Lei Fundamental, Lei Suprema, Lei das Leis, Lei Maior, Carta Magna. Essa Lei Maior exige procedimentos bem mais difíceis e solenes para sua própria modificação do que o que é exigido para a elaboração das demais normas jurídicas (ditas infra-constitucionais). O controle de constitucionalidade brasileiro é misto, porque admite o controle abstrato e o concreto. No abstrato, apenas um órgão do poder judiciário é competente para julgar a constitucionalidade ou inconstitucionalidade da lei ou ato normativo, enquanto que no controle concreto ou difuso qualquer juiz ou tribunal poderá resolver incidentalmente sobre a constitucionalidade ou inconstitucionalidade do ato ou lei, quando do julgamento de um determinado caso concreto.



Contato:
E-mail: claudiafrancolopes@hotmail.com
Telefone:            (67) 8189-9019      


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Schopenhauer, “professor” de Redação para Concursos


Olá, pessoal, sou eu, o professor Antônio Carlos Alves, de Língua Portuguesa para Concursos, aqui do Rio de Janeiro, de novo. Há pouco, falei num texto sobre Redação, especificamente falei sobre o mito de “termos que ler muito para escrever bem”. Pois bem, vou continuar ainda com Redação e o mesmo tema, mas vou pedir a ajuda de um colega, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860). Schopenhauer foi professor de Redação para concursos na Alemanha do século XVIII e XIX, quando ainda nem havia concursos públicos na Alemanha. Ou seja, foi um pioneiro. Estava realmente à frente de seu tempo, muito à frente. Não, é claro, por ter dado aulas para concursos, mas pelo que publicou acerca do ato de escrever. Schopenhauer possui um pequeno livro intitulado A arte de escrever. Tudo que virá nas aspas é de Schopenhauer e será retirado de tal livreto. 
Na verdade, tratarei de uma variante de mesmo tema: exatamente falarei da supervalorização da leitura na sociedade moderna e o (não) reflexo (?) disso na hora de escrever. Schopenhauer, há mais de 150 anos, disse o seguinte sobre o informar-se, o saber, o pensar e, com isso, o escrever: “Em geral, estudantes e estudiosos de todos os tipos e de qualquer idade têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informações sobre tudo, sobre todas as pedras, ou plantas, ou batalhas, ou experiências, sobre o resumo e o conjunto de todos os livros. (...) Diante da imponente erudição de tais sabichões, às vezes digo para mim mesmo: Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco para poder ter lido tanto!” – grifo meu (2005: 20).
Perceba que Schopenhauer trata aqui da não soberania do ato de ler. Tal como se mostra em seu pensamento, a atividade da leitura provoca duas consequências inevitáveis e igualmente cruciais: provoca as mais das vezes uma erudição vazia, fato que vem a reboque da segunda consequência, que é a de fazer com que o leitor voraz tenha pouco tempo para pensar. Ora, você deveria estar se perguntando: o que, Antônio, isso tem a ver com Redação e Redação para Concursos? Isso mostra que há consideravelmente um equívoco inicial, que é o de se acreditar no discurso de que a leitura per si e a leitura assídua capacitam mentalmente alguém para ser um bom pensador e, com isso, um bom argumentador, na hora em que se produz um texto. Em geral, lê-se muito – quando se lê!!! – e pensa-se pouco. Isso é o que se mostra na grande maioria dos textos que são elaborados por candidatos a concursos públicos. Com a antiga e tradicional ótica de que vocês têm que ter 3 argumentos, apresentados já na introdução do texto, para serem discutidos no desenvolvimento, vocês acabam por não listar 3 argumentos condizentes ao propósito do seu próprio texto, muito menos conseguem nas habituais 30 linhas (aliás, aproximadamente 20 linhas -  no que se refere ao desenvolvimento) dar conta de discutir e pensar sobre os argumentos escolhidos. Sobra, na verdade, muito pouco espaço para o pensamento e a argumentação se consolidar com consistência.
Saiba que um texto bem argumentado tem que ter consistência não apenas de informações, mas, sobretudo, de profundidade dos argumentos. E como você se aprofunda num argumento?  Primeiro: mantenha-se nele!!! Não parta para um outro argumento intempestivamente, nem se preocupe em pensar um segundo abruptamente, se você não acabou de abordar o primeiro de modo adequado, isto é: dentro daquilo a que seu texto se propõe. Se você não acabou de tratar do primeiro argumento, não há por que pensar em mudar para o segundo. Se você mudar do nada, seu pensamento (texto) ficará incompleto. Isso é o que gera aquilo que ora é anotado como falta de coerência (se afetar a lógica do texto), ou falta de coesão (se afetar a ligação e a correspondência de nexos sintáticos do texto). Se você tiver o que falar sobre um só argumento, ou no máximo dois, já vai ser bem mais interessante e mais tranquilo para você. Um ou dois argumentos bem pensados e bem discutidos, em geral, costuma ser mais bem oportuno do que ter três argumentos pensados pelo raso... Até por que sempre faltará, nas frequentes 30 linhas-limite, espaço físico para estender e aprofundar o pensamento.
E Schopenhauer também já dizia isso, a seu modo. Ele considerava o seguinte a respeito do pensar profundamente: “Só é possível pensar com profundidade sobre o que se sabe, por isso se deve aprender algo; mas também só se sabe aquilo sobre o que se pensou com profundidade.” (2005: 39). E isso se contrapõe ao que ele pensa sobre o ler demasiadamente. Veja o que ele diz: “Assim como as atividades de ler e aprender,  quando em excesso, são prejudiciais ao pensamento próprio, as de escrever e ensinar em demasia também desacostumam os homens de clareza e profundidade do saber e da compreensão, uma vez que não lhes sobra tempo para obtê-los. Com isso, quando expõe alguma ideia, a pessoa precisa preencher com palavras e frases as lacunas do seu conhecimento. É isso, e não a aridez do assunto que torna a maioria dos livros tão incrivelmente entediante.” (2005: 21). Percebam que Schopenhauer coloca como mais importante pensar o que se conhece, e não só conhecer. Aliás, ele afirma que para se conhecer bem é preciso pensar sobre o algo que numa primeira instância se conheceu.
Ele também, assim como eu, não coloca a leitura como carta fora do baralho. Esse texto não despreza sumariamente a leitura, descartando-a por completo. Mas ele diz para você: ler faz parte de um conhecer, mas não do argumentar com a pertinência e profundidade de conteúdo que um texto argumentativo a rigor requisita sempre da gente. O apelo que se quer deixar aqui é o de que não basta encher um texto com informações angariadas ora aqui, ora ali. Escrever argumentando, que é o que interessa numa redação argumentativa, típica em concursos públicos, é uma atividade que depende muito mais do exercício do pensar do que da coletânea de informações que adquirimos por meio de mil leituras que venhamos a fazer durante a vida. Argumentar é, nesse sentido, pensar por si próprio. E não compilar pensamentos dos outros. Aliás, a compilação de pensamentos outros gera, a priori, textos argumentativos expositivos, quase descritivos -  coletando e reunindo o que os outros autores desse mundo já pensaram sobre o assunto. Numa redação, o que deve ser exposto é justamente o contrário: é o seu pensamento, é o seu argumento que deve aparecer no texto. É preciso discutir em tal modalidade discursiva a partir do que você pensa, entende, considera sobre o tema proposto a cada concurso, ou a cada instante em que se quer tratar de determinado aspecto, evento, fato, episódio, ou circunstância. Por isso, Schopenhauer diz que “as atividades de ler e aprender são prejudiciais ao pensamento próprio”. Pois o que ocorre é que a atividade da leitura recebeu um status cultural tão impregnadamente superior que, quando lemos, acreditamos que devemos reter aquela informação para reproduzi-la no momento oportuno (a redação?) de modo a demonstrar que temos conteúdo. Ora, isso não é ter conteúdo. Em certo sentido, dir-se-á que sim. Mas, na verdade, não. Reter informação mecanicamente é papel de suportes, de potinhos conteudísticos, tal como foi outrora a fita cassete, e hoje o CD,  o DVD, o pendrive, os HDs, e o próprio livro etc. Todos eles retêm conteúdo, mas não o articulam, porquanto não processam por si a importância, a validade e a verdade de tais informações neles armazenadas. Quem só lê, ainda que muito, se comporta com um almoxarifado de informações, um grande armazém de conteúdos. E qual é o problema disso? Para a vida, nenhum. Cada um tem o direito de ser aquilo que espera ser, quer ser para si mesmo. A questão é que, numa redação argumentativa, a grande maioria das pessoas se comporta de igual maneira. Elas pegam as 30 linhas e recopiam, segundo sua memória e versão, o que está armazenado em si pelos anos e anos de leitura.
Aqui, uma ressalva: vale lembrar que, infelizmente, no nosso país, não temos índices significativos a nos vangloriarmos acerca do fato de termos uma população assiduamente leitora. A coisa se complica, porque ainda, aqui, lemos pouco, ou quase nada, se é que lemos, e sabe-se lá o que lemos...
Enfim, considerando a situação sob o prisma mais generoso, que é a de sermos assíduos leitores, o nosso hábito, porque assim  nos ensinaram, é o de reproduzir (quase que xerografando) conhecimentos nas tais 30 linhas. E, como sabemos, ou deveríamos saber, discutir argumentando não tem nada a ver com xerografar, fotocopiar informações, mas sim discutir pensando o tema em questão. É isso o que é argumentar. De resto, nada ou pouca coisa interessa.
Bom, pessoal, mas uma vez falei do mesmo tema, mas explicitando aspectos sobre os quais eu ainda havia me debruçado naquela ocasião. E vou ficando por aqui. Mas, para terminar, vou fazer das palavras de Schopenhauer as minhas sobre a quantidade exaustiva de conteúdos: “A mais rica biblioteca, quando desorganizada, não é tão proveitosa quanto uma bastante modesta, mas bem ordenada. Da mesma maneira, uma grande quantidade de conhecimentos, quando não foi elaborada por um pensamento próprio, tem muito menos valor do que uma quantidade bem mais limitada, que, no entanto, foi devidamente assimilada.” Traduzindo: muito conteúdo não gera um pensamento muito bom necessariamente, muito menos evidencia a presença de um argumento consistente, bem pensado. Se você sabe pouco, mas pensa bem o que sabe, isso é substancialmente mais útil a todo e qualquer argumentar. Putz! Falei no final! Vou me calar. Depois a gentese fala. Abraços a todos, professor Antônio Carlos Alves -  Manhattan Cursos Online.
PS.: Schopenhauer, filósofo alemão, morto em 1860, ou seja, faz cerca de 150 anos, falou para mim que está ocupado com o edital do TRT, PM, IBAMA, BB entre outros. Mas prometeu que, em breve, ele voltará aqui. 

Antônio Carlos Alves da Silva - Possui graduação em Letras (Português-Literaturas) (2001), Lato Sensu em Língua Portuguesa (2005), Mestrado em Poética (2005) e é Doutor em Teoria Literária (2010), todos obtidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Tem experiência na área de Letras,  com ênfase em Teoria Literária, atuando também nos seguintes temas: língua portuguesa; ensino; produção e interpretação de texto,  gramática;  linguística;  crítica textual e literária;  poética; linguagem; teoria literária; pensamento e cultura.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Mitos sobre fazer uma Redação: é necessário ler para escrever, e escrever bem?


Olá, pessoal, sou o professor Antônio Carlos Alves, de língua portuguesa. Trabalho na área de concursos há cerca de 10 anos no Centro do RJ. Vamos bater um papinho sobre escrever, na verdade sobre um dos mitos que ocorrem no discurso e na cabeça da maior parte dos candidatos e alunos na aula de redação. 
 Aula de redação, para concursos ou não, segue quase sempre os mesmos discursos clichês. Aliás, tem gente que gosta de ouvir sempre os mesmos. Pois é. Lamento dizer, mas aqui não falarei deles, muito menos tenho uma visão positiva sobre eles. Mas por que tenho uma visão oposta? Porque eles, em geral, mais atrapalham do que ajudam a quem quer escrever. Por exemplo, um dos clássicos clichês que ouvimos em tais aulas de redação é o de que “para escrever bem é preciso ler” (às vezes, “ler muito”, dizem os professores para a gente). Tá legal, até pode ser isso. Mas a coisa não é bem assim.
Na verdade, ler não é atividade necessária para quem quer escrever. Ela até pode ajudar, mas não é efetivamente necessária. Colocar a leitura como imprescindível para a escrita já de antemão abre um pressuposto de caráter excludente em termos sociais: porque isso condena(rá) aqueles que não têm acesso às fontes de leitura à impossibilidade de virarem, quem sabe, inclusive, escritores, ou simplesmente pessoas afeitas ao hábito cotidiano da escrita. Isso também gera a falsa ideia de que somos incapazes de articularmos pensamentos e, com isso, argumentos satisfatórios se não conhecermos, antes, tudo, ou, pelos menos, muita coisa do que já foi dito acerca de um determinado assunto ou tema. 
Ora, dizer que a atividade da escrita é subserviente direta da atividade da leitura é já criar uma inversão da história da atividade da escrita. Isso é falso porque, se se olhar para a história do mundo e do conhecimento a partir da cultura letrada, teremos que rever o surgimento da própria escrita. Gente, olha só: a escrita surgiu depois da fala e não há nenhuma novidade nisso. A escrita, estimam, possui cerca de 10.000 anos só. Ela está novinha, novinha! E essa observação ainda serve para colocar em cena o seguinte fato: um dia não existiram livros no mundo, tão pouco os alfabetos, muito menos na forma com que os conhecemos hoje em dia. E, eis que, sem livros e sem alfabeto, um dia o homem escreveu, e aí produziu boa parte do conhecimento que fundamenta a nossa ciência, a nossa filosofia, além de nossas fofocas e outros entulhos verbais letrados....rsrs.
Lembrado isso, os professores e a tradição do ensino de língua portuguesa que sustentam que “é preciso ler para escrever e escrever bem” vacilam. Vacilam sim, porque havemos de nos perguntar nessa hora simplesmente o seguinte: como é que, um dia, antes do primeiro texto ser escrito alguém conseguiu escrever. Isso não podia ter acontecido, concorda?! Não podia porque o cara não tinha o que ler antes! Na prática, temos que perguntar: como a Bíblia foi escrita se não tinha o que ser lido antes? Como Platão escreveu seu sistema filosófico se não existia o que ler antes? Como Pitágoras inventou o seu sistema matemático-filosófico se nada existiu antes? Nem falado nem escrito!!!! Ora, veja o quão insuficiente é tal argumento e tal apelo que ocorrem, aliás, com razoável frequência, ainda hoje, nas aulas de redação. Requisitar a leitura para fundamentar a escrita exclui também o aluno que quer escrever, acha a escrita interessante, sente gosto pela escrita... Mas não dispõe de recursos materiais para ler, não possui bibliotecas por perto, não possui dinheiro para comprar jornais e revistas, principalmente relacionados às mais renomadas publicações do país, segundo um pré-julgamento, eleito pela nossa elite tida como mais aculturada. E, se tal recado exclui, põe barreiras, lamento dizer: não ajuda a ninguém. O professor, ele mesmo, coloca uma faca na sua frente para ficar socando, fica enxugando gelo e coisas do gênero.
Além disso, vale lembrar de olhar à nossa volta para observarmos que alguns ou muitos dos nossos amigos são assíduos leitores, mas péssimos redatores, ou mesmo locutores. Comunicam-se mal tanto na fala quanto na escrita. Às vezes, até há uma sincronia entre aqueles que leem muito e que escrevem bem...Claro, uma hora dá certo, uma hora as coisas se encaixam! Mas, a propósito, isso não é a regra. Canso de encontrar gente em sala de aula, principalmente em concursos de nível superior, que já fez obviamente os seus cursos universitários, escreveram monografias, dissertações, teses, resenhas mil, leram p’ra burro um catatal de textos em suas devidas áreas e se mostram cheias de medos e receios de escrever um texto quantitativamente mínimo de 30 linhas, haja visto que essa é média de linhas a serem caligrafadas numa redação. Algumas muitas delas apresentam inclusive os chamados “defeitos”, “erros”, tanto no que tange à forma (gramática) quanto ao conteúdo (a coerência entre os argumentos utilizados). Mais uma vez devemos perceber com essa lembrança que essas pessoas leram e muitas delas leram muito e deveriam, portanto, segundo o insistente mito, escrever bem, ou pelo menos de maneira minimamente satisfatória. E não é assim o que acontece, na prática, em sala de aula.
Tudo isso que falo aqui não é novidade a essa altura do campeonato, ou seja, não estou a fazer um comentário sozinho. Pesquisadores que tratam de observar o tema já começaram a notar isso e a fazer pesquisas e registros afirmando o mesmo que digo aqui: que a leitura não é efetivamente necessário para quem escreve.  A pesquisadora Maria Teresa Gonçalves Pereira, da UERJ, no texto intitulado “LER X ESCREVER: MITOS E VERDADES”, diz o seguinte sobre o tema: “A leitura como facilitadora da (boa) escrita difunde-se como crença nos bancos escolares em todos os níveis. Tal assertiva ganhará verdade e consistência se houver uma estratégia para o seu aproveitamento, sem impor valores ou atitudes. Apenas o ato de ler, trivialmente falando, não traz conseqüências imediatas para o ato de ‘escrever bem’, como é voz geral (grifo meu). A leitura que rende frutos no momento de elaboração de um texto tem de voltar-se para a abordagem do texto, considerando os recursos linguísticos que lhe dão sustentação (funcional e estética), assim como a atitude diante do fenômeno da linguagem em sua concepção plena.”(1). Veja que não é mais consensual dizer que a leitura gera uma boa escrita. E não é um mero mortal quem está aqui a falar sozinho, como se pode observar. Essa posição já está começando, ainda que amiudadamente, a se instaurar na cabeça de alguns professores de português, que não se articulam encima do argumento da prioridade da leitura para o sucesso na escrita.
Bom, enfim, o que obviamente dá vontade de perguntar a essa altura do campeonato é: o que proporciona uma boa escrita, uma boa produção textual? A resposta não tem muito segredo, nem novidade: o que proporciona uma boa escrita é a prática. Escrever é como nadar. Aliás, sempre comparo escrever com nadar, sobretudo quando converso com os meus alunos sobre a tal da necessidade da leitura para gerar uma boa escrita, assunto que sempre vem à tona no discurso deles. Compare a leitura (os livros) com os professores de natação. E compare a escrita com o nadar. Repare que você, ou alguém,  pode ter tido aulas fantásticas de natação com os melhores nadadores do mundo, não pode? Sim! Mas, se não entrar na piscina nunca, terá adiantado alguma coisa? Certamente não, nadica de nada. Pois é?! Escrever se aprende escrevendo, tal como nadar se aprende nadando. Dá trabalho? Claro que dá, tal como aprender a nadar também dá. E no começo? Nos primeiros textos?  Bebe-se muita água, tem gente que quase se afoga? Sim, claro. E a mesma coisa vale para a prática da escrita. Quanto menos treino, quanto mais tempo longe da piscina das palavras e das frases e dos parágrafos você está, maior é o desconforto na hora de nadar compondo o seu texto. É apenas isso o que acontece.
Mas eu sei que você quer perguntar como é que se escreve bem sem ler muito? Aí já é assunto para um outro texto. Mas vou deixar uma dica. Escreva e se leia. Ou melhor: tente treinar a produção do texto aprendendo a se ler exatamente no momento em que você está escrevendo. Isso é um começo e dos mais importantes. Pois repare: se você já é um leitor assíduo, você o é dos outros autores,  e nem sequer tem o compromisso de corrigi-los. Aliás, você nem acha que seria preciso, não é? Em geral você acha que o texto do tal fulano está certinho, tudo nos trinques, não é assim? Sei que é... Pois é, o que você precisa agora é treinar a ler um outro autor: você mesmo. Isso mesmo! Você deve aprender a se ler tanto na hora em que está lá concentrado escrevendo o texto, como depois. No começo é um exercício chatinho. Não temos a prática ainda. Mas, com o tempo, ela vai surgindo. E por que eu sugiro isso? Porque é assim que funciona. Ora, o que é um professor? É o cara que lê o seu texto, não é? Então, seja você o primeiro leitor dele, já a partir do momento em que você o redige.
A questão aqui, na verdade, ainda é outra:   é que a gente acha que escrever não tem nada a ver com ler, e que ler não tem nada a ver com escrever. Mas saiba que ler é escrever e principalmente na redação escrever é se ler. É só isso. Uma coisa implica outra. Nunca estão separadas. Mas você  vai me dizer que raramente nos avisaram disso. Eu sei, não avisaram... Aprendi isso sozinho e depois de burro-velho. Espero ter avisado a tempo, antes de você ter que aprender e descobrir sozinho...Pois sozinho dói, né? É chato e sem graça. Sei como é. Mas é isso. Enfim, escrever bem vem com o treino, que é o mesmo que vir com o tempo....Se você tiver atenção sobre seu próprio texto, você encurta esse tempo de aprendizagem... Comece então o treino lendo tanto a forma quanto o conteúdo do que você escreve. Esse é o começo. Esse é o caminho.
Bom, pessoal, a gente vai ficando por aqui dessa vez. É claro que esse tema dá pano pra manga, é longo e cheio de idas e vindas. Mas depois a gente se fala mais. Por ora, Sigam firmes e na luta.
E grande abraços todos, Prof. Antônio Carlos Alves.
 (1)Extraído de http://www.filologia.org.br/revista/37/06.htm (acesso em 13/10/2012).

Antônio Carlos Alves da Silva - Possui graduação em Letras (Português-Literaturas) (2001), Lato Sensu em Língua Portuguesa (2005), Mestrado em Poética (2005) e é Doutor em Teoria Literária (2010), todos obtidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  Tem experiência na área de Letras,  com ênfase em Teoria Literária, atuando também nos seguintes temas: língua portuguesa; ensino; produção e interpretação de texto,  gramática;  linguística;  crítica textual e literária;  poética; linguagem; teoria literária; pensamento e cultura.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Secretaria de Saúde do DF abre 412 vagas

A Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal abriu dois concursos: um para 12 vagas e formação de cadastro de reserva para técnico em saúde, na especialidade de técnico de laboratório de hematologia e hemoterapia, e outro para 400 vagas e cadastro para técnico em saúde, na especialidade de técnico em enfermagem. O salário é de R$ 1.724,91 em regime de 24 horas semanais.

Para técnico de laboratório de hematologia e hemoterapia os candidatos devem ter curso de nível médio e de curso técnico de laboratório – hematologia e hemoterapia.
Para técnico em saúde, na especialidade de técnico em enfermagem o candidato deve ter ensino médio completo, formação em curso técnico em enfermagem e registro no conselho profissional.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.universa.org.br do dia 17 de setembro a 15 de outubro. A taxa é de R$ 24.
A prova objetiva de conhecimentos básicos e específicos será aplicada em Brasília, no dia 11 de novembro.

domingo, 9 de setembro de 2012

CURSO AGORA EU PASSO: ENTREVISTA COM DAMIÃO SOARES - UM EXEMPLO DE ESPÍRITO DE LUTA

Confira a ENTREVISTA com essa FERA do Direito Processual Civil, contando sua trajetória no mundo dos concursos!!! Muito além de um professor brilhante, Damião é um verdadeiro amigo, pessoa extremamente humilde, cativante, sincera e autêntica!

O espírito de luta de Damião é um exemplo a ser seguido!












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